Capítulo 297: Capítulo 297 Foi o que você disse da última vez também

"Tomara que sim."

Fang Shiqing suspirou desoladamente, suas palavras carregando uma emoção indefinida.

"Mamãe, madrinha!"

Enquanto conversavam, de repente, a voz de Su Guoguo chamou a atenção delas.

Pei Shaoze apareceu diante delas com as duas crianças, de forma serena.

Ao vê-lo, Fang Shiqing sorriu levemente, levantou-se e cedeu o lugar com naturalidade: "Vou ver Yan Xin."

"Shi..."

Antes que pudesse terminar a palavra, Pei Shaoze já estava diante dela, sua silhueta alta projetando uma sombra sobre ela.

"Desculpe."

Su Banxia encolheu o pescoço e admitiu o erro de forma consciente.

Agir por conta própria sem avisá-lo era realmente uma atitude ruim.

"A secretária Su acha que tem uma vida muito resistente?"

Pei Shaoze ergueu as sobrancelhas, exalando um ar frio e cortante.

Quando recebeu a notícia, Deus sabe o quanto ele se assustou; a caneta em sua mão foi partida em dois pedaços.

Se fosse Su Banxia a refém, se fosse ela a ferida agora.

Qual seria o resultado final? Ele nem ousava pensar.

"Desculpe, eu..."

"Não quero ouvir desculpas. Esta é a segunda vez."

A testa de Pei Shaoze revelava um frio cortante.

Na primeira vez, ela se colocou em perigo para atrair Gu Feifei; na segunda, agiu por conta própria para resgatar Fang Shiqing. Se Yan Xin não tivesse percebido algo errado e a seguido antes.

Quais seriam as consequências?

Su Banxia sabia que estava errada, baixou a cabeça e não sabia o que dizer.

"Pense bem."

Pei Shaoze não ligou para ela, deixou essa frase e foi ao quarto visitar Yan Xin.

Depois que Pei Shaoze saiu, Su Guoguo puxou a barra da roupa dela: "Foi a segunda vez que o tio Pei se irritou. Mamãe o deixou bravo de novo."

"A culpa é da mamãe."

Os olhos de Su Banxia transbordavam emoções complexas.

"Mulher é um problema."

Su Hao deu uma olhada, seu ar frio e distante era exatamente igual ao de Pei Shaoze.

Su Banxia ficou um pouco sem graça.

"O tio Pei furou o sinal vermelho no caminho."

Su Guoguo disse como se fosse sem querer, mas aquilo tocou o coração de Su Banxia.

Ela sabia o quanto ele se preocupava; mesmo que ele fingisse estar calmo por fora, não escondia sua preocupação.

Desta vez, ela realmente agiu com imprudência novamente.

Dentro do quarto—

Fang Shiqing cuidava de Yan Xin com carinho, alimentando-o. A interação entre os dois era harmoniosa, sem constrangimento.

Quando Pei Shaoze entrou, bateu na porta. Fang Shiqing percebeu que eles tinham algo a discutir e saiu discretamente.

"Isso conta como acidente de trabalho?"

Yan Xin apontou para o braço enfaixado como um bolinho de carne e sorriu.

"Não acho que um funcionário sair durante o expediente para salvar sua amada seja um assunto de trabalho."

As palavras de Pei Shaoze não tinham nenhum traço de humanidade.

Yan Xin fez beicinho: "Pelo menos salvei sua amada."

Se Fang Shiqing tivesse sido capturada, Su Banxia certamente não ficaria de braços cruzados. Dada a amizade entre elas, as consequências seriam impensáveis.

Mas Yan Xin não deveria ter tocado nesse assunto. Ao mencioná-lo, Pei Shaoze ficou furioso, e a atmosfera ao redor esfriou consideravelmente.

"As despesas médicas serão descontadas do seu bônus deste mês."

Yan Xin: "..."

O que ele fez para irritar esse demônio vivo?

"E a investigação sobre a família Lin?"

Yan Xin ergueu a cabeça e perguntou calmamente.

"Lin Haoran não aparecerá mais diante de nós."

O olhar de Pei Shaoze era frio, com uma clara intenção assassina.

Ousar mexer com alguém próximo a ele teria esse destino!

Yan Xin suspirou fundo. Esse homem sombrio era realmente alguém com quem não se devia mexer.

Os crimes de Lin Haoran já eram suficientes para puni-lo, e com a interferência de Pei Shaoze, o resto de sua vida seria pior que a morte.

"E o Li Quan?"

"Já confessou. O gerente Liu do departamento de marketing também foi resolvido. O caso da cidade do sul está encerrado."

Pei Shaoze respondeu com sinceridade.

Yan Xin assentiu. Depois de tanto planejamento, não foi em vão.

Mas havia algo que ele não entendia: os documentos de Li Quan foram entregues a ele de propósito por alguém. Quem era essa pessoa, ele ainda não sabia.

"E aqueles documentos?"

"Saberemos mais cedo ou mais tarde."

Pei Shaoze olhou para ele com frieza, sua voz gelada.

Yan Xin não disse nada, ficou em silêncio por um momento.

Pei Shaoze o observou e depois se virou para sair.

Do lado de fora do quarto, Fang Shiqing e Su Banxia estavam lado a lado, como dois guardiões.

"Vamos."

Pei Shaoze falou com indiferença.

Claramente, aquilo era dirigido a Su Banxia.

Su Banxia sentiu como se fosse para a morte, seguindo Pei Shaoze com o coração na mão.

Fang Shiqing sorriu e balançou a cabeça. Esse casal era realmente um par de opostos.

Ela se virou, abriu a porta e entrou no quarto. Yan Xin estava deitado na cama, com o braço bem enfaixado.

"Ainda está com fome?"

Fang Shiqing perguntou.

"Quero comer wonton."

Yan Xin estava claramente aproveitando a vida de ser servido, sem cerimônia ao dar ordens a Fang Shiqing.

Ela estava feliz em fazer isso por ele, correndo de um lado para o outro, servindo chá e água.

Afinal, ele se feriu por ela.

O clima ali era bom, como depois de uma tempestade. Já para Su Banxia, o humor era comparável a visitar um túmulo.

Ao sair do hospital, ela levou as duas crianças para o banco de trás do carro, tentando ao máximo não chamar atenção.

Pei Shaoze dirigiu em silêncio o caminho todo, a atmosfera extremamente pesada.

Quando chegaram em casa, as crianças já estavam dormindo. Su Banxia carregou uma em cada braço, colocou-as na cama com habilidade e, em seguida, saiu do quarto com passos cautelosos.

Na sala, Pei Shaoze estava de roupão, reclinado no sofá, com um cigarro na mão direita. A fumaça ao redor dava a ele um ar mais sombrio.

Antes, ele não fumava.

Vendo aquilo, Su Banxia só pensou em duas palavras: "Já era!"

"Venha aqui."

Pei Shaoze apagou o cigarro no cinzeiro ao lado, sem levantar a cabeça.

Suas palavras frias não carregavam nenhum sentimento.

"Eu errei."

Su Banxia baixou a cabeça imediatamente, demonstrando boa disposição para admitir o erro.

"Então?"

"Nunca mais!"

Pei Shaoze franziu a testa. Os botões do roupão estavam apenas parcialmente abotoados, deixando seu peito musculoso à mostra diante de Su Banxia, que quase engoliu em seco.

Isso não era uma espécie de sedução?

"Da próxima vez?"

"Da próxima vez que algo assim acontecer, com certeza avisarei você!"

Su Banxia se rendeu e prometeu rapidamente.

Pei Shaoze riu com frieza: "Da última vez, lembro que alguém disse a mesma coisa."

Su Banxia: "..."

Precisava ter uma memória tão boa? Não lhe deixava nenhuma saída.