? Tendo organizado tudo, Su Banxia finalmente respirou aliviada e foi abrir a porta. Ao abrir a porta, o olhar ambíguo de Pei Shaoze fez com que o coração que ela acabara de acalmar se apertasse novamente. — Presidente Pei, como você me encontrou aqui? Ignorando a pergunta dela, Pei Shaoze ergueu uma sobrancelha. — Como assim, não vai me convidar para entrar? Su Banxia, constrangida, fez um gesto de "por favor". Sentado no sofá, Pei Shaoze segurava o chá que Su Banxia acabara de preparar e falou calmamente: — Além de você, tem uma criança na sua casa? Ouvi uma voz de criança lá fora agora há pouco. A pergunta fez Su Banxia suar frio, e ela respondeu gaguejando: — Não, não tem! Só eu moro aqui. — Hã. Olhando de relance para o brinquedo ao lado do sofá, Pei Shaoze não insistiu, apenas soprou levemente as folhas de chá no copo e deu um gole no líquido límpido. — Passei perto da sua casa, lembrei que não tinha seu número, então subi para avisar que o sistema da empresa já está funcionando. Volte ao trabalho à tarde. Na verdade, Pei Shaoze veio porque os técnicos da empresa encontraram o ID que invadiu o sistema. Quando ele viu, descobriu que era exatamente o bairro onde Su Banxia morava, então veio verificar se era realmente ela. Su Banxia respondeu com um "hum" e sentou-se inquieta no sofá ao lado. As espinhas em seu rosto já estavam quase curadas, e seus traços delicados fizeram Pei Shaoze sentir uma sensação de déjà vu. Uma imagem borrada passou por sua mente, e Pei Shaoze endireitou as costas para perguntar: — Su Banxia, nós já nos vimos antes? O corpo de Su Banxia ficou rígido, e ela negou rapidamente: — Não, nunca nos vimos, como seria possível! A reação de Su Banxia confirmou as suspeitas de Pei Shaoze, que deu um sorriso leve. — É mesmo? Mas eu me lembro muito bem de como aquela noite foi prazerosa! Depois, você ainda me deu duzentos reais! Ao mencionar os duzentos reais, Pei Shaoze quase rangeu os dentes. Com o pescoço duro, Su Banxia manteve a negação, sem ceder. — Já que você não admite, deixa eu testar para ver se é você ou não. Afinal, aquele corpo me fez reviver aquela lembrança por muito tempo... Pei Shaoze fez menção de se levantar, colocou o copo de lado e se aproximou passo a passo de Su Banxia. O cheiro do hormônio masculino invadiu o nariz de Su Banxia. Lembrando-se dos dois pequenos no quarto, ela temeu que aquele homem fizesse algo com ela. — Eu admito, fui eu. Se tem algo a tratar, vamos conversar lá fora! Pei Shaoze parou, com um sorriso irônico. — Por que conversar lá fora? Não quer que a terceira pessoa neste quarto ouça? — Que terceira pessoa? Não entendo! Ela franziu a testa, tentando parecer calma, mas os olhares furtivos que lançava para o quarto não passaram despercebidos por Pei Shaoze. Assim, Pei Shaoze ficou ainda mais certo de que realmente havia uma criança conversando com ela, e que essa criança provavelmente estava no quarto. Pei Shaoze era um homem de ação. Com a suspeita em mente, naturalmente iria verificar. Seu olhar fixou-se na porta do quarto, e ele perguntou: — Tem mais alguém no quarto? Embora fosse uma pergunta, era uma afirmação. Enquanto falava, deu passos rápidos para frente e estendeu a mão para abrir a porta. Quase ao mesmo tempo, Su Banxia correu para a porta do quarto, bloqueando-o, e forçou um sorriso: — Presidente Pei, este é meu quarto. Você não parece ser o tipo de pessoa que invade a privacidade dos outros. Mesmo curioso, a boa educação fez Pei Shaoze parar. Os dois se encararam, ele olhou para ela de cima, com os olhos negros semicerrados. — Você parece muito nervosa? Não era só nervosa, estava quase morrendo de nervosismo. Forçando um sorriso, ela disse: — Com a visita ilustre do Presidente Pei, uma secretária como eu naturalmente fica nervosa. — Hã... Pei Shaoze não acreditou nisso. Seus olhos negros percorreram a porta do quarto, e ele deu um sorriso divertido. Seu corpo alto se inclinou lentamente em direção a ela. — Su Banxia, você acabou de admitir que nos vimos antes e que me deu dinheiro? Ela admitiu porque estava tão nervosa que as palavras escaparam. Encarando os olhos negros dele, gaguejou e tentou disfarçar: — Se o Presidente Pei diz que nos vimos, então nos vimos. Mas dizer que te dei dinheiro é impossível. Afinal, um grande presidente como você não precisaria do meu dinheiro, não é, Presidente Pei? Enquanto falava com ele, pensava desesperadamente em como fazer aquele figurão ir embora.