Capítulo 787: Capítulo 787: Chegando à Terra Natal dos Cowboys (4/4, para o Inverno)

A fazenda do sogro não ficava em Little Bull Market, mas a oeste dela, perto de uma pequena cidade chamada Grand Prairie.

Assim como nos filmes, a cidade não tinha arranha-céus como na metrópole; a maioria eram casas de madeira de dois ou três andares. No entanto, mesmo sendo uma cidade pequena, tinha todas as instituições necessárias, um hospital de porte razoável e até dois supermercados modernos e grandes!

Esses supermercados grandes não serviam apenas aos moradores da cidade; pessoas das dezenas de fazendas ao redor também vinham de picape para fazer compras em grande escala! Afinal, aqui nos EUA não havia feiras livres; ingredientes, itens de uso diário, e até ferramentas e máquinas agrícolas podiam ser comprados em supermercados que pareciam armazéns!

— Ei, Mo! — Mo Henian passava de jipe pela cidade quando um homem de meia-idade, montado a cavalo e vestido de cowboy, o reconheceu. Colocou os dedos na boca e assobiou alto, cumprimentando-o.

— Ei, Barea, o que faz aqui? — Mo Henian acenou com a cabeça e reduziu a velocidade. — Vem conhecer meu genro, é a primeira vez dele aqui!

Ao ouvir o movimento, Murphy virou-se para Yang Yi e explicou: — Aquele é o tio Barea, dono da fazenda vizinha. É latino, dizem que os ancestrais dele eram espanhóis que vieram para cá há mais de quatrocentos anos.

— Seu genro? Qual deles? — Barea ria com alegria enquanto falava com Mo Henian.

— Olá! — Yang Yi rapidamente abaixou o vidro do carro e cumprimentou o outro. — Tio Barea, meu nome é Yang Yi, pode me chamar de Leon.

— Muito bem, muito bem, um rapaz bonito! — Barea, montado no cavalo, ergueu o polegar para Yang Yi.

— Gracias! — Yang Yi sorriu levemente.

— Ora, você fala espanhol? — Barea ficou um pouco surpreso.

Yang Yi então mudou para o espanhol e disse: — Sim, aprendi um pouco antes.

Isso foi modéstia dele; essa língua, assim como o japonês, Yang Yi dominava completamente. Não só entendia e falava, como também conseguia escrever textos simples em espanhol.

O olhar de admiração de Barea por Yang Yi se intensificou, e ele perguntou em espanhol: — E a Murphy e a Xixi? Elas voltaram?

— Voltaram, e também temos nosso segundo filho. — Yang Yi riu.

Murphy não entendia espanhol, mas ouviu seu nome, então se inclinou ao lado de Yang Yi e cumprimentou com um sorriso: — Olá, tio Barea!

— Murphy, há quanto tempo! Seu marido me disse que vocês têm um segundo filho? — Barea voltou ao inglês, sorrindo enquanto apertava levemente as laterais do cavalo para que ele, mais devagar, se aproximasse do jipe.

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A cidade agrícola tinha suas vantagens; Grand Prairie não tinha muita gente, especialmente nas fazendas, onde quase todos se conheciam. Durante todo o trajeto, Mo Henian não parava de cumprimentar pessoas, e Yang Yi só então percebeu o "status" do sogro ali!

Mas o que mais alegrou Yang Yi foi a atitude de Mo Henian em relação a ele!

Embora Mo Henian ainda fosse sério com ele, estava muito ativo em apresentá-lo aos amigos. Dava para perceber que ele o admirava, só não queria demonstrar!

Logo, o jipe chegou à fazenda de Mo Henian. Yang Yi, segurando a mão de Xixi, acabara de descer quando foi recebido com uma calorosa boas-vindas.

A babá, a cozinheira e um grupo de vaqueiros, todos rindo e brincando, se reuniram, cantando uma canção de boas-vindas! Um vaqueiro ainda tocava violão como acompanhamento; a qualidade do violão não era grande coisa, mas a pose cheia de estilo que ele fazia era de dar risada.

— Bem-vindo, genro! — A cozinheira de origem chinesa liderou o coro assim que a música terminou.

Os vaqueiros, brancos e negros, riam e repetiam com um sotaque chinês muito estranho: — Guang yin gu de ye!

Eram pessoas realmente calorosas! Yang Yi se deixou contagiar pela animação deles e, enquanto cantavam, puxou Xixi e se juntou à dança esquisita deles, rindo.

— Obrigado, obrigado! — Yang Yi juntou as mãos em saudação e riu. — Podem me chamar de Leon, não precisam se esforçar para falar chinês; consigo me comunicar em inglês.

Murphy entrou com o pequeno Tongtong no colo. A babá, a cozinheira e outras mulheres, ao verem o bebê, se aglomeraram ao redor, cheias de carinho, perguntando isso e aquilo.

— Pequena Xixi, ainda se lembra de mim? — Um vaqueiro mais velho perguntou a Xixi, sorrindo.

Três anos sem se ver; para outra criança, já teria esquecido tudo de três anos atrás! Mas mesmo que Xixi se lembrasse, ainda se sentia estranha. A menina, um pouco envergonhada, se escondeu atrás das pernas do pai e disse, hesitante e com voz fraca: — É o vovô Ford?

— Ainda se lembra? E eu? Ainda se lembra de mim? — Um jovem negro alto como uma vara gritou. Apesar da altura, ele tinha só uns dezesseis anos, e nos últimos dois anos só cresceu em altura, não em corpo.

Dessa vez, Xixi não conseguiu reconhecer. A menina ficou ali, sem saber o que fazer.

— Sou o Greg! — O jovem negro disse, um pouco ansioso.

Os outros vaqueiros negros ao redor caíram na risada: — Greg, você ficou tão feio, quem vai te reconhecer?

— Irmão Greg! — Xixi se lembrou. Dessa vez, finalmente recordou aquele irmão negro que costumava brincar com ela, mas ainda olhou para o pai, hesitante. — Mas o irmão Greg não era tão alto.

— Estou crescendo! — Greg gritou. — Pequena Xixi, você também cresceu muito!

— Chega, chega, Greg, já cuidou dos meus cavalos? — Mo Henian, preocupado com a neta cansada da viagem, interveio, olhando feio para o Greg, que estava um pouco exagerado.

— Não disse que hoje era folga? — Greg encolheu o pescoço, ainda teimoso, mas só resmungou e saiu correndo. — Pequena Xixi, depois vou brincar com você!

Ford, o líder dos vaqueiros, também chamou os outros para voltar ao trabalho.

Yang Yi e os outros finalmente puderam ter um momento de descanso e apreciar a residência de Mo Henian.

— Caramba!

Assim que entrou, Yang Yi ficou impressionado, exclamando internamente sem parar. Naquele instante, parecia ter voltado a Suzhou; o enorme pátio seguia um design de jardim clássico, como se Mo Henian tivesse trazido um jardim de Suzhou para lá.

Água corrente, pontes pequenas, esculturas em pedra, janelas esculpidas e casas com paredes brancas e telhados escuros davam uma sensação vintage!

Comparada à casa do sogro, sua própria vila e pátio pareciam uma favela!

— Quem projetou esta casa? É obra de um mestre! — Yang Yi não conseguiu evitar exclamar várias vezes.

Sem saber, ele tinha elogiado o sogro sem querer. Mo Henian, que ia na frente, ergueu levemente os cantos da boca, depois os franziu — uma mistura de orgulho e vontade de não deixar transparecer!

— Foi meu pai quem projetou! — Murphy riu. — Ele era arquiteto antes, só mudou de área depois.

Ao entrar, vendo a decoração moderna do interior e lembrando do exterior clássico com o design do jardim, a admiração de Yang Yi por Mo Henian era como um rio caudaloso...

— Vocês vão primeiro para o quarto se arrumar, troquem de roupa e desçam para comer. — Zhou Mengyu sorriu, organizando tudo. — Yang Yi, aqui você não precisa pensar em cozinhar; temos quem cozinhe. Venha e aproveite as férias com a Murphy.

— Tudo bem, faremos como vocês disserem. — Yang Yi assentiu.

— Viu? Minha mãe é boa com você, né? — Murphy deu um tapinha no ombro de Yang Yi, rindo.

Mo Henian viu e disse, um pouco irritado: — Férias o quê? Yang Yi, quando tiver tempo, vem trabalhar comigo, cuidar do gado. Ficar sempre na cidade, agora é hora de experimentar a vida de um fazendeiro americano!