Capítulo 291: Capítulo 291: Um Método de Educação

"Zhang Shanshan, o que você quer dizer?"

Lin Haoran ficou um pouco confuso.

"Isso você tem que perguntar a si mesmo, Sr. Lin. Estou apenas lhe dando um conselho amigável: pense bem antes de agir, mas também corte o nó rápido, senão não sei quantas vezes mais poderei ajudá-lo a resolver as coisas."

Zhang Shanshan disse com sinceridade.

A situação em Nancheng já estava prestes a sair do controle. Zhang Shanshan não era tola; desde o início da parceria com Lin Haoran, ela nunca teve a intenção de se envolver diretamente. Tudo o que aconteceu foi apenas ideias e incentivos que ela deu de lado.

E ela nunca quis que o projeto desse realmente errado; só queria usar isso para provocar uma ruptura na relação deles.

Agora que o objetivo foi alcançado, o que a família Lin tem a ver com eles?

"Você..."

"Sr. Lin, resolva as coisas o mais rápido possível, senão o projeto Biding Lake será a sua escuridão para sempre."

Zhang Shanshan deixou essa frase e desligou o telefone.

Lin Haoran ficou parado no escritório, incapaz de se acalmar.

A reviravolta veio rápido demais, tão rápida que ele não sabia por onde começar.

Do lado de Nancheng.

Desde que soube da situação de Lin Haoran, Su Banxia estava de bom humor, e a melancolia dos últimos dias se dissipou. Aproveitando o fim de semana, ela saiu com Pei Shaoze e as duas crianças para dar uma volta em Nancheng.

Falando nisso, já fazia tanto tempo que ela não aproveitava Nancheng direito.

Nancheng era uma cidade antiga, com uma longa história e uma cultura profunda. A família caminhava pela beira da cidade antiga, chamando a atenção de todos.

"Mamãe, olha."

Su Guoguo, animada, puxou a mão de Su Banxia e foi direto para uma pequena lagoa.

Era um lago dos desejos, cheio de tartarugas, com muitas moedas espalhadas ao redor.

Diz a lenda que, se você vier aqui de mãos dadas com seu amor e jogar uma moeda que caia no casco de uma tartaruga, terá muita sorte.

Mas se jogar a moeda na laje no centro da fonte do lago, poderá fazer um pedido.

"Mamãe, quero brincar disso."

Su Guoguo ficou fascinada, parada ali, olhando com olhos suplicantes.

Su Banxia pegou algumas moedas e colocou na mão dela. Mãe e filha começaram a jogar moedas no centro da lagoa. Com sorte, algumas caíam no casco das tartarugas, mas, por mais que tentassem, não conseguiam acertar a laje.

Depois de várias tentativas, Su Guoguo ficou frustrada. Virou-se e olhou para Su Hao ao lado, pedindo ajuda com o olhar.

Su Hao, muito orgulhoso, apenas disse, de forma desdenhosa, que era chato.

"Como pode ser chato? Talvez, quando acertarmos o lago dos desejos, nossa sorte melhore."

Su Guoguo não concordou e manteve sua opinião.

"Isso é só um truque dos comerciantes para ganhar dinheiro. Só vocês é que acreditam."

Su Hao foi direto, sem deixar margem.

Ao ouvir isso, Su Banxia ficou um pouco sem graça.

Ter um filho tão esperto não era tão bom assim. Era um gesto romântico, mas o menino não conseguia entender.

Pei Shaoze ignorou a discussão entre as crianças. Deu um passo à frente, pegou uma moeda da mão de Su Banxia e a jogou casualmente. A moeda caiu firmemente na laje.

"Faça um pedido."

Pei Shaoze sorriu baixinho.

Su Banxia ficou surpresa, demorou um pouco para reagir, fechou os olhos e fez um pedido simples.

"Irmão, joga uma para mim também."

Su Guoguo ficou impaciente, agarrou Su Hao e disse com entusiasmo.

Sem jeito com a insistência dela, Su Hao pegou a moeda e, imitando o gesto de Pei Shaoze, a jogou. A moeda caiu bem no centro da laje.

"Uau!"

Su Guoguo virou uma fã instantaneamente, a discussão anterior desapareceu, só restava admiração.

Su Hao não se importou, ignorou-a e se afastou.

Depois de fazer os pedidos, mãe e filha foram embora satisfeitas. Andando pela rua, Su Guoguo estava curiosa com tudo e queria ver cada coisa.

Pararam na frente de uma loja de caramelos, e ela ficou babando.

"Mulher é um problema."

Su Hao suspirou, sem conseguir entender o gosto de Su Guoguo por essas coisas.

Su Banxia não sabia o que fazer com esses dois pestinhas, era uma mistura de riso e choro. Comprou alguns caramelos para Su Guoguo e a puxou para ir embora.

Mas Su Guoguo ficou parada, sem se mexer.

"O que foi?"

"Mamãe, quero mais."

Su Guoguo piscou os olhos, parecendo ainda mais comovente.

Su Banxia olhou para o doce na mão dela, balançou a cabeça e se agachou, com uma voz suave: "Você está trocando os dentes agora, tem que comer doce com moderação. Esqueceu a última vez que teve dor de dente?"

Com essa simples frase, Su Guoguo fez bico, olhou com saudade para o doce e, decidida, seguiu Su Banxia para longe.

"Você é muito boa em educar as crianças."

Pei Shaoze comentou de forma descontraída.

Su Banxia sorriu: "Não é que eu seja boa. As crianças são seres puros; para educá-las, é preciso entender o que elas precisam e do que têm medo, e agir de acordo. Guoguo e Hao Hao, para ser sincera, eu não os eduquei muito."

Na verdade, eram as crianças que sempre se saíam bem.

Antes, na França, ela estava ocupada com o trabalho e acabava negligenciando os filhos, o que fez com que Hao Hao desenvolvesse uma personalidade madura desde cedo.

Falando nisso, era uma dívida com as crianças.

"De agora em diante, estou aqui com você."

Pei Shaoze a abraçou pela cintura, com a voz tão suave que parecia que o vento a levaria.

Su Banxia levantou a cabeça, olhou para ele sem querer, quis perguntar algo, mas no fim engoliu as palavras.

O sol estava bom naquele dia, perfeito para andar de barco. Sentada no barco, Su Banxia de vez em quando dava uma olhada furtiva em Pei Shaoze ao lado.

Não dava para negar, o Criador era realmente injusto. Não importava como se olhasse, Pei Shaoze transmitia uma sensação muito agradável.

E por causa de sua beleza, atraía muitas garotas na margem, que se apaixonavam por ele.

"Sua presença é mesmo uma praga."

Su Banxia sorriu discretamente.

Pei Shaoze ergueu a cabeça e a olhou de lado, com um rosto frio que carregava uma emoção diferente.

"Olha, as garotas na margem estão quase formando uma multidão."

Su Banxia apontou para os dois lados, com um sorriso leve. Estar ao lado de um homem tão chamativo era uma coisa boa ou ruim?

"Você está com ciúmes?"

O foco de Pei Shaoze era diferente. Ele baixou os olhos e perguntou.

Su Banxia hesitou, quase engasgando com a própria saliva, e balançou a cabeça: "Não, é que acho que, se olhares matassem, eu já teria morrido várias vezes agora."