Capítulo 384: Capítulo 384: Antídoto para Embriaguez

Observando Lu Zhihang já distante, Pei Shaoyin ficou ainda mais confusa, completamente sem entender nada. O que havia de tão estranho naquela pessoa hoje? Será que... estava no cio? Lu Xin'er foi tomada por um calafrio com esse pensamento. Sabia muito bem como era seu irmão, como um espelho claro em sua mente. Sem pensar muito, correu atrás dele imediatamente. Mas nenhum deles notou que, atrás deles, um par de olhos observava fixamente tudo o que acontecera. O homem de boné, segurando a câmera, olhou para a foto de Su Banxia se jogando nos braços de Lu Zhihang, um sorriso leve nos lábios, de humor excepcionalmente bom. Su Banxia voltou de negociar a parceria já tarde da noite. Organizou alguns trabalhos pendentes e foi buscar as crianças na escola. "Mamãe está de mau humor hoje?" Su Guoguo, uma pequena esperta, olhando para o rosto desanimado de Su Banxia, adivinhou logo seus pensamentos: "É por causa do trabalho?" Su Banxia segurava uma mão de cada pequeno tesouro, com um sorriso suave no rosto: "Como a mamãe estaria de mau humor? Ver meus dois pequenos já me deixa muito feliz." Quanto a essa frase, Su Guoguo claramente não acreditou. Virou o rosto, com os lábios empinados: "Não é verdade, o rosto da mamãe está muito feio. Mamãe, não fique triste, Guoguo pode contar uma história para a mamãe." As palavras carinhosas da filha aqueceram o coração de Su Banxia. "Guoguo é tão boazinha, é mesmo o casaquinho da mamãe." Ao chegar em casa, Pei Shaoze ainda não tinha voltado. Durante todo o dia, ela mal o viu. Parecia que, desde que Pei Jiaxin voltou, ele ficou especialmente ocupado. Lembrando-se de ter visto a figura de Ren Yuan na rua hoje, a testa de Su Banxia se franziu involuntariamente como um novelo. Sem prestar atenção, ao cortar legumes, acabou cortando o dedo. "Ah." Su Banxia inspirou fundo, olhando para o sangue no dedo indicador, e rapidamente pegou remédio e um curativo. "Mamãe." Su Hao estava parado na porta do quarto, seu pequeno corpo especialmente ereto. Su Banxia olhou para o pequenino à sua frente: "O que foi, Haohao?" "Você está muito triste hoje." Su Hao disse com seriedade, com o rostinho sério. Não era uma pergunta, mas uma afirmação. O olhar do filho era penetrante, como se pudesse atravessar as pessoas. "Não, mamãe só está preocupada com coisas do trabalho. Como estaria triste?" Su Banxia disse com voz suave para o pequeno à sua frente. "É por causa do tio Pei?" Su Hao acertou em cheio. Su Banxia ficou um pouco sem graça. O olhar tão afiado daquele menino a deixou sem saber o que fazer: "É que seu tio Pei pode estar com problemas, então a mamãe está preocupada com ele." "Mamãe não precisa se preocupar com essas pequenas coisas. O tio Pei é tão forte, como teria medo desses probleminhas? Pelo contrário, mamãe, você precisa cuidar de si mesma, para não deixar o tio Pei preocupado e ter que se distrair com você." O olhar de Su Hao caiu no dedo machucado de Su Banxia, e suas sobrancelhas grossas se franziram. "Isso..." "Se agora, que os problemas estão apenas começando a aparecer, a mamãe já perde a calma, como vai ajudar o tio Pei a resolver as dificuldades no futuro? Melhor esperar com paciência, quando os problemas surgirem, resolver um por um. Quem sabe, seguindo as pistas, você não encontra vestígios. Ficar ansiosa assim só vai machucar você mesma." Os olhos de Su Hao estavam cheios de névoa, com um toque de compaixão por Su Banxia. As palavras da criança tinham um peso especial, impactando o coração de Su Banxia. É verdade, agora os problemas estavam apenas começando a aparecer. Se ela perdesse a calma assim, como lidaria com as coisas no futuro? "Então agora você se anima, com uma atitude positiva, para enfrentar esses desafios." As sobrancelhas de Su Hao se ergueram. "Você é mesmo um pequeno gênio." Su Banxia abaixou a cabeça e apertou o rosto de Su Hao. Com a orientação do filho, seu humor melhorou naturalmente. Preparou o jantar, cuidou das duas crianças, esperou até colocá-las para dormir. A noite já estava avançada. Su Banxia olhou para o relógio de quartzo na sala e franziu a testa novamente. Encolhida no sofá, Su Banxia se enrolou numa pequena coberta, segurando uma revista na mão, esperando calmamente o retorno de Pei Shaoze. O sono foi chegando aos poucos, e ela estava quase caindo no sonho, quando de repente, o som da buzina no pátio a fez acordar sobressaltada. Abriu os olhos rapidamente e se sentou. No segundo seguinte, a figura de Pei Shaoze apareceu diante dela. Mas, diferente de sempre, o Pei Shaoze de hoje estava um pouco bêbado. Seu aspecto embriagado realmente causava uma certa pena. "Você voltou." Su Banxia se apressou, estendeu a mão para segurá-lo. O corpo alto do homem se apoiou todo em seus ombros frágeis. Su Banxia franziu levemente a testa: "Por que bebeu tanto? O que você foi fazer?" "Banxia." O olhar de Pei Shaoze estava nebuloso, e sua mão larga envolveu sua cintura fina, que mal se podia segurar. "Você... você bebeu demais." O corpo de Su Banxia ficou tenso de repente, e ela rapidamente o puxou e arrastou para o quarto. "Você... você..." "Banxia." Pei Shaoze exalava um hálito quente e úmido, espalhando-o pelo rosto dela. Uma mão apoiada ao lado dela, a outra desabotoando a própria roupa, com uma voz incrivelmente agradável. Su Banxia engoliu em seco, seguindo com o olhar a mão dele. Um, dois, três... Os botões da camisa foram sendo desabotoados um a um, revelando o peito firme diante dela, tentador ao extremo. "Quer?" Pei Shaoze parou o movimento por um instante, estendeu a mão e ergueu o queixo dela. "Você não está bêbado?" Su Banxia sentiu que tinha sido enganada. E pensar que ela se esforçara tanto para carregá-lo até ali. Pei Shaoze sorriu levemente: "Ao te ver, fiquei sóbrio." Originalmente, seu coração estava pesado, mas Su Banxia era para ele o melhor antídoto para a bebida. Ao ouvir isso, o coração de Su Banxia deu um "baque". Um homem tão sedutor assim era irresistível, não? "Estou com saudades de você." Pei Shaoze não escondeu seus sentimentos, e selou os lábios dela, aprofundando o beijo.