Capítulo 934: Capítulo 934: Por que parece que perdi (2/4)

Xixi entrou na loja de bichinhos de pelúcia como uma águia entrando em um ninho de coelhos. Ela correu para a frente, feliz, com a cabecinha erguida, e nos seus lindos olhos grandes refletiam-se todos os tipos de bichinhos de pelúcia expostos ali.

"Tem coelhinhos, tem o pônei Sins, tem a princesa Yanyan, uau, tantos bichinhos lindos!" Xixi juntou as mãozinhas, murmurando feliz, e girou o corpinho, como se todos os bichinhos da loja fossem dela.

Atrás, as funcionárias que ficaram atrás do balcão para não atrapalhar Yang Yi observavam com inveja silenciosa, cochichando baixinho:

"Ter um pai famoso é realmente uma sorte!"

"E ainda por cima um pai famoso que ganha dinheiro e cuida da família!"

"Num mês, Yang Yi vem não sei quantas vezes comprar bichinhos para ela! Será que os bichinhos da casa dela precisam de um armário grande para guardar?" — Essa funcionária não sabia que, sem querer, acertou em cheio.

"Eu queria muito ter um pai assim, que pudesse me comprar muitos bichinhos."

"Ei, quantos anos você tem, ainda quer bichinhos? Se fosse eu, queria um pai que me comprasse muitas bolsas!"

"Você não entende, às vezes bichinhos são mais divertidos do que bolsas!"

Elas não sabiam que Yang Yi também impunha limites e não comprava tantos bichinhos para Xixi, senão ela não estaria tão indecisa.

A menina, de olhos arregalados, girou por um tempo e depois correu de volta, agarrando-se à mão do pai e fazendo manha: "Papai, vi muitos bichinhos novos, todos super bonitos, eu gosto deste, gosto deste, e daquele ali, aquele..."

Xixi segurou a mão do pai com uma mão e, com a outra solta, apontou em círculos, até que, com um olhar pidão, disse: "Não sei como escolher!"

Yang Yi, porém, não se deixou abalar e riu: "Então fecha os olhos e escolhe um qualquer. O resto você continua juntando moedas de ouro, e na próxima vez que viermos, a gente vê."

Xixi balançou o bumbum, contrariada, mas sabia que o pai não se deixaria convencer facilmente. Ela fez biquinho, soltou uma frase e saiu correndo de novo: "Não quero escolher qualquer um, vou dar mais uma olhada!"

Yang Yi aprendeu uma verdade com Mo Fei: acompanhar mulher em compras exige saber encontrar brechas para descansar! Isso é uma guerra de resistência, e é importante aproveitar o tempo para se recuperar! Essa lógica também se aplica a acompanhar Xixi, que ainda não é mulher...

Assim, Yang Yi ignorou Xixi, que ainda estava escolhendo, e empurrou o carrinho de bebê para sentar num tronco de madeira reservado para os clientes descansarem. Aproveitou para virar o carrinho, para que o pequeno Tongtong pudesse vê-lo.

O pequeno Tongtong ainda estava no auge da diversão. Ao ver o pai, começou a agitar braços e pernas, abrindo a boquinha e rindo, "gugu-dada".

"Vamos, dá uma voltinha!" Yang Yi riu, pegando Tongtong no colo. O pequeno usava sapatinhos, e Yang Yi o colocou sobre os joelhos. O menino, impaciente, já tentava se levantar pisando nos joelhos do pai.

Mas não era seguro, e Tongtong quase caiu para trás. Felizmente, Yang Yi estendeu a mão a tempo de segurar seu bumbum.

"Calma, desce e anda." Yang Yi colocou Tongtong no chão.

Tongtong firmou os pés e, então, entrou em estado de excitação. No começo, segurou-se na borda do tronco, mas, ao perceber que conseguia ficar em pé sozinho, balançou os punhos, rindo "hehe", e começou a dar passinhos curtos e firmes para a frente.

"Aonde você vai?" Yang Yi segurou Tongtong, trazendo-o de volta.

Mas Tongtong, como um soldadinho de brinquedo com corda, nem ligou para a interferência do pai. Só queria ir para a frente. O pai o pegava, colocava de volta no chão, e ele ia de novo; pegava de novo, e ele continuava...

"Tá bom! Papai vai ver o que te fascina tanto!" Yang Yi teve que colocar a mochila no carrinho, levantou-se do tronco, curvou-se e seguiu o pequeno Tongtong, que cambaleava.

Tongtong sabia andar, mas ainda não era firme. Em casa, com tapetes e proteções nos móveis, Yang Yi não se preocupava tanto, mas no shopping, ele tomava cuidado, sempre pronto para segurar o pequeno.

No entanto, para a frustração de Yang Yi, Tongtong parecia não estar fascinado por algo específico. Ele só gostava desse jeito de passear e observar tudo. O menino, com um sorriso adorável, balançava-se na frente, igual à irmã, sem parar.

Yang Yi, alto e grande, ficava curvado seguindo-o, o que era cansativo. Mas ele teve uma ideia.

O casaco de Tongtong tinha capuz. Yang Yi puxou o capuz e segurou-o na mão. Assim, podia "passear" com Tongtong como se fosse um cachorro na coleira. Mesmo ainda precisando se curvar um pouco, era muito mais confortável do que se inclinar todo, com as duas mãos para ampará-lo.

"Papai, papai, @#¥@" O menino achou estranho andar daquele jeito. Parou, olhou para trás confuso, mas, como não viu nada de especial, falou algumas coisas em "marciano" com o pai e virou-se de novo, continuando a andar, ainda com vontade.

Yang Yi balançou a cabeça levemente. Achou que, da próxima vez que trouxesse Tongtong para sair, realmente precisava comprar uma coleira de passeio...

Não, espera, aqui é um shopping infantil, deve ter aquelas cordinhas de segurança para crianças. Vai comprar uma depois!

Felizmente, o menino ainda era pequeno e não conseguia andar sem parar. Depois de um tempo, ele também se cansou. Se o pai não tivesse segurado o capuz, ele teria sentado no chão!

Yang Yi pegou Tongtong no colo, e o menino ainda olhava em volta, com um ar de quem queria mais.

...

Xixi, com dificuldade de escolher, finalmente voltou. Mas, nos braços, ela trazia dois bichinhos: um grande e um pequeno.

O grande era um cachorro com pelos longos e dourados e encaracolados; o pequeno era uma lhama fofa.

"Só pode escolher um!" Yang Yi estendeu um dedo para Xixi, rindo.

Que pai imparcial!

"Vou dar um para o irmão!" Xixi fez um biquinho leve e entregou o cachorro para Tongtong, olhando para ele com expectativa, e o incentivou: "Irmãozinho, você gosta deste?"

Tongtong aceitou tudo o que veio, abraçando o cachorro no colo. Embora segurá-lo fosse um pouco pesado e ele precisasse do peito do pai para apoiar, o menino olhou para o cachorro grande nos braços e comparou com o bichinho menor na mão da irmã. Satisfeito, deu um risinho.

"Xixi, você está sendo desonesta!" Yang Yi disse, achando graça. "Não combinamos que o irmãozinho escolheria o dele?"

"O irmãozinho também gosta deste!" Xixi piscou os olhos, como se fosse inocente.

Essa ideia de escolher o presente para o irmão já tinha sido discutida com o pai antes e já tinha sido descartada. Mas Xixi realmente não sabia como escolher entre os dois bichinhos, então tentou dar um jeitinho.

"Não pode. Os brinquedos do irmãozinho não são esses. Vamos sair da loja primeiro e depois levar o irmão para escolher." Yang Yi falou sério. "Você quer esta lhama? Então vamos deixar o cachorro aqui."

"Não, não!" Xixi olhou com saudade para o bichinho nos braços do irmão e o que estava na mão dela. Comparando, decidiu pelo grande: "Prefiro o cachorro. Vamos comprar o cachorro!"

"Tem certeza? Só este?" Yang Yi apontou para o cachorro dourado que Tongtong segurava por uma perna, virado de cabeça para baixo no colo dele.

"Sim, sim, vamos comprar o cachorro!" Xixi disse com a boca, mas os olhos ainda se despediam com carinho da lhama que segurava.

No entanto, depois que Xixi devolveu a lhama e Yang Yi pagou, ela descobriu que Tongtong já não queria devolver o cachorro. O menino, sentado no carrinho, abraçava o bichinho, todo animado.

"Papai, olha, o irmãozinho gosta dele mesmo." Xixi fez biquinho, com um ar de injustiça.

Yang Yi riu alto: "Não tem problema, este bichinho é seu. Vamos encontrar um brinquedo que ele goste, e depois trocamos. Ele vai te devolver."

Xixi só pôde aceitar o plano do pai.

Mas... por que parece que ela saiu perdendo?