Capítulo 360: Capítulo 360: Combinação de Carne e Vegetais

Su Banxia, com os reflexos lentos, caiu nos braços dele, o rosto queimando de vergonha.

Pei Shaoze, no entanto, não deixou de olhar para ela, erguendo levemente as sobrancelhas: "Você não acha?"

"Ah?"

Su Banxia hesitou e logo assentiu: "Sim."

O Pei Shaoze diante dela estava tão sedutor que ela não tinha como resistir. A algazarra ao redor parecia inexistente; naquele momento, os olhos um do outro só viam a si mesmos.

O patrão observava a cena com um sorriso, estalando a língua sem parar.

Su Banxia foi levada por Pei Shaoze, abraçada, enquanto atrás deles ecoavam as risadas e conversas do patrão com outros. De fato, um Pei Shaoze como o de hoje era raro de se ver.

Só era uma pena que ela não soubesse quanto tempo esse sonho ainda duraria.

Ao chegar em casa, viu as duas crianças debruçadas no sofá jogando ludo. A alegria das crianças é simples; qualquer coisinha nova já as faz felizes por um bom tempo.

"Mamãe, tio Pei, vocês voltaram."

Su Guoguo levantou a cabeça e cumprimentou os dois.

"Por que de repente resolveram jogar?"

Su Banxia, com agilidade, deixou as coisas que carregava de lado e, ao olhar para as crianças, seus olhos se encheram de um sorriso suave.

Sobre isso, Su Hao bufou: "Xadrez chinês, ela não sabe; weiqi, ela sempre volta atrás nas jogadas; só me resta acompanhá-la nessas coisas simples."

Suas palavras transbordavam desdém.

Su Banxia não pôde evitar uma risadinha: "Jogar ludo não tem nada de mal, ajuda a relaxar e se divertir."

As duas crianças, uma muito inteligente e a outra muito agitada, se complementavam em personalidade. O bom era que, com Su Hao por perto para cuidar de Su Guoguo, ela evitava muitas dores de cabeça.

"Não é nada disso! É o irmão que nunca me dá vantagem."

Su Guoguo fez bico, protestando.

As duas crianças trocavam farpas, arrancando risadas constantes de Su Banxia.

"Vou jogar uma partida de xadrez chinês com o Haohao."

Pei Shaoze pendurou o casaco de lado, sentou-se no sofá e pegou Su Guoguo no colo: "Vou te ensinar a jogar."

Ao ouvir isso, os olhos de Su Guoguo brilharam na hora. Ela abraçou o pescoço de Pei Shaoze e se aconchegou: "O tio Pei é mesmo o melhor!"

Su Banxia: "..."

Essa pestinha era uma verdadeira enganadora, sempre conseguindo deixar os outros felizes.

"Vou preparar o jantar."

Su Banxia, vendo os três tão entrosados, sentiu-se, sinceramente, bastante aliviada no coração.

Na sala, os três se divertiam sem parar. Enquanto estava na cozinha, Su Banxia não conseguia evitar olhar para fora. No quesito de cuidar das crianças, Pei Shaoze realmente se saía bem.

Com as crianças, ele sempre tinha paciência e sabia orientar, a ponto de até Su Hao ouvir suas palavras.

Será que deixar as crianças voltarem para a família Pei lhes proporcionaria uma educação melhor?

Su Banxia suspirou baixinho. Essa questão, ela realmente não sabia como resolver. Afinal, as duas crianças eram seu mundo inteiro, e ela não conseguia se separar delas.

O aroma da comida se espalhou. A habilidade culinária de Su Banxia era impecável; em apenas uma partida de xadrez, ela preparou uma mesa de pratos deliciosos, de dar água na boca.

"Nossa, tem carne!"

Os olhos de Su Guoguo brilharam. Essa pequena gulosa, quando via comida, não conseguia fechar a boca.

"Já lavou as mãos?"

Su Banxia olhou para ela, com um tom um pouco sério.

Algumas regras e etiquetas necessárias precisavam ser incutidas nas crianças desde cedo.

Pei Shaoze pegou Guoguo no colo, com muita paciência: "Guoguo, se você tocar nas peças e não lavar as mãos antes de comer, pode ficar com dor de barriga."

Essa suavidade e elegância eram raras em Pei Shaoze no dia a dia; por um momento, Su Banxia ficou atônita, pensando que aquele homem também tinha esse lado.

Ao ouvir isso, Su Guoguo mostrou a língua de forma brincalhona, abraçou o pescoço de Pei Shaoze e foi levada por ele ao banheiro para lavar as mãos.

Quando se sentaram à mesa, os olhos das duas crianças brilhavam. Fazia tempo que não comiam a comida feita por Su Banxia, e a vontade era grande.

"A culinária da mamãe está cada vez melhor. Se desse para comer todos os dias, seria ótimo."

Su Guoguo segurava a tigelinha, comendo e comentando.

Su Hao percebeu na hora a intenção dela: "Se você quer comer seus pratos favoritos todos os dias, é só dizer. Por que está rodeando?"

Su Guoguo não se importou: "Se eu disser diretamente, não parece sincero, né? Preciso elogiar um pouco para ganhar coisas boas."

"Deixe a mamãe fazer sempre para a Guoguo comer."

Pei Shaoze sorriu levemente: "Mas a Guoguo não pode comer só carne; precisa comer também legumes. Uma dieta equilibrada ajuda na saúde."

Enquanto falava, ele colocou um prato de verduras na frente dela.

Su Guoguo fez bico, um pouco relutante.

"Guoguo, se quiser comer a comida da mamãe, precisa aprender a não ser exigente com a comida."

Pei Shaoze sorriu com calma, cheio de paciência.

"Tá bom, então vou fazer como o tio Pei disse: carne e legumes juntos."

Su Guoguo, como se tivesse tomado uma grande decisão, pegou os legumes e os comeu junto com a carne.

Parecia que, assim, não era tão ruim assim.

O jantar foi cheio de vida. Su Banxia viu pela primeira vez a habilidade de Pei Shaoze como pai. Não dava para negar: esse homem era realmente bom na educação das crianças.

Depois de comer, descansaram um pouco e cada um foi para sua função.

A noite estava silenciosa. Su Banxia contou histórias para as duas crianças até elas dormirem, e então foi para o escritório. Naquele momento, Pei Shaoze estava no escritório com fones Bluetooth, negociando um contrato com alguém.

Um francês fluente saía de sua boca, com um charme indescritível.

Su Banxia colocou o leite quente ao lado dele, sem perturbá-lo. De relance, viu sobre a mesa um contrato relacionado à família Su e franziu levemente a testa.

Sem perguntar nada, estava prestes a se virar para sair quando Pei Shaoze, atrás dela, desligou a chamada e a chamou com calma: "Secretária Su."

"Pei... Presidente Pei?"

Su Banxia se virou, cumprimentando-o timidamente.

Pei Shaoze olhou para ela, com os olhos um pouco sombrios: "O assunto com os estrangeiros foi mérito seu, então espero que você também cuide deste projeto."

"Que projeto?"

Su Banxia olhou com dúvida.

"Isso não deve ser estranho para você, não é?"

Pei Shaoze puxou um contrato de lado, onde estava escrito claramente "Família Su".

Su Banxia hesitou: "O Presidente Pei quer cooperar com a família Su?"

"A decisão é sua."

Pei Shaoze ergueu as sobrancelhas, claramente com um duplo sentido.

"O que você quer dizer com isso?"

O coração de Su Banxia apertou, e ela olhou para ele com cautela.

Pei Shaoze falou devagar: "Respeito sua opinião."

Enquanto falava, o olhar de Pei Shaoze pousava, como que por acaso, sobre Su Banxia. O significado implícito era claro: bastava uma palavra de Su Banxia para que o sucesso ou fracasso do contrato estivesse decidido num instante.