Capítulo 97: Capítulo 97 A Medicina Divina Antiga

Vrum, vrum, vrum! As asas de vento e trovão não paravam de se agitar, levantando ventos e trovões, com uma aura impressionante. No interior do estreito compartimento de vidro, via-se apenas o vento e o trovão rodopiando, um redemoinho elétrico que envolvia o cobaia, tornando sua aparência invisível. "Este homem despertou! Não é à toa que é uma droga divina ancestral, que efeito incrível!" "Se conseguirmos pesquisar essa tecnologia, vamos revolucionar todo o campo das poções genéticas. Vamos ficar ricos, ricos! A Gigante Farmacêutica vai explodir!" "Rápido, o que estão esperando? Estudam já os novos dados deste rato de laboratório!" ... Na tela, o departamento de pesquisa estava em alvoroço. Feng Lin, ao ver aquilo, também ficou atônito. Uma pessoa comum, ao consumir uma droga divina ancestral, conseguia desenvolver asas de vento e trovão. Essa cena era tão surreal que desafiava a teoria genética mitológica. Não admirava que Luke, da Força Revolucionária de Marte, sentisse tanta hostilidade e receio em relação à Gigante Farmacêutica. Eles realmente haviam descoberto a possibilidade de dar poções genéticas a pessoas comuns, mas ainda não conseguiam reproduzir a tecnologia. Bum! De repente, um som violento de vidro se estilhaçando. Feng Lin olhou surpreso: os vidros temperados do compartimento, com dureza comparável a ligas metálicas, estavam completamente destruídos, reduzidos a cacos no chão. Uma ventania varreu o local, e um homem alto ficou de pé, com músculos esculpidos e uma aura feroz de tigre e dragão. O homem mantinha as duas asas juntas, cobrindo a parte superior do corpo, escondendo seu rosto. "Merda! O rato de laboratório escapou do compartimento de vidro!" "A intensidade dessa onda de energia... ele já pode ser um cultivador genético!" "Peguem-no! Não deixem ele fugir! Ele é nosso melhor rato de laboratório!" ... Com a mudança repentina, as pessoas na tela passaram da alegria ao pânico. As palavras que diziam só enfureceram ainda mais o cobaia mutante. As asas se abriram, revelando um par de olhos vermelhos e injetados. Como se não falasse há muito tempo, sua voz era rouca e grave, e ele disse, rangendo os dentes: "Vocês... vão... morrer!" Assim que a última palavra "morrer" foi dita, no instante seguinte, ele passou da imobilidade à velocidade máxima, transformando-se em um borrão que se lançou como um lobo feroz sobre a multidão. As penas das asas eram resistentes e afiadas como navalhas. As asas passaram, lançando um brilho gélido e levantando uma névoa de sangue. Os pesquisadores frágeis, sem qualquer defesa, sofreram baixas terríveis. O mais impressionante era que, com o bater das asas, as forças do vento e do trovão se espalhavam livremente, com poder incomparável. O cobaia mutante extravasava sua força, causando caos no departamento de pesquisa, com gritos de dor e pessoas correndo em todas as direções. Quando Feng Lin achou que o mutante continuaria a causar estragos, viu na tela o supervisor Frank gritar algo, mas sem som. Aquela gravação de pesquisa parecia ter sido editada de propósito, abafando o áudio. Bum! Um som de algo rompendo o ar. Uma sombra negra apareceu do nada, tão rápida que nem a câmera conseguia capturar sua forma. A sombra, como um fantasma, surgiu atrás do mutante, agarrou as asas que se moviam rapidamente e as rasgou com violência. O mutante gritou de dor, virou-se e, de repente, seu rosto se encheu de terror infinito. As asas de vento e trovão foram arrancadas pela raiz, sangrando profusamente. A sombra desapareceu num piscar de olhos. Do aparecimento à eliminação do mutante, foi questão de um instante, tão rápido que parecia uma alucinação. Apenas o mutante se contorcendo no chão provava que a sombra existira. O rosto de Feng Lin ficou sério. A Gigante Farmacêutica escondia tantos segredos, e ainda tinha um ser tão poderoso. Embora não desse para ver o rosto da sombra, sua altura era clara: mais de cinco metros, algo sobre-humano. As pessoas do departamento de pesquisa pareciam crianças de três anos diante da sombra. O mutante, antes furioso, não ofereceu resistência alguma. ... Naquele momento, após ter as asas arrancadas pela sombra, o mutante se contorcia de dor no chão, com sangue jorrando das costas, sem qualquer vestígio de sua antiga imponência. Parecia que toda a sua força se fora junto com as asas. As pessoas se amontoaram, amarraram o mutante novamente e continuaram os experimentos. Os dados nos instrumentos confirmavam isso: todos os indicadores do homem caíram drasticamente, voltando ao nível de uma pessoa comum, sem nada de especial. Feng Lin queria ver mais, mas a gravação terminou ali, abruptamente. Ele percebeu que o que vira era, com certeza, o momento em que a Gigante Farmacêutica, recém-saída das ruínas mitológicas, dera a droga divina ancestral a uma pessoa, fazendo-a despertar como cultivador genético. Talvez fosse aí que a Gigante Farmacêutica percebera que pessoas comuns também podiam obter poder extraordinário com poções genéticas, iniciando longas pesquisas. Feng Lin assistiu à gravação mais três vezes, entendendo todo o progresso do departamento de pesquisa. Após descobrir o efeito milagroso da droga divina ancestral, o departamento começou imediatamente os estudos, tentando reproduzir o processo com poções genéticas, mas todas as tentativas falharam. O departamento tinha muitos talentos, que propuseram várias abordagens, mas nenhuma deu certo. Afinal, a droga divina ancestral era uma tecnologia secreta perdida da era mitológica, contendo segredos de cultivo antigos que não podiam ser facilmente decifrados. Mas Feng Lin também entendeu a preocupação de Luke, da Força Revolucionária de Marte. A tecnologia era viável, o material existia; bastava reproduzi-la para dominar a técnica. Embora fosse difícil por enquanto, mais cedo ou mais tarde teriam sucesso. Se a Gigante Farmacêutica realmente tivesse intenções ocultas, fosse poderosa e dominasse uma tecnologia genética tão avançada, se agisse sem controle, poderia mergulhar todo o sistema solar no caos. Não era isso que Feng Lin queria ver. Ele só estava ali para aprender a ser um farmacêutico genético, não para se envolver num turbilhão tão grande, onde um descuido o faria ser engolido sem deixar vestígios. Como deveria se posicionar daqui em diante? Feng Lin pensou profundamente e, de repente, teve uma ideia. Se ele conseguisse desvendar primeiro a antiga arte farmacêutica, poderia interferir na direção das pesquisas do departamento, colocando a situação sob seu controle? Ele ficou tentado. Mas, para pesquisar, precisava partir da droga divina ancestral; só ver a gravação não adiantava. Aquelas gravações eram apenas experiências de fracassos; por mais que as visse, não encontraria o caminho do sucesso. O que havia de importante nelas? No dia seguinte, ao chegar ao departamento de pesquisa, Feng Lin fez um pedido ao líder da equipe, Aike. Aike ficou surpreso: "O quê? Você quer pesquisar pessoalmente a droga divina ancestral!" Embora, por causa da lavagem cerebral, sua impressão de Feng Lin tivesse melhorado muito, o fato de ele ter dito que leu todas as gravações em apenas um dia e queria estudar a droga divina ancestral era difícil de aceitar. Por melhor que fosse o talento, novato era novato! A droga divina ancestral era o maior segredo do departamento; não era algo que se pudesse ver assim. "Feng Lin, não seja ambicioso demais! Os passos devem ser dados um de cada vez!" Aike, embora irritado, aconselhou com paciência. Vendo aquele homem severo e sombrio tratá-lo tão bem, Feng Lin riu por dentro, impressionado com o poder da lavagem cerebral. Mudar as crenças de alguém passo a passo por meio de hipnose era claramente eficaz. Diante da recusa implícita de Aike, Feng Lin insistiu, sem recuar. "Líder, já li todas as gravações e vi que o projeto ainda não teve avanços significativos. O departamento tem muitos talentos, vários farmacêuticos genéticos formados, todos melhores que eu. Se eles não conseguiram, seguindo suas ideias, eu também não farei melhor. Por isso, quero começar pela droga divina ancestral, para ver se encontro uma nova abordagem!" Você ainda é um estudioso genético e já quer criar um novo método, uma nova ideia? Piada? Aike instintivamente ia se opor. "Aceite o pedido dele!" Uma voz interrompeu suas palavras. Aike virou-se e viu que era o supervisor Frank que se aproximava. "Supervisor, o senhor quer dizer..." Ele não acreditava. "Acho que Feng Lin tem razão!" Frank disse, sorrindo. "Leve-o ao laboratório fechado!" Aike hesitou, surpreso com o quanto Frank valorizava Feng Lin. Mesmo com a impressão melhorada, sentiu um toque de ciúmes. Se o novato fizesse contribuições, não estaria no mesmo nível que ele, ou até o superaria? Por melhor que fosse a impressão, diante de alguém que ameaçava sua posição, havia sempre um certo receio. Mas ele foi sábio o suficiente para não demonstrar diante do chefe e apenas acenou: "Está bem!" "Siga-me!" Aike disse secamente, virou-se e foi em frente. Feng Lin estranhou a frieza repentina de Aike. Será que a lavagem cerebral falhou? Mas, pensando bem, entendeu: era a competição por interesses. Esse era o desejo mais básico do ser humano, que a lavagem cerebral não podia mudar. Ele não se importou e o seguiu. Ao passar, o supervisor Frank deu um tapinha em seu ombro: "Feng Lin, vá em frente! Estou de olho em você! Se realmente desvendar o segredo da droga divina ancestral, a recompensa da Gigante Farmacêutica superará tudo o que você imagina." Feng Lin acenou. Nesse momento, Aike já havia chegado ao canto mais profundo do departamento e disse, em tom grave: "Computador central, abra o laboratório fechado!" Uma luz vermelha incidiu sobre ele, e uma voz mecânica soou no ar. "Identificação confirmada! Laboratório fechado sendo aberto!" Feng Lin viu a parede metálica à sua frente se abrir para os lados, revelando um vasto espaço. Era um grande laboratório feito inteiramente de metal, com paredes sem qualquer fresta, completamente selado, onde nem um mosquito poderia entrar. Feng Lin ficou impressionado. A Gigante Farmacêutica tinha tantos segredos internos; só sendo um membro central se sabia quantos trunfos possuía. Ele entrou e viu, no centro, uma esfera de cristal, com vácuo total em seu interior, onde flutuava uma substância pastosa.