Capítulo 918: Capítulo 918 Macarrão (1/4)

Xixi exagerou um pouco. Quando Yang Yi foi perguntar a Lanzhou Kai para entender, descobriu que não era nada daquilo.

Lanzhou Kai não deixava Lan Xin ver TV porque exigia que ela terminasse a lição de casa primeiro, só então podia assistir! Não era por causa da visita da professora que ele ficara furioso e, a partir dali, impediria Lan Xin de chegar perto da televisão.

No entanto, falando sério, essa nova exigência, para Lan Xin, que já tinha o hábito de procrastinar, era como barra-la de assistir aos desenhos animados que ela mais amava! Afinal, assim como Xixi, ela adorava ver os desenhos que passavam das sete e meia às oito e meia da noite, e esse era sempre o assunto das conversas no caminho para a escola pela manhã.

Além disso, Lanzhou Kai também não a proibia de comer; era só que, desde a noite anterior, ele pedira à governanta, a Vovó Wu, que preparasse pratos com mais verduras e menos carne, para ajudar Lan Xin a emagrecer.

A pobre Lan Xin correu animada para o jantar, mas viu a mesa cheia de vegetais que ela não gostava, e seus olhos quase ficaram verdes de desgosto.

Então, naquela noite, Lan Xin comeu com um desconforto imenso, e a menina desabafou com sua melhor amiga no dia seguinte, o que causou o mal-entendido de Xixi.

Depois de entender a situação, Yang Yi, enquanto consolava Xixi, também percebeu um problema.

Li Ruolan, na verdade, tinha sugerido a Lanzhou Kai uma abordagem parecida, mas não se sabia se era porque a atitude de Lanzhou Kai ao educar Lan Xin não era boa o suficiente, ou porque as personalidades de Lan Xin e Xixi eram diferentes. O fato é que Lan Xin não aceitou o arranjo de Lanzhou Kai; pelo contrário, fez birra com ele, trancou-se no quarto e se recusou a se comunicar com os pais...

— Papai, o que a gente faz? A Xinxin está chorando! — disse Xixi, bondosa, ainda preocupada, olhando para o pai. Ela achava que só o pai, tão poderoso, poderia convencer o pai de Lan Xin a não ficar mais bravo com a amiguinha.

Lan Xin parecia realmente muito triste, e seu rosto parecia até mais inchado de tanto chorar.

— Agora seu Tio Lan também está com a cabeça quente. Quando ele se acalmar e todos ficarem mais tranquilos, a gente pensa junto numa solução para a Xinxin. — Yang Yi sorriu e acariciou a cabecinha de Xixi. — A Xinxin também está fazendo birra com o pai dela! Não adianta a gente falar nada agora, ela não vai ouvir.

— Mas a Xinxin não tem o que comer. Que tal, papai, a gente convida ela para jantar aqui em casa? — Xixi revirou os olhinhos e teve uma "ótima ideia".

— Como assim não tem o que comer? A Xinxin tomou café da manhã? — perguntou Yang Yi.

— Tomou, sim. Mas ela disse que o pai dela não deixa ela comer carne, tadinha. — Xixi piscou os olhos.

— ...

Yang Yi sabia que Lan Xin não passaria fome. Aquela espertinha comia e bebia o que queria, enquanto fazia birra para mostrar resistência ao pai. E ainda tentava convencer Xixi a deixá-la comer na casa deles, como se quisesse abrir um segundo "armazém" durante a guerra...

No entanto, vendo como Lan Xin era teimosa com comida, Yang Yi teve uma ideia para ajudar Lanzhou Kai a melhorar a forma de discipliná-la.

— Vamos deixar para amanhã! — disse Yang Yi, sorrindo levemente para Xixi. — Hoje ainda temos que jantar com o pai do seu Tio Guo. A Xinxin não vai passar fome, não precisa se preocupar tanto! Mas você pode ligar para consolá-la e dizer que o Tio Yang vai conversar com o pai dela, para ela não ficar tão ansiosa.

Xixi assentiu, obediente.

...

Naquela hora, no bairro de Wuhu, no aconchegante lar de Yu Ying, Yu Xiaowei estava agachada ao lado do sofá, feliz, brincando com o novo membro da família.

Era um filhote que, tanto no tamanho quanto na aparência, parecia um bichinho de pelúcia: rosto redondo, dois olhos pretos e redondos, um nariz preto e úmido também redondo — parecia que tudo nele era redondo, uma graça!

Ele era diferente do Baozi da casa de Xixi. As orelhas do Baozi eram eretas; embora ele fosse um cãozinho alegre e travesso, como seus ancestrais, mantinha as orelhas em pé, sempre alerta. Mas o que Yu Xiaowei tinha diante dos olhos parecia ter nascido só para ser bonito e fofo: suas orelhas caíam, grudadas na cabecinha, dando um ar de coitadinho!

Seu pelo era encaracolado, naturalmente cacheado, mais denso que o do Baozi, com um tom castanho que transmitia uma elegância preguiçosa! E, claro, era muito macio ao toque!

Sim, naquela manhã, Yu Ying levou Yu Xiaowei ao mercado de flores e pássaros e escolheu um cachorrinho: um pequeno Toy Poodle!

Com menos de três meses, ainda era um filhote. Mesmo quando crescesse, não seria muito maior. Yu Ying pensou no espaço limitado do apartamento e, por isso, comprou um Toy Poodle para Yu Xiaowei.

Mas o Poodle era muito inteligente!

Embora ainda não estivesse familiarizado com Yu Xiaowei, parecia perceber que aquela menina seria sua futura dona, e ficava virando a cabecinha para olhá-la.

Quando Yu Xiaowei estendeu a mão, ele não se esquivou; pelo contrário, tentou cheirá-la com o nariz, sentindo o cheiro dela. Mas ainda não estava acostumado a ser acariciado na cabeça; quando Yu Xiaowei o tocou, ele esticou a língua pequena e rosada e lambeu a palma da mão dela.

— Ai! — Yu Xiaowei sentiu um cócegas na palma e, assustada, puxou a mão de volta.

Quando viu que o cachorrinho não queria morder, ela voltou a acariciá-lo, feliz.

Na verdade, Yu Xiaowei sentia uma pequena decepção! Aquele Toy Poodle era tão frágil que ela não ousava se apoiar nele ou esfregar sua cabecinha como fazia com o Baozi.

Mas ela gostava muito dele, assim como as meninas adoram bichinhos de pelúcia. Aquele Poodle parecia muito mais fofo que o Baozi!

— Xiaowei, que nome você vai dar a ele? — perguntou Yu Ying, sentada no sofá, folheando o manual de alimentação e adestramento de Poodles que veio da loja de animais.

Dar um nome? Isso era uma grande questão!

Yu Xiaowei ainda não tinha pensado nisso. Naquele momento, apoiou a cabecinha nos joelhos e ficou pensando.

Que nome dar?

Chamá-lo de Xiaohong?

Para Yu Xiaowei, a cor do pelo daquele Poodle era avermelhada, só que não tão pura. Ela ainda não tinha aprendido a palavra "castanho"!

Mas Xiaohong não era um nome bonito. Yu Xiaowei logo descartou a ideia.

— O cachorro da Xixi se chama Baozi. Nossa, esqueci de perguntar por que ela chama o cachorro dela de Baozi! — pensou Yu Xiaowei consigo mesma, sem murmurar, só mentalmente. — Talvez seja porque a Xixi gosta de comer baozi?

— Então eu gosto de comer macarrão. Ei, é verdade, seu pelo parece macarrão! — Os olhos de Yu Xiaowei brilharam.

Não era mesmo? O macarrão dan dan que faziam em casa, com pimenta vermelha, era uma delícia para Yu Xiaowei, que, seguindo a mãe e a avó, tinha o hábito de comer coisas apimentadas!

E aquele Toy Poodle, com seu olhar inocente, não tinha o pelo igual ao macarrão dan dan? Também era castanho-avermelhado!

— Posso te chamar de Macarrão? — Yu Xiaowei tentou, estendendo a mãozinha para acariciar a cabecinha do Poodle enquanto perguntava baixinho.

— Macarrão? — Yu Ying ouviu ao lado e ficou sem palavras.

Ela já achava estranho o nome Baozi, do cachorro da amiga da filha, e agora a própria filha queria dar um nome igualmente estranho, como Macarrão!

Claro, Yu Ying não ia interferir; o nome do cachorro, para ela, não fazia diferença.

O Toy Poodle lambeu a mão de Yu Xiaowei, como antes.

— Então você se chama Macarrão! — disse Yu Xiaowei, achando que o cachorrinho tinha concordado, radiante.