Capítulo 81: Capítulo 81 - O Grande Prêmio de Risos e Alegria (1/4)

Assim que viu que o pai não tinha ganhado o prêmio, a angústia de Xixi estava estampada no rosto. Embora o ursão de pelúcia de primeiro prêmio que o jovem vendedor ofereceu fosse interessante, para Xixi, que só queria o "bebê ursão", nada superava o seu "bebê ursão"!

Yang Yi sabia exatamente o que a filha pensava, por isso não hesitou e pediu diretamente para começar a próxima rodada do desafio.

Os espectadores, bem-intencionados, começaram a aconselhar, falando sem parar: "O primeiro prêmio já é bom, por que o jovem teima assim?"

"Acertar dez é muito difícil, são dez reais por vez, dez reais por vez, depois de algumas tentativas, já daria para comprar um diretamente!"

"Isso é golpe, se ele realmente acertar dez, aposto que o dono não vai querer dar!"

Ao ouvir isso, o jovem realmente ficou irritado. Ele esticou o pescoço e disse para os curiosos: "Como assim não querer dar? Perdeu, pagou, se o chefe acertar dez, claro que vamos entregar o prêmio máximo de mãos beijadas!"

"Não pensem que o primeiro prêmio é barato. O chefe pegou nosso primeiro prêmio por dez reais, estamos no prejuízo, sabia?" O jovem falou com um tom até meio choroso.

Claro, isso era fingido. Embora Yang Yi ter ganhado o primeiro prêmio fosse um pouco de prejuízo, no geral eles ainda lucravam, afinal, a maioria das pessoas jogava dardos como as flechas de Hanzō, acertar ou não era questão de sorte...

Além disso, embora Yang Yi tivesse levado um primeiro prêmio, eles ganharam muita popularidade, com várias pessoas já se interessando, e algumas até pagando ansiosamente para esperar na fila e tentar a sorte. Tudo isso era lucro futuro!

No entanto, os comentários dos curiosos deixaram Xixi preocupada. A menininha puxou a perna da calça do pai, e quando ele se abaixou para perguntar o que havia, ela fez biquinho com os lábios rosados e disse baixinho: "Eu quero o bebê ursão..."

A menina, delicada como uma escultura de porcelana, estava com uma carinha tão triste que o coração de Yang Yi derreteu. Ele sorriu, deu um tapinha no ombro de Xixi e disse: "Fica tranquila, olha o papai!"

Yang Yi pegou os doze dardos que o jovem lhe entregou, primeiro pegou um, pesou levemente e passou a mão na barbatana.

"Puf, até que parece profissional!" Alguém ao lado soltou uma risadinha.

"Fala baixo, estou nervoso!" O companheiro do que riu deu um tapa na cabeça dele, olhando tenso para Yang Yi, como se não fosse ele quem fosse jogar, mas sim o próprio.

Yang Yi, claro, não se deixou influenciar pelos comentários ao redor. Ele se concentrou, sentiu o peso do dardo e, de repente, com um movimento rápido do pulso, lançou-o. Desta vez, o movimento foi pequeno, mas a força foi precisa!

"Puf!" Que som explosivo agradável!

O dardo furou o balão e cravou na placa de isopor.

"Uau!" Os curiosos soltaram gritos de alegria, com aplausos incessantes.

Xixi, que tinha um pouco de medo do som dos balões estourando, tapou os ouvidos com as duas mãozinhas, mas ao ver aquilo, seus olhos se curvaram em duas luas crescentes doces de felicidade.

Yang Yi manteve uma expressão calma, como se estivesse usando protetores auriculares, impassível. Ele pegou o segundo dardo, sentiu a textura como antes, e então, com o ombro baixo e o pulso firme, lançou-o.

"Puf!" Mais um balão estourou!

"Seis... cinco... quatro... três... dois..." Não se sabe quando, os curiosos começaram a contar em voz alta, animados, como se a precisão de Yang Yi, digna de um arqueiro lendário, os tivesse transformado em fãs.

Cada vez mais pessoas se aproximavam para ver, e os jovens da barraca nem se preocupavam mais se Yang Yi levaria o grande prêmio; pelo contrário, já começavam a explicar o jogo para os clientes interessados, cobrando e organizando filas, com sorrisos de orelha a orelha!

Quando Yang Yi lançou o terceiro dardo do final, e ainda tinha dois na mão, os curiosos, que estavam prendendo a respiração, finalmente viram o resultado que esperavam.

"Eba!" Eles gritaram de alegria, como se não fosse Yang Yi quem tivesse ganhado o prêmio máximo, mas eles mesmos.

"Prêmio máximo, prêmio máximo, prêmio máximo!" Não se sabe quem começou, mas todos gritaram em coro, uma festa de alegria e barulho!

Xixi também, com o rostinho vermelho de emoção, agitava os punhos, contagiada pela atmosfera, esquecendo até que era uma mocinha educada!

O jovem da barraca, nesse momento, não demonstrou nenhum arrependimento. Querendo aproveitar o momento, ergueu orgulhosamente o prêmio máximo — um panda gigante de pelúcia do tamanho de uma pessoa — e, como um juiz de ringue, levantou a mão de Yang Yi.

"Vamos parabenizar este desafiante, que ganhou o nosso... prêmio máximo!" O grito do jovem trouxe mais aplausos e mais curiosos.

Yang Yi, indiferente, manteve uma expressão serena, enquanto Xixi, com os olhos fixos no "bebê ursão", já pulava de alegria, mal se contendo!

O jovem ainda aproveitou para promover seu jogo: "Aqui, cinco reais... E não se preocupem, o prêmio máximo não acabou. Nosso pessoal já foi buscar mais. Se você tiver coragem de ganhar, nós temos coragem de dar. Prêmio máximo, sem limite!"

Depois de falar, ele lembrou de algo e, um pouco nervoso, virou-se para Yang Yi e murmurou: "Irmão, já que sua filha conseguiu o que queria, você não vai jogar de novo, vai?"

Yang Yi achou graça por dentro. Ele ergueu a mão direita, com dois dardos restantes entre os dedos, e de repente, com um movimento, lançou os dois, que acertaram exatamente os balões nas bordas da placa de isopor.

Essa demonstração de habilidade provocou mais uma onda de exclamações dos curiosos.

Mas Yang Yi não tinha intenção de se exibir. Não passava de uma pequena cena!

Ele segurou o panda gigante de pelúcia com um braço, com a outra mão segurando a filha, e, com um sorriso calmo, disse para o jovem, que estava boquiaberto: "Fique tranquilo, vamos brincar em outra coisa!"

Yang Yi, tendo conquistado o panda de pelúcia para a filha, foi embora, como se "tivesse feito o que tinha que fazer, sem alarde", deixando para trás a barraca de dardos, que ele tinha passado com tanta facilidade, uma enorme popularidade.

Xixi, agora, não queria mais sentar no pescoço do pai para ver as novidades. Feliz da vida, ela segurava a mão do pai, andando com energia, pulando e, de vez em quando, dava a volta para tocar no panda, rindo de alegria, antes de voltar para o lado direito do pai.

"Xixi, tem algodão-doce. Você quer comer algodão-doce?" Yang Yi estava pensando em levar a filha para casa, mas ao ver uma barraca de algodão-doce, animou-se.

"O que é algodão-doce?" Xixi, curiosa, seguiu o pai até lá e, ao ver aquela nuvem colorida, ficou surpresa: "Isso dá para comer?"

"Claro que dá!" Yang Yi riu. Ele trocou o panda de pelúcia para o braço direito, segurou firme a mão da filha e, com a esquerda, pegou o dinheiro: "Moça, um algodão-doce."

"Pode deixar!" Nesse momento, a vendedora de chapéu de palha grande levantou a cabeça.

Yang Yi ficou paralisado. Aquilo era muito familiar!