Capítulo 79: Capítulo 79: Feira no Templo – O Homem do Açúcar (3/4, para o livro)

O escândalo de Murphy, alimentado por pessoas com interesses ocultos, só crescia, mas para Yang Yi, ele ainda confiava mais nos próprios olhos. Dava para perceber, pelas fotos "tiradas às escondidas", se havia algo entre Murphy e aquele Ju Jie.

Além disso, Murphy fez questão de explicar tudo a ele, então Yang Yi não levou o assunto a sério.

Na verdade, era a própria Murphy que estava preocupada e desconfortável. Yang Yi, de coração leve, foi alegremente com a filha, seguindo o plano original, para a feira do templo!

No distrito de Tingshan, além de muitas aldeias antigas bem preservadas, havia também algumas tradições interessantes, como a feira do templo no meio de cada mês. Yang Yi ouviu dos vizinhos que essa feira era muito movimentada e de grande escala!

Tanto os idosos que gostam do tradicional, quanto os jovens que adoram agitação, ou as crianças gulosas, todos encontravam sua diversão!

Desejando há muito tempo ir, Yang Yi perguntou especificamente quando a feira daquele mês aconteceria. Finalmente, chegou o dia. Ao entardecer, sem nem jantar, Yang Yi partiu com Xixi!

— Papai, quero comer muitas, muitas coisas gostosas! — Xixi, sentada no carro, já não conseguia conter a empolgação e, como um pintassilgo, tagarelava com sua voz melodiosa.

— Quantas coisas gostosas? Papai e você nunca fomos lá, como sabe que tem muitas? — provocou Yang Yi. — E se não tiver nada gostoso, o que fazemos?

Xixi cobriu a boca com as duas mãozinhas, os olhos grandes cheios de surpresa. A ingênua pequena levou a sério e perguntou, nervosa:

— Ai! E agora? Xixi vai ficar com fome?

Xixi já era muito fofa, e quando ficava séria, ficava ainda mais engraçada!

— Ha ha, ha ha! — Yang Yi não conseguiu evitar e riu alto com a filha. Por segurança, ele pisou levemente na embreagem para diminuir a velocidade.

— Hum, Xixi quer comer coisas gostosas! — a menina reclamou, gritando.

Foi então que Yang Yi disse, rindo:

— Tá bom, vai ter muitas coisas gostosas, papai garante! Xixi não vai ficar com fome!

...

A feira do templo não era perto da cidade universitária, mas sim na rua do Templo Chenghuang, ao pé da Montanha Beiting. Antes mesmo de chegar, Yang Yi já sentia a agitação — seu carro não conseguia entrar, então ele teve que estacionar num estacionamento pago mais afastado.

Sob o crepúsculo do sol poente, Yang Yi caminhava segurando a mãozinha de Xixi. Como havia uma ladeira, de longe já se via uma rua larga, mas um pouco congestionada, ladeada por lojas, mas com muitos vendedores ambulantes aproveitando o espaço para montar barracas, e outros empurrando carrinhos e gritando.

Ao se aproximar, a agitação era ainda mais intensa: placas penduradas no alto, bandeiras tremulando ao vento, uma multidão que se empurrava, e ao redor, gritos de vendedores, chamados e risadas, uma barulheira que superava até a de um mercado!

— Tanta gente! — Xixi ficou um pouco nervosa. Era claramente a primeira vez que enfrentava um ambiente tão complicado. Pequena como era, só via pernas de todos os tipos em seu campo de visão. Quando levantava a cabeça, via adultos estranhos e assustadores. Sentia que seria jogada de um lado para o outro pela maré humana e segurava a mão do pai com muito medo.

De repente, sentiu algo sob as axilas, e então foi erguida como se estivesse voando nas nuvens, girando até sentar no pescoço do pai.

— Ai! — Xixi rapidamente abraçou a cabeça do pai, com medo de cair.

Não era a primeira vez que fazia isso, mas toda vez que subia, Xixi ficava muito assustada, a leve tontura era terrível!

— Você está tapando os olhos do papai! — disse Yang Yi, rindo resignado. Ele estendeu a mão para puxar a roupa de Xixi. Hoje ela usava um short jeans, uma camiseta de manga curta e um colete, uma combinação que lhe dava um ar fresco e delicado. Claro, sentada no pescoço do pai, também não corria risco de se expor.

Depois de se acostumar com a altura, Xixi ficou mais animada. Além de ver mais longe e ter uma visão mais ampla, o mais importante era que, no pescoço do pai, abraçando a cabeça dele, não precisava se preocupar em ser esmagada pela multidão. A sensação de segurança da pequena crescia a cada instante.

— Que cheiro gostoso! — Xixi olhava alegremente para todos os lados, chamando o pai sem parar: — Papai, olha, tem muitas coisas gostosas... Papai, olha, o que é isso?

Yang Yi era muito paciente. Embora às vezes fosse interrompido pela filha quando via algo interessante, como barracas de caligrafia, ele ainda assim seguia as instruções da menina sem se cansar.

— Isso é arte em açúcar! O mestre tem uma boa técnica! — Yang Yi também se animou. Não esperava que esse mundo ainda tivesse esse ofício antigo. Talvez, mesmo com divergências históricas, algumas ocupações surgidas das necessidades materiais ainda aparecessem.

— Hehe, esse moço tem bom olho! — O velho, muito ocupado com o trabalho, levantou a cabeça para olhar Yang Yi e Xixi, rindo. — Minha arte em açúcar, aprendi na província de Sichuan. Pássaros, animais, árvores, flores e frutas, se você disser, eu desenho!

— Que lindo! Xixi também quer! — A menina viu o avô colar um desenho de açúcar num palito de bambu, levantá-lo com cuidado e entregar a um jovem ao lado, e disse com inveja.

— Então, por favor, mestre, desenhe um dragão para minha filha! — disse Yang Yi, sorrindo levemente. — Ela é do signo do dragão.

— Tem que ser um dragão fofo! — completou Xixi.

A pequena se referia aos dragões em estilo cartoon que o pai desenhava para ela, versões chibi. Ela gostava mais desses dragõezinhos, muito fofos, mais bonitos que aqueles dragões ferozes e ameaçadores.

Yang Yi sorriu e colocou Xixi no chão, explicando ao velho:

— O dragão que ela quer não é tão feroz quanto os dos calendários de ano novo. O corpo mais curto, a cabeça maior, e que pareça fofo.

Pena que não tinha papel e caneta, senão Yang Yi poderia desenhar para servir de referência.

— Não tem problema, vovô desenha um para você, vê se fica bom? Tá bom? — disse o velho, sorrindo, para Xixi.

Xixi acenou com a cabeça, um pouco tímida.

O velho primeiro preparou o açúcar. Enquanto mexia, explicava:

— A arte em açúcar não está só no desenho; preparar o açúcar também é importante. Se o açúcar estiver muito grosso ou muito ralo, não dá para fazer um bom desenho!

Afinal, era um artesão de décadas, confiante em sua habilidade. Depois de preparar o açúcar, ele se concentrou, pegou uma concha de calda e, usando-a como pincel, desenhou na placa de cobre.

Não ficava atrás nem de um calígrafo escrevendo caracteres grandes. O velho movia o pulso e a concha, ora levantando, ora sacudindo, ora parando, ora aprofundando, e um pequeno dragão já começava a tomar forma.

Xixi, na ponta dos pés, observava curiosa, mas sem ousar respirar. Sua devoção era tanta que parecia estar vendo uma obra de arte delicada, com medo de que um sopro a quebrasse.

Finalmente, o velho terminou. Era um dragão de forma tradicional, mas com a cabeça um pouco maior e as pernas mais curtas, o que lhe dava um ar peculiarmente engraçado!

Mas era inegável que a técnica do velho era excelente: as texturas no corpo do dragão eram nítidas, e os bigodes e pelos na boca estavam todos desenhados. Quando ele o levantou com cuidado, esses fios finos ainda estavam firmemente grudados no corpo do dragão.

— Menina, você acha que o desenho do vovô ficou bonito? — O velho colou o desenho de açúcar num palito de bambu, balançou-o na frente de Xixi e perguntou, sorrindo.

— Ficou! — Xixi, boquiaberta, abraçou a perna do pai e respondeu, obediente.

— E você quer? — perguntou o velho, rindo.

Xixi, envergonhada, olhou para o pai, mas seus olhos transbordavam desejo.

Yang Yi sorriu e tirou o dinheiro. Como não iria querer?

Ele ainda deu cem a mais, como forma de respeito e apoio ao artesão por manter viva a tradição.

No entanto, aquele pequeno dragão de açúcar, Xixi segurou na mão a noite inteira e não teve coragem de comer!