Capítulo 738: Capítulo 738: Colheita Inesperada no Mar (3/3)

Do alto do navio de cruzeiro, embora fosse possível avistar alguns recifes de coral, ainda assim era um pouco difícil, pois as ondas abertas pela embarcação obstruíam grande parte da visão.

Mas ao chegar na Ilha Verde, descer do navio e caminhar pelo longo quebra-mar em forma de L{nota1}, a visão de repente se tornou muito mais ampla.

— Papai, você segura na minha mão, tá? — Xi Xi, embora estivesse segurando a mão do pai, ao pisar no quebra-mar que parecia flutuar sobre o mar, ouvindo a água do mar lavar as estacas e pilares abaixo, a menina se sentia insegura e disse, fracamente: — Não solta, hein.

Yang Yi estava ajudando Mo Fei a subir no quebra-mar. Ao ouvir Xi Xi falar assim, ele virou a cabeça e viu a expressão tensa da menina, então a pegou no colo.

No colo do pai, a segurança de Xi Xi aumentou drasticamente, e ela finalmente pôde admirar aquele lindo mar!

— Papai, onde estão os peixes grandes? — Xi Xi perguntou, virando a cabeça confusa.

— Os peixes grandes, a gente vai ver à tarde no navio grande. De manhã, vamos brincar perto desta ilha. — Yang Yi riu. — Você quer ver peixinhos? Não são tão grandes quanto baleias, mas também são muito bonitos, e você ainda pode ver corais!

— Que legal! — Xi Xi recuperou a energia, abraçou o pescoço do pai e deu risadinhas.

Para ver os recifes de coral, obviamente, no quebra-mar também não se tem a melhor experiência. No roteiro de passeio personalizado por Yang Yi, havia um projeto de barco com fundo de vidro. No quebra-mar, eles trocaram para um barco de fundo de vidro do tamanho de um ônibus.

Como o nome sugere, parte do fundo deste barco foi substituída por vidro transparente, e ele se assemelhava um pouco a um submarino, com o fundo mergulhando bem fundo na água.

Os turistas sentavam em banquinhos no corredor estreito do meio. Esse assento certamente não era confortável, e ainda havia um pouco de aperto na frente e atrás, mas não importava, o foco era que eles podiam olhar para fora pelas janelas de vidro dos lados, como se estivessem imersos no fundo do mar.

Xi Xi estava ao lado do pai. Assim que a menina entrou, foi atraída por este mundo submarino mágico. Ela nem se sentou, encostou-se no vidro e olhou maravilhada.

Então era assim o fundo do mar!

Pedras e mais pedras, e muitos peixinhos!

A paisagem ali não era a mais bonita. Quando o barco de fundo de vidro navegou para uma área um pouco mais afastada da Ilha Verde e finalmente parou sobre um recife de coral, um belo quadro se desenrolou diante dos olhos de Xi Xi!

— Uau! — Xi Xi olhou para fora do vidro, com os olhos arregalados ao máximo, soltando exclamações de admiração sem parar.

Os corais, como arbustos, não eram o mais especial; no máximo, pareciam as pedras artificiais de um aquário. O que realmente deixou Xi Xi deslumbrada foram os peixinhos coloridos!

Havia amarelos por todo o corpo, vermelhos com tons amarelados, brancos mesclados com vermelho, e pretos e brancos como zebras. Os mais bonitos eram aqueles com várias cores, mas sem parecerem bagunçados!

Eles não eram muito grandes, do tamanho de uma palma da mão ou de um dedo, nadando alegremente pelas frestas dos recifes de coral, sem parecerem se importar com o gigante que passava ao lado... Claro, talvez já estivessem acostumados a serem observados.

— Que lindo, papai! É mais bonito que o peixinho dourado da Xin'er! — Xi Xi, embora estivesse contando animadamente suas descobertas ao pai, na verdade não virava a cabeça, com os olhos grudados naqueles peixinhos lindos!

Mo Fei também estava muito fascinada, mas não se divertia sozinha. Ela segurava o pequeno Tong Tong, de pouco mais de quatro meses, para que ele também pudesse chegar perto e ver os peixinhos.

O menininho, com seus olhos redondos, acompanhava os peixes que nadavam à sua frente. Depois de um tempo, sua cabecinha era atraída por outro peixinho, e ele virava para olhar. Depois de observar por um bom tempo, ele virava a cabeça confuso para a mãe, como se também quisesse contar a ela o que tinha descoberto.

— É bonito, não é? — Mo Fei perguntou, sorrindo, enquanto encostava a cabeça na dele e esfregava carinhosamente.

Yang Yi, ouvindo o movimento, pegou a câmera e se virou para fotografar Mo Fei e o filho. Naquele momento, o menininho, provocado pela mãe, abriu um sorrisinho e começou a rir, mostrando duas covinhas que ficaram adoráveis na lente!

— Papai, eu também quero tirar foto, tirar foto dos peixinhos dourados! — Xi Xi lembrou-se do que tinha feito no ano anterior, por volta da mesma época, e virou-se animada para pedir a câmera ao pai.

A pequena repórter estava oficialmente em ação. Segurando a câmera DSLR, embora não fosse tão ágil, ela usava a telinha de forma inteligente e fotografou várias cenas dos peixinhos e dos recifes de coral.

Vendo Xi Xi se divertindo tanto, Mo Fei e Yang Yi trocaram olhares e sorriram, virando-se para sentar lado a lado, encostando os ombros.

...

Para ver baleias, era preciso ir para o mar aberto. Yang Yi e o grupo ficaram na Ilha Verde até um pouco depois das onze, depois voltaram ao navio de cruzeiro para comer um bufê. Após o almoço, o grande navio de cruzeiro de luxo partiu novamente, rumo ao oceano ainda mais vasto.

No entanto, aquela não era a melhor época para observar baleias.

Na Austrália, de maio a novembro é a temporada de migração das baleias, e sair para observá-las em julho e setembro torna mais fácil vê-las, até mesmo as enormes baleias-jubarte.

Yang Yi e o grupo estavam ali naquele momento, realmente não era a época ideal. Talvez houvesse uma pequena chance de ver baleias-minke, mas a sorte não estava do lado de Yang Yi naquele dia. O navio de cruzeiro navegou por mais de duas horas, e na superfície do mar, além de algumas aves marinhas passando, não se via sinal de baleias.

— Sinto muito, amigos, mas preciso voltar! — O capitão barbudo veio, balançou a cabeça e, em meio aos lamentos de todos, abriu as mãos e disse.

— Papai, o que ele disse? — Xi Xi ouviu confusa. Na verdade, ela entendia a maior parte, mas ainda não conseguia captar o significado mais profundo.

— O capitão veio nos dizer que não encontramos baleias, mas agora temos que voltar, não podemos esperar escurecer. — Yang Yi explicou a Xi Xi.

— Papai, por que não conseguimos encontrar baleias? — O rostinho delicado de Xi Xi mostrou uma expressão de decepção, que dava pena de ver. Mas desta vez ela não fez birra, apenas sentou no colo do pai e perguntou baixinho.

— Talvez porque as baleias achem que ainda querem deixar um pouco de mistério para você, Xi Xi, e só se encontrarão com você outra hora, quando tiver oportunidade? — Yang Yi disse, rindo.

— Sério? — Xi Xi ficou um pouco surpresa.

— Sério. As baleias são muito inteligentes. Diferente dos peixes, elas são mamíferos, assim como os humanos...

— O que é mamífero?

A viagem de volta, monótona, passou rápido com a divertida explicação científica do pai.

No entanto, quando Yang Yi também achava que a viagem deles na Austrália terminaria de forma tranquila, os turistas no convés de repente começaram a gritar de alegria.

O que aconteceu?

Um jovem negro entusiasmado correu para dentro do navio e gritou: — Ei, pessoal, venham ver rápido, tem golfinhos, muitos golfinhos!

Yang Yi rapidamente pegou Xi Xi no colo, ajudou Mo Fei, que estava com as pernas moles de tanto tempo sentada, e juntos foram para o convés, até a amurada onde todos se aglomeravam.

Lá, sob o sol, no mar cintilante, um grupo de sombras escuras subia e descia.

— Papai, onde estão os golfinhos? — Xi Xi ainda não tinha visto. A menina, abraçada ao pescoço do pai, olhava para todos os lados, um pouco ansiosa.

— Olha, ali, ali estão os golfinhos!

Mal Yang Yi terminou de falar, como se tivessem sentido a chegada da pequena Xi Xi, o grupo de golfinhos ao longe começou a saltar um após o outro para fora d'água, traçando arcos elegantes antes de mergulhar de volta no mar.

— Uau! — Desta vez, Xi Xi viu. A menina abriu bem os olhos, abraçou o pescoço do pai com força e se esticou para cima, como se quisesse ir mais alto para ver mais golfinhos.

O grupo de golfinhos não temia os barcos humanos; eles nadaram propositalmente para perto do navio de cruzeiro de Yang Yi e saltaram novamente para fora d'água, dançando.

Tão perto assim, era possível ver claramente o corpo liso dos golfinhos, como se estivesse untado com óleo, seus focinhos curtos e simpáticos, e os respingos d'água que brilhavam sob o sol quando saltavam.

Yang Yi segurava Xi Xi com um braço e, com o outro, segurava a câmera, ocupado tirando fotos. Ele achava que a silhueta ágil dos golfinhos na lente era incrível!

Xi Xi, embora olhasse avidamente, esquecendo de falar, tinha alegria estampada nos olhos e nos cantos da boca, com um sorriso feliz que não deixava vestígios da decepção anterior.

— Xi Xi, vendo os golfinhos, do ponto de vista científico, também podemos dizer que vimos peixes grandes! — Olhando para a silhueta dos golfinhos se afastando, Yang Yi disse, rindo, para Xi Xi.

— Hehe, porque os golfinhos também são grandes! — Xi Xi, satisfeita por ter visto os golfinhos, riu e disse ao pai.

— Não é só por isso. Também porque os golfinhos pertencem à categoria das baleias, eles são um pouco parecidos com as baleias... — Bem, desta vez a explicação científica, comparada à dança dos golfinhos, foi um pouco mais chata!