“…Testemunhar a mente infinita, todos os dharma se interconectam. Se a mente não se move, o céu e a terra não se movem, realizo meu Bodhi!…”
No espaço, não há ar ou matéria, o som não pode se propagar, mas aquela misteriosa recitação ecoava no coração de todos, sem que se soubesse de onde vinha ou para onde ia.
“Que som é esse?” “De onde está vindo?” “Estou tendo alucinações?” …
No coração de todos, ecoavam perguntas confusas.
A catástrofe cósmica invertia as leis, transformando-se em sombras espaciais que invadiam cada corpo, sem que ninguém escapasse.
A carne viva perdia sua vitalidade, a força vital era sugada até o fim, convertendo-se em energia sombria que alimentava a alma, e o corpo carnal gradualmente se transformava em espectro.
Cada um resistia com todas as forças, nem mesmo os Três Marechais escapavam.
Vistos de lado, todos estavam envoltos pelas sombras que emergiam do fundo do cosmos, como insetos presos em teias de aranha — quanto mais lutavam, mais se enredavam, lentamente se tornando presas indefesas, inevitavelmente se convertendo em espectros.
A voz grandiosa e sagrada ecoou no coração de todos, como um fantasma em um vale vazio purificando a alma, ou como uma iluminação súbita; aquela voz divina suprimiu toda a energia maligna que invadia os corações, restaurando a clareza mental, sem mais dor ou frio, apenas paz infinita.
Todos abriram os olhos e viram, no alto do espaço, uma vasta luz branca que se estendia como uma cortina de luz. Uma figura estava sentada ali, indistinta, envolta em um brilho sagrado, como um grande sol no céu, varrendo toda a escuridão.
Aquela luz não era intensa, parecia um calor suave, mas possuía um brilho indelével.
Nem mesmo a sombra que emanava das profundezas do universo conseguia atenuá-la.
Porque não era uma luz comum, mas a luz da mente humana, vinda do fundo do coração!
Cada um não via a luz no cosmos, mas a luz pura que brotava de sua própria mente humana.
Essa luz vinha do mais íntimo do ser, era a esperança mais bela condensada, continha todas as expectativas e bondades de cada um.
Alguns viam a si mesmos como poderosos que dominavam as estrelas, outros como donos de um planeta vivo, outros viajando livremente pelo cosmos… Cada um via uma cena diferente, pois eram os desejos mais sinceros de seus corações.
Feng Lin recitava os sutras, acendendo a luz da mente da humanidade interestelar.
A catástrofe cósmica era infinita, avançando como uma maré, e mesmo ele, que havia despertado o gene mitológico de Sun Wukong, não podia revertê-la.
Nem os Três Marechais conseguiam, muito menos Feng Lin, que acabara de alcançar o nível de Mestre.
Para ser salvo, o homem só podia salvar a si mesmo!
Feng Lin, tendo recebido o Sutra da Mente Infinita do Patriarca Bodhi, compreendeu imediatamente e, com a maravilha do supremo texto, acendeu a luz da mente de todos.
Somente unindo as forças de toda a humanidade interestelar haveria uma chance de sobrevivência.
A luz da mente, pura como cristal, desde o nascimento estava oculta nas profundezas do subconsciente de cada ser vivo, e agora era gradualmente despertada.
A energia do submundo que invadia os corpos, diante da luz mais pura do mundo, derretia como gelo ao sol, e os corpos recuperavam o calor.
As consciências que estavam se perdendo também se recuperavam, o mal era eliminado, e a mente ficava clara.
Olhando para a figura na vasta luz, seus corações se enchiam de serenidade.
A voz sagrada e grandiosa ecoava em seus corações, gradualmente dominando tudo; um lampejo de inspiração passava por suas mentes, e eles juntavam as mãos diante do peito, recitando naturalmente.
“Matéria não é dharma, mente é poder! Todos os fenômenos são vazios, nem nascidos nem extintos, nem puros nem impuros, nem aumentam nem diminuem…”
O som solene e precioso se tornava cada vez mais forte, ecoando em cada canto do espaço, formando um contínuo que embriagava a todos.
Feng Lin, sentado no espaço, ouvia o som vindo de todas as direções, um leve sorriso surgindo em seus lábios, enchendo-o de alegria.
Em sua visão, cada humano interestelar estava envolto em uma tênue luz branca; vistos individualmente, eram como velas ao vento, com uma chama vacilante, insignificantes, prestes a se apagar a qualquer momento.
Mas se unissem suas forças, formando uma rede, aí já era outra história.
Sozinho, o poder é limitado; unidos, a força é vasta.
O Sutra da Mente Infinita era uma alavanca que permitia a Feng Lin mobilizar a energia mental de toda a humanidade.
Já que a Mãe dos Espectros se autodevorava, invertendo as leis do cosmos.
Feng Lin podia unir as forças de todos e corrigi-las novamente.
A luz da mente de todos, unida, era suficiente para que a quantidade gerasse qualidade, revertendo as leis do universo.
Ainda mais que todos no campo de batalha eram a elite da elite da humanidade interestelar, cultivando em níveis elevados; cada um era uma lenda na sociedade interestelar, tendo passado por inúmeras histórias, com mentes forjadas por provações, muito além do comum.
Entre eles, os Três Marechais eram os supremos, os maiores seres que dominavam as estrelas no cosmos.
Unidos, todos podiam cortar até o metal.
Uma pequena faísca podia incendiar a planície.
Uma a uma, as luzes da mente vacilavam, formando um contínuo, como uma cortina de luz inquebrável que protegia a todos.
Entre elas, três enormes pilares de luz eram os mais visíveis, erguendo-se como três colunas celestiais no espaço cósmico.
Mas essas energias mentais ainda estavam muito dispersas, precisavam ser unidas em uma só corda.
Cada dedo é fraco sozinho, mas um punho cerrado pode golpear!
Feng Lin, sentado no ponto mais alto, recitava o Sutra da Mente, e sua própria energia mental se espalhava, formando fios como uma grande rede que conectava as mentes de todos, unificando-as.
No instante do toque, inúmeras imagens brilhavam diante de seus olhos.
Por um momento, ele parecia se fundir com as mentes de todos ali presentes, alcançando um estado de unidade de coração e mente.
Incontáveis luzes e sombras cintilavam: uma criança cultivando no alto de uma montanha, um jovem seguindo um caminho mitológico único, um guerreiro lutando em campos de batalha interestelares… Essas eram as memórias mais profundas de cada um.
Através da conexão mental, Feng Lin via inúmeras lembranças.
Um vasto oceano de dados memoriais avançava como ondas, capaz de submergir a vontade de uma pessoa em um instante, algo terrível.
Por um momento, Feng Lin sentia como se tivesse caído em um mar de mentes, com inúmeras vozes ecoando ao redor, infinitas imagens prestes a afogá-lo, sua consciência afundando sem fim.
A mente é como o mar, afundar é como o inferno, com grande terror e grande perigo.
Se não conseguisse manter seu coração imóvel, até sua própria consciência seria destruída.
Feng Lin só podia se agarrar a uma vontade firme, mordendo os dentes e persistindo, esforçando-se para organizar as luzes da mente de todos.
Em meio ao perigo, ele gradualmente compreendia o verdadeiro significado do Sutra da Mente Infinita.
Deixe-o ser forte, que seja forte; a brisa suave sopra sobre a colina. Deixe-o ser firme, que seja firme; o luar ilumina o grande rio…
Se a mente não se move, nada se move, o céu e a terra não se movem!
A mente de Feng Lin era una, descartando inúmeros pensamentos dispersos, mantendo apenas um pensamento, uma intenção.
Não importava quão violenta fosse a tempestade mental, diante dele era apenas como uma brisa suave.
O corpo de Feng Lin parecia se tornar um ponto singular, o centro da rede mental; a luz da mente convergia de todas as direções, envolvendo-o, emitindo um brilho radiante, com uma aparência solene, como uma divindade descendo.
Por um momento, Feng Lin sentia como se tivesse entrado em um reino misterioso e etéreo, unindo-se às intenções de todos, onisciente e onipresente, em união com o Grande Caminho.
Potencial genético +1100, +1200, +1300…
Iluminado e entrando no caminho, compreendendo os mistérios do cosmos, conhecendo a verdade dos mitos, tudo estava em uma só mente.
O potencial genético disparava a uma velocidade nunca antes vista!
E nesse momento, as inúmeras luzes da mente, sob a organização de Feng Lin, gradualmente formavam uma coluna de fogo, iluminando o espaço escuro, como o sol e a lua no céu, colidindo com a sombra da catástrofe cósmica, gradualmente a empurrando para trás.