Capítulo 155: Capítulo 155 Ciúme Explosivo

O rosto de Pei Shaoze estava sombrio de forma assustadora. Ele ainda pensara em considerar que Su Banxia não conseguiria pegar um táxi, pegara as chaves do carro para levá-la, e então vira aquela cena — como não ficaria furioso!

— Banxia, volte. Leve as crianças e vá para a França.

No café, elas estavam sentadas frente a frente. Lin Tongze de repente falou, olhando para ela com seriedade. Ele não queria mais que ela ficasse naquela situação ao lado de Pei Shaoze.

O temperamento instável de Pei Shaoze provavelmente a atormentaria com frequência, como naquele dia.

Su Banxia, no entanto, hesitava. Antes, ela realmente pensara em sair da Dingsheng, mas por causa daquela quantia enorme, tivera que ficar. E agora, ela mesma não sabia se queria ir embora.

Os dois pequenos tinham acabado de se matricular na escola local; uma partida repentina a deixava sem saber o que fazer.

— Sr. Pei... e as crianças...

Ela estava um pouco angustiada. Será que realmente iria embora com ele? Voltar para o país, além de acumular dívidas, ainda se distanciara de Fang Shiqing. Era realmente frustrante.

Lin Tongze já pensara em tudo aquilo. — Vou cuidar de tudo. Confie em mim.

Como Su Banxia poderia não confiar nele? Ela conhecia bem os sentimentos dele por ela, mas nunca quis incomodá-lo.

— Tongze, sei que você quer o meu bem. Mas se eu for embora por causa de um contratempo tão pequeno, pareceria que sou muito fraca.

Era apenas uma quantia enorme para ela. Embora não pudesse pagar em um ou dois anos, ainda havia o futuro; ela conseguiria quitar.

Quanto ao contrato, era realmente culpa dela; era justo que compensasse.

— Banxia, sei que você tem um temperamento forte, mas não quero mais ver Pei Shaoze te maltratar. Deixar você entrar na Dingsheng foi meu erro, agora te ajudar a sair é minha obrigação.

Ele conseguia perceber um pouco das intenções de Pei Shaoze. Se Su Banxia continuasse ao lado dele, talvez acabasse entregando a pessoa que amava a outro.

— Tongze, Guoguo e Haohao acabaram de entrar na escola... Estou realmente preocupada...

Ela não conseguia deixar de pensar nas crianças. Agora que os dois estavam se adaptando, levá-los embora seria cruel demais.

— Banxia.

— Deixe-me pensar mais um pouco.

Ela largou o copo d'água e se levantou para sair. Temia que, se continuasse enfrentando Lin Tongze, vacilaria e, sem pensar em mais nada, levaria as crianças de volta para o exterior.

— Hum, pense bem.

Lin Tongze assentiu. Sabia que Su Banxia sempre tomava suas próprias decisões; não a forçaria.

Vendo Su Banxia se levantar, Lin Tongze também não ficou parado; levantou-se para acompanhá-la até a saída.

Lin Tongze estacionou o carro habilmente na porta da casa de Fang Shiqing. Só depois que o carro dele partiu é que ela deixou transparecer uma expressão preocupada.

Agora, ela e Fang Shiqing estavam de mal; até entrar naquela casa a fazia sentir vergonha. Mas, no momento, encontrar um lugar para morar também era um problema.

Além disso, Guoguo e Haohao certamente sentiriam falta. Sem alternativa, ela teria que ficar ali temporariamente.

Quando Fang Shiqing voltou para casa, as luzes do quarto de Banxia, Guoguo e Haohao já estavam apagadas. Ela tinha saído do trabalho mais cedo e planejava pegar Guoguo e Haohao no caminho, mas Zhang Shanshan a convidou calorosamente para jantar. Sem conseguir recusar, aceitou, e só voltou naquela hora.

Na mesa, ainda havia a comida que Su Banxia deixara para ela. Mais uma vez, ela não tocou.

No dia seguinte.

De manhã cedo, Guoguo e Haohao foram novamente tirados da cama por Su Banxia. Depois de se lavarem, Guoguo perguntou:

— Mamãe, o que houve entre você e a madrinha? Vocês não estão se falando.

Até uma criança percebia que algo estava errado entre elas. Su Banxia suspirou, frustrada. — Não, mamãe e madrinha estão bem. Guoguo, não fique pensando nisso.

Ela empurrava as duas crianças para lavar o rosto enquanto explicava.

— Então por que não deixou a madrinha nos levar de carro, em vez de pegar um táxi?

Guoguo virou-se para olhá-la, piscando os olhos grandes, esperando a resposta de Su Banxia.

Su Banxia hesitou, sem saber o que responder. Olhou para Haohao, que tinha uma expressão de 'você que se vire para explicar', e então acariciou a cabeça de Guoguo, inventando uma desculpa: — A madrinha está trabalhando muito estes dias, claro que não podemos incomodá-la.

Guoguo pareceu entender, balançou a cabeça e começou a se lavar. Su Banxia suspirou aliviada.

Quando foi para a cozinha preparar o café da manhã, a comida que deixara para Fang Shiqing na noite anterior estava intacta. Parecia que ela ainda estava brava.

Depois de um café da manhã apressado, ela saiu de casa com as crianças antes de Fang Shiqing acordar.

Assim que chegou à empresa, Pei Shaoze já estava no escritório. Ao ver Su Banxia, seu rosto escureceu. — Secretária Su, descansou bem?

Havia um tom de sarcasmo em suas palavras. Su Banxia não sabia o que tinha feito para irritá-lo novamente.

— Obrigada pela preocupação, Sr. Pei. Descansei razoavelmente bem.

Ela respondeu com um aceno de cabeça, como se nada tivesse acontecido, e foi para seu lugar.

Pei Shaoze ergueu os olhos para ela, com uma raiva evidente. — Claro que descansou bem, afinal, teve companhia agradável, não é?

A cena que vira no dia anterior o atormentara a noite toda; ele não conseguia imaginar uma razão para aquilo.

Su Banxia percebeu imediatamente que suas palavras não eram simples. — O que o Sr. Pei quer dizer?

Vendo que ela ainda agia como se não tivesse culpa, a expressão de Pei Shaoze ficou ainda mais sombria. — O que quero dizer, você não sabe? Saiu da empresa e já foi encontrar Lin Tongze. O quê? Tanta pressa para entregar o contrato a ele?

Com essas palavras, Su Banxia entendeu. Então Pei Shaoze tinha visto Lin Tongze buscá-la no dia anterior.

Isso a deixou um pouco irritada. Ela e Lin Tongze eram amigos, mas só porque ele era o presidente da Lin, qualquer encontro entre eles gerava suspeitas maliciosas.

— Sr. Pei, o senhor está enganado. Eu e Lin Tongze temos apenas uma amizade pessoal. Ele estava por perto e veio me buscar.

Ela tentou manter a calma e explicou pacientemente.

Pei Shaoze claramente não acreditou naquela história. — Hum? Foi de passagem ou de propósito?

Seu rosto ainda estava cheio de desprezo, sem acreditar no que ela dizia.

— De passagem.

Su Banxia repetiu, sem mudar a expressão. Lin Tongze realmente viera de propósito buscá-la, mas se fosse de propósito, levaria uma ou duas horas; como chegaria tão rápido? Só podia ser que estivesse por perto, por coincidência.

Ele pensou no sorriso de Su Banxia ao entrar no carro de Lin Tongze, muito mais feliz do que sua cara feia na empresa. Se fosse só de passagem, ela não ficaria decepcionada?

— Haha, se é de passagem ou não, você sabe no fundo.

Ele abriu os documentos e não olhou mais para ela.

Su Banxia sentiu uma certa raiva. Não era nada daquilo que ele imaginava. Além disso, ficar vigiando os outros não era algo digno de um presidente. — Sr. Pei, essa espionagem não é adequada, não acha?

Pei Shaoze riu. — Espionagem? Haha, é, eu te espiono. O que eu, Pei Shaoze, quero fazer, você tem o direito de falar? Não se esqueça da sua posição!

Ele quisera ir buscá-la por bondade, e ao ver aquela cena sem querer, foi acusado de espionagem por Su Banxia. A consciência dela realmente tinha ido para onde não devia.