Depois que Liu Xuanxuan terminou de ler a questão, a sala de aula ficou relativamente silenciosa, exceto por alguns pequenos alvoroços entre as crianças. Foi quando Xixi começou a falar, e o barulho que fez foi mais perceptível, sendo rapidamente captado pela professora.
Era aquela garotinha talentosa, de olhos grandes e lindos que ninguém conseguia esquecer!
Quando Liu Xuanxuan olhou, a menina ainda estava animadamente contando a resposta para sua colega de carteira! Claro, Liu Xuanxuan também percebeu que Xixi era realmente inteligente, e a resposta que disse estava correta!
Mas, durante uma prova, passar a resposta é trapaça!
Felizmente, Liu Xuanxuan também notou que Xixi não fez de propósito — quem trapacearia falando tão alto assim?
"Hum-hum!" Liu Xuanxuan se aproximou, colocou a mão no ombro de Xixi e disse baixinho: "Yang Xi, não converse com outros colegas. Durante a prova, todas as questões devem ser feitas sozinha, ok?"
Xixi olhou para a professora confusa, ainda sem saber que tinha infringido as regras.
"Não pode fazer como agora, contar sua resposta para os outros. Entendeu?" A voz de Liu Xuanxuan ainda era suave, mas sua expressão era séria. Naquele momento, um pouco de seriedade podia fazer Xixi entender a gravidade do problema.
Xixi finalmente começou a compreender. A menina, um pouco envergonhada, abaixou a cabecinha, balançou-a levemente, fez biquinho e disse com voz fraca: "Professora Liu, eu sei que errei."
"Tudo bem, é a primeira vez, você ainda não sabia. Agora que sabe que errou, é só não repetir!" Liu Xuanxuan aliviou o tom, deixou de lado a seriedade e sorriu: "Pronto, volte a fazer a prova!"
No entanto, Xixi agora percebia que tinha feito algo errado. Embora a professora não a tivesse repreendido mais, um pesado sentimento de culpa já se espalhava em seu coração.
Durante a prova, Xixi ainda olhava atentamente para a folha, com a mãozinha segurando o lápis, escrevendo números arábicos traço por traço, mas era visível que sua expressão não tinha mais a animação e alegria de antes.
A menina franzia levemente a testa, seus lindos olhos grandes agora cheios de tristeza, e os cantos da boca ligeiramente virados para baixo, sem dar para saber se era mágoa ou sofrimento.
Curiosamente, Xixi, com seu semblante preocupado, não estava sozinha. Muitas crianças também estavam com caras amargas, mas elas achavam as questões difíceis...
Algumas, com base fraca em matemática ou que costumavam bagunçar na aula, ao virar para as questões "difíceis" no final, ficavam confusas, sem saber o que fazer, coçando a cabeça e olhando ao redor para ver como os outros estavam fazendo.
"Chen Yuxuan, não pode copiar a resposta dos outros!" Liu Xuanxuan foi até atrás de Xixi e bateu na mesa da fileira ao lado, avisando baixinho.
O tom de Liu Xuanxuan era ainda mais severo do que antes. Ela também agia conforme o caso: Xixi era mais comportada e era a primeira vez, então foi tratada com suavidade, mas com Chen Yuxuan, um menino mais travesso e de cara grossa, o tom era bem mais pesado!
Xixi instintivamente virou a cabeça e viu Chen Yuxuan desviar o olhar da sua prova. Realmente de cara grossa, o menino não sentia a culpa que Xixi tinha após ser repreendida pela professora; apenas balançou a cabeça com pesar — lamentava não ter visto bem a resposta de Xixi.
"Tudo bem, não liga para ele." Liu Xuanxuan recuperou a suavidade, sorriu e fez Xixi virar a cabeça de volta: "Continue fazendo a prova, só mantenha a folha coberta."
...
Na escola, Xixi estava com o coração complicado, sentindo culpa, mágoa e tristeza. E naquele momento, no estúdio de gravação do escritório, Murphy também não estava nada bem.
Hoje, Yang Yi tinha tirado três músicas preparadas para o novo álbum dela — das doze, ele as mostrava aos poucos. Mas, ao ver as letras, Murphy ficou muito angustiada.
A primeira música era "Ele Não Me Ama".
Sim, era aquela música que, em uma vida passada de Yang Yi, num vídeo famoso, Karen Mok cantava rindo e chorando ao mesmo tempo em um show!
"Ele não me ama, quando de mãos dadas é frio demais, quando abraça não é perto o suficiente..."
Essa música, considerada por muitos como a melhor canção de amor perdido, tinha cada verso cheio de tristeza!
Murphy, sendo extremamente sensível, ao ver aquelas linhas, imaginava cenários fictícios: Yang Yi e ela se distanciando, os abraços, beijos e mãos dadas que antes eram diários se tornando cada vez mais raros e frios...
A segunda música era "O Estranho Mais Familiar".
Na vida passada de Yang Yi, essa música, assim como "Ele Não Me Ama", embora lançada no final do século passado, era popular em todas as épocas e idades! Mesmo vinte anos depois, ainda era amplamente cantada, com uma força que dava a impressão de que tinha estourado há poucos anos!
A letra também era igualmente triste. Comparada a "Ele Não Me Ama", o modo de expressar emoções era diferente, não tão direto, melancólico e intenso; o que transmitia era uma dor fria.
"Nós nos tornamos, os estranhos mais familiares do mundo, daqui em diante, cada um com seus caminhos, cada um com suas tristezas..."
Porque já amamos profundamente, somos os mais familiares, mas, após o término, vivemos como se nunca tivéssemos existido. Mesmo que nos conheçamos bem, somos apenas estranhos. De agora em diante, não há mais interseção entre nós, não importa quem brilhe ou quem decaia, não tem mais a ver com você...
É difícil dizer se essa música fala de frieza ou do apego escondido por trás dela.
Ela é fria a ponto de fazer tremer, mas as lembranças doces que evoca são dilacerantes!
Murphy, ao ver essas letras, também imaginava alguns desses cenários, relacionando-os com o amor que ela e Yang Yi viviam agora. Se pensasse na separação, a dor no coração explodia como se as amarras de um vulcão fossem rompidas.
Antes, quando Yang Yi mostrou "Ouvindo o Mar", Murphy não ficou tão triste. Por isso, Yang Yi ainda não tinha percebido o impacto dessas duas músicas. Ele, animado, disse a Murphy: "Minha favorita é 'O Estranho Mais Familiar'. A melodia fica ótima com saxofone. Vou tocar para você."
Ele pegou o saxofone do suporte de instrumentos ao lado e começou a soprar, fazendo um som "uuu".
Essa balada lenta, o saxofone aparecia pouco no acompanhamento original, só na introdução, mas aquele pequeno trecho já era impressionante! Claro, a melodia também era adequada para saxofone, e Yang Yi tinha extraído a partitura completa.
Murphy abriu a boca, hesitou, mas não disse nada. Ela olhava para Yang Yi, que tocava com entusiasmo, com os olhos um pouco sombrios, e os cantos da boca se curvavam para baixo, numa expressão idêntica à de Xixi.
Afinal, o poder dos genes é infinito!
Mas, também sendo filho, o pequeno Tongtong não tinha a melancolia da mãe!
Ouvindo o pai tocar saxofone, o pequeno Tongtong não se deixava afetar pela melodia suave, triste e melancólica! Ele não só não ficava triste, como também, segurando a grade do berço, se levantava animado. Embora não ficasse firme, ao ver o pai balançar a cabeça e fazer caretas, ele também ria radiante.
O clima no estúdio era estranho. O pequeno Tongtong influenciava o pai, e os dois, bobos, pareciam muito felizes, enquanto do lado de Murphy, o ambiente era sombrio, opressivo e desconfortável.