Capítulo 195: Capítulo 195: Reino Mítico

“É este o pilar que sustenta o meu Império Yamato? Nós, japoneses, somos abençoados pela Deusa Amaterasu, a raça mais superior do universo; todas as outras raças são inferiores!” “Fūma-kun, bem dito!” “Nosso povo Yamato certamente se erguerá e dominará toda a Via Láctea!” ... Aquele grupo de japoneses, vestindo trajes de mergulho, correram até o pilar de ferro, exclamando admirados, com expressões arrogantes e triunfantes. Embora o som não se propagasse longe na água do mar, não escapou à percepção mental de Fūrin. Fūrin bufou com desdém. Aquele grupo de japoneses, lá fora, intimidava os fracos e temia os fortes; nas sombras, ainda mantinham ambições insaciáveis, cobiçando sem fim. Tanto na era da Terra antiga quanto na era espacial, os japoneses eram uma raça fraca, e ainda assim tão ambiciosos e traiçoeiros — realmente, o instinto não muda! Fūrin observou profundamente o líder do grupo e, por um momento, ficou surpreso. Ele percebeu que aquele homem era o japonês que havia passado na primeira rodada de inscrições da Universidade Cósmica antes dele, com um índice de vitalidade extremamente alto, que não podia ser subestimado. A segunda rodada de avaliação estava próxima; o que ele estava fazendo naquela fossa oceânica? Não parecia estar usando a pressão das profundezas para treinar; o objetivo por trás disso certamente não era simples. Com o instinto aguçado de um praticante, Fūrin sentiu algo suspeito e o seguiu silenciosamente. Naquele momento, o grupo de japoneses ainda rodeava o pilar, maravilhados. O líder já estava impaciente: “Chega de conversa! Vamos entrar logo no templo! Concluir a grande missão é o essencial — tragam a Deusa para fora!” Aquele homem era pelo menos um mestre consumado entre os praticantes espaciais, e ainda assim não era o líder; havia uma Deusa também? Fūrin, sem demonstrar nada, monitorava atentamente cada movimento deles. Nesse instante, outra figura vestindo traje de mergulho emergiu do submarino. Era uma mulher de aparência estranha, olhos finos e longos, como uma reencarnação de uma raposa espiritual, extremamente sedutora, exalando uma aura misteriosa. Assim que apareceu, tornou-se o centro do grupo japonês. “Fūma Tarō, parta imediatamente! O assunto do reino secreto é urgente, não pode ser adiado!” A chamada Deusa japonesa falou assim que surgiu, e, cercada pelos japoneses, mergulhou em direção ao fundo da fossa. Será que havia mais segredos naquela fossa? Fūrin seguiu de perto e percebeu que o grupo de japoneses tinha um objetivo claro, com uma rota bem definida. Ele ocultava cuidadosamente sua presença para não ser descoberto. Felizmente, a fossa estava cercada por uma escuridão infinita de água do mar, sem qualquer luz, tornando a visão quase inútil; era difícil para aquele grupo notá-lo. E Fūrin, usando sua percepção mental para rastrear, não temia perdê-los, tendo uma grande vantagem. Mas aquele grupo de japoneses também não era fácil; tinham uma vigilância extremamente alta, examinando o ambiente ao redor, e qualquer movimento suspeito não escapava à sua detecção. Fūrin não podia se aproximar demais. “Deusa, Fūma-kun, você acha que aquele reino secreto realmente funciona? Pode nos fazer aumentar muito nossa força antes do exame de admissão?” A Deusa lançou um olhar frio para o interlocutor e disse: “O exame está próximo. Justamente porque, pela primeira vez na história, nosso país japonês tem dois aprovados na Universidade Cósmica e onze aprovados na inscrição da Universidade Estelar, o Imperador nos concedeu uma chance de entrar no reino secreto. É uma oportunidade rara, uma dádiva do Imperador — Yamashita-kun, não é algo que você deva questionar!” “Sim!” O japonês, ao ouvir isso, mudou de expressão e imediatamente abaixou a cabeça, respondendo respeitosamente. O grupo de japoneses não parou, avançando rapidamente em direção ao fundo. Reino secreto mitológico? Ao ouvir isso, Fūrin ficou interessado. O reino secreto mitológico era um dos tipos mais preciosos de ruínas mitológicas, contendo um mundo próprio, que supostamente preservava parte do ambiente da antiga civilização de cultivo, algo bastante peculiar; entrar nele trazia inúmeros benefícios. Era a primeira vez que Fūrin encontrava a existência de um reino secreto mitológico. Ele descobriu, surpreso, que sempre que se conectava com os japoneses, acabava obtendo alguns benefícios inexplicáveis. O destino é realmente maravilhoso! Será que os japoneses eram mesmo seus anjos da sorte? Fūrin sorriu internamente; aquele grupo de japoneses, aos seus olhos, parecia um bando de entregadores de tesouros. O grupo de japoneses avançava apressadamente, com uma impaciência evidente, sem saber que atrás deles já seguia um lobo feroz e temível. Técnicas, artefatos, recursos... tudo para mim! Logo, Fūrin os seguiu até o fundo da fossa, onde uma vasta extensão de terra se estendia, com montanhas em cadeia. Ele teve um pensamento: antes de o pilar ser erguido para sustentar o Japão, parte do território já havia deslizado para a fossa; será que era ali? “Para onde foi o Yamata no Orochi?” O grupo de japoneses, vendo que nada se mexia ao redor, ficou intrigado. “Deve ter ido caçar!” Disse Fūma Tarō, o líder, com indiferença. Todos concordaram; o Yamata no Orochi era um monstro terrível de mais de cem metros de altura, com um estômago sem fundo, precisando de muita comida; sair para caçar era normal. Na verdade, era melhor que não estivesse ali; lidar com aquela serpente daria muito trabalho. O reino secreto mitológico era a prioridade. O grupo, embora curioso, não pensou muito e encontrou um túnel submarino, entrando nele. Fūrin, contendo sua aura, também entrou. O túnel submarino era muito profundo, como uma enorme toca de serpente. Será que era o covil do Yamata no Orochi? Fūrin ficou ainda mais ansioso pelo que viria; algo guardado por um monstro tão terrível como o Yamata no Orochi certamente não era comum. Mas, de repente, seu coração estremeceu. Em sua percepção mental, o grupo de japoneses à frente desapareceu subitamente, como se tivesse se evaporado naquele espaço, sem deixar qualquer vestígio de existência. O que estava acontecendo? A cena estranha alertou Fūrin, que acelerou o passo para segui-los. No fim do túnel, surgiu um vasto espaço submarino, com um antigo templo divino imerso na água do mar, de arquitetura clássica japonesa, que, mesmo após milhares de anos, parecia novo, sem sinais de corrosão ou deterioração. Fūrin examinou cuidadosamente o ambiente, sem notar nada de anormal, e entrou cautelosamente no templo. Lá dentro, uma estátua divina de cerca de trinta metros de altura se erguia, de porte robusto, rosto verde e presas salientes, cabelos desgrenhados, exalando uma aura selvagem, como um demônio descido à terra, com uma expressão feroz e aterrorizante. Para onde foi aquele grupo de japoneses? Fūrin, intrigado, começou a examinar a estátua. Seus olhos pararam subitamente na enorme espada de um só gume que a estátua segurava, da qual emanava uma aura assassina. Mesmo após anos submersa na água do mar, não havia sinal de ferrugem, com o fio exposto, claramente uma arma que havia ceifado inúmeras vidas! Será que também era um artefato raro? Fūrin sentiu claramente que na lâmina restavam vestígios frescos, marcas deixadas pelos japoneses. Será que aquela espada gigante era um mecanismo para alguma entrada secreta? Fūrin estava confiante; já que aquele grupo de japoneses ousara vir ali, se algo inesperado acontecesse, ele poderia recuar com calma. Estendeu a mão suavemente e tocou a lâmina. No instante seguinte, sua força mental foi sugada como se por uma atração infinita. Uau, uau, uau! A água do mar à sua frente girou rapidamente, formando um enorme redemoinho, com um buraco negro aterrorizante no centro, como uma porta para um mundo desconhecido, que engoliu Fūrin de uma vez, fazendo-o desaparecer sem deixar vestígios.