Capítulo 667: Capítulo 667: Ajuda do Curioso (2/4)

Escrever os dísticos de Ano Novo significa colá-los. Yang Yi guardou aquela pilha de dísticos por uma noite e, na manhã seguinte, aproveitando o sol que aquecia lá fora, preparou-se para colar os dísticos na entrada da vila com a curiosa Xixi.

Claro, antes disso, primeiro precisava fazer a cola.

"Olha, papai, assim, mergulha na cola e passa uma camada ao redor de toda a borda", Yang Yi orientou a filha, depois entregou o pincel pequeno a Xixi. "Agora você passa cola no outro dístico e no horizontal, cuidado para não passar demais nem de menos..."

Xixi já queria ajudar o pai há muito tempo. Embora, na sua cabeça, esses trabalhos não fossem cansativos, mas sim uma chance de experimentar coisas novas e, de quebra, ajudar o pai.

A menina subiu num banquinho, apoiou a mão esquerda na mesa e esticou o braço direito segurando o pincel. Felizmente, Yang Yi percebeu a própria distração e correu para aproximar a cola de Xixi.

"Ei, que estranho!" Xixi viu a cola pela primeira vez, aquela sensação pegajosa a incomodou um pouco.

"Não tem problema, depois que a cola secar, o dístico vai ficar bem firme na parede", disse Yang Yi.

Xixi pincelou por um tempo, mas, sendo pequena e com pouca força, ao terminar um dístico inteiro, precisou se virar. Sem querer, a mão esquerda que a sustentava acabou pressionando a cola que ela mesma tinha passado.

"Ai, ai!" Xixi viu a mãozinha pegajosa, igual a quando mexia em caldo de mingau. Abria e fechava a mão, sentindo um desconforto enorme. Olhou para o pai com um olhar de pena, pedindo ajuda: "Papai, o que faço? Tem tanta cola."

Na verdade, um pouco de cola não era problema, dava para lavar depois, mas Xixi reagiu exageradamente. Yang Yi teve que levá-la para lavar as mãos. Depois de enxaguar na água morna, as mãozinhas da menina ficaram rosadas e macias de novo.

É muito mais gostoso quando está limpo!

Mesmo não gostando muito da cola, Xixi não relaxou no trabalho. Continuou ajudando o pai a pincelar os dísticos até terminar.

Yang Yi levou Xixi até a entrada da vila para colar os dísticos: "O da direita é o primeiro, o da esquerda é o segundo. Papai te disse ontem qual é o primeiro, você lembra?"

"Risos, eu sei que o com a palavra 'wang' do 'baozi wang wang wang' é o primeiro", disse Xixi, pulando atrás do pai. Ela se lembrava bem da brincadeira que o pai fez ao explicar, e por isso gravou direitinho.

Baozi abanava o rabo, trotando contente ao lado de todos. Sair para tomar um ar era o que ele mais gostava. Mas, ao ouvir a dona chamar seu nome e os latidos, o esperto cão amarelo diminuiu o passo, virou a cabeça confuso e olhou para trás.

Mas ninguém lhe deu explicações.

Yang Yi colocou os outros dísticos com cuidado, a parte da frente virada para baixo e a parte com cola para cima, em cima do muro baixo. Depois, pegou o que dizia "Alegria habita a terra preciosa, prosperidade por mil anos" e colou no lado superior, ou seja, à direita.

"Ajude o papai a segurar a parte de baixo do dístico. Vamos alinhar os quatro cantos para que fique reto", orientou Yang Yi, pedindo ajuda a Xixi.

"Que bom!" A menina correu feliz e segurou os dois cantos de baixo. Mesmo sendo baixinha, deu seu jeito de ser útil.

Xixi ainda não gostava muito da cola, então usou apenas a ponta dos dedos para pressionar o papel vermelho, com cuidado, sem encostar a mão inteira, com medo de que a cola que escapasse grudasse de novo.

Depois de colar os dísticos no portão do pátio, Yang Yi e Xixi foram para a porta da vila. Nesse momento, Murphy deixou o pequeno Tongtong no berço, onde podia vê-lo, e pegou a câmera, indo até a porta.

"Xixi, e papai, olhem para a câmera, sorriam!" Murphy queria tirar uma foto de Yang Yi e da filha.

"Risos!" A menina, enquanto ajudava a segurar o dístico, virou-se, com os olhos brilhantes.

Mesmo vestindo roupas de inverno, a menina irradiava vitalidade e alegria. As bochechas levemente rosadas, realçadas pelo papel vermelho do dístico e pela luz do sol, pareciam que a brisa da primavera soprava, e flores desabrochavam por toda parte, mas nada superava seu doce sorriso...

"Clique!" Murphy capturou aquele momento, congelando-o.

Depois que Murphy tirou algumas fotos e voltou satisfeita, o pequeno Tongtong, deitado no berço, começou a balbuciar, como se estivesse entediado.

"Você também quer brincar com a irmã, não é? Também quer ajudar o papai no trabalho, e tirar foto com a mamãe, não é?" Murphy sorriu, segurou Tongtong pelas axilas com as duas mãos, tirou-o do berço e o colocou na vertical à sua frente, conversando carinhosamente com ele.

Como se fosse uma conversa justa, Tongtong olhou para a mãe confuso por um momento, até que abriu a boquinha e começou a rir "ah, ah", sem se saber por que estava tão feliz!

...

A véspera do Ano Novo foi agitada, mas também gratificante. Depois de todos os preparativos, ao entardecer, Yang Yi pegou um rojão vermelho e o pendurou na árvore do pátio.

"Papai, vamos não soltar fogos, tá? Eu tenho medo..." Ao ver os fogos, Xixi lembrou-se do ano anterior na casa do avô, quando o pai foi soltar fogos e ela ficou com medo de que ele explodisse. E agora os fogos eram ainda maiores, o que a assustou ainda mais. Ela segurou a barra da roupa do pai e implorou, com lágrimas nos olhos.

Yang Yi virou-se surpreso e viu a filha com os olhos marejados, como se, se ele não desistisse da ideia, ela fosse chorar.

Yang Yi não pôde deixar de rir por dentro. Acariciou a cabecinha de Xixi e disse: "Bobinha, olha o que o papai está segurando. Isso é fogo de verdade?"

Ele puxou a mãozinha de Xixi e a fez tocar o rojão vermelho. A textura dura de plástico foi imediatamente sentida pela menina.

"Isso é falso, é só um modelo. Quando a gente liga na tomada e aperta o interruptor, ele faz o barulho de estalo dos fogos, mas não é de verdade", explicou Yang Yi a Xixi.

"Não vai explodir?" A menina perguntou, confusa.

"Claro que não, só faz o barulho. No Ano Novo, a gente precisa desse clima para ser Ano Novo, não é?" Yang Yi disse, sorrindo.

Não era porque Jiangcheng proibia fogos e foguetes. O principal motivo de Yang Yi não ter comprado fogos de verdade era que, depois de queimados, soltavam um cheiro forte de pólvora. Ele temia que o cheiro incomodasse o pequeno Tongtong, por isso optou pelos falsos.

Xixi finalmente se acalmou. Depois de descer do colo do pai, não só parou de chorar, como também começou a rir. Curiosa, ficou rodeando o falso rojão, pedindo ao pai para mostrar como ele fazia o barulho.

Yang Yi ligou o cabo de extensão na tomada. O grande rojão vermelho pendurado na árvore começou a piscar em luz vermelha e a emitir o som de "crackle, crackle" dos fogos explodindo.

No começo, a luz e o barulho repentinos assustaram Xixi. A menina correu para se esconder atrás do pai, buscando seu escudo de confiança. Mas logo percebeu que só havia movimento e som, sem perigo algum. Então, criou coragem e espiou a cabeça.

Então realmente não explodia!

E, sob o crepúsculo que caía, aquele falso rojão piscando era até bonito!

Xixi piscou os olhos grandes e puxou a mão do pai para se aproximar e observar melhor.

Nesse momento, uma sombra preta correu para o pátio. Quando se aproximou, à luz do jardim, deu para ver os pelos amarelos finos de Baozi.

"Au, au!" Baozi parecia assustado com o barulho dos fogos, mostrando os dentes e latindo para o rojão.

"Baozi, quieto!" Yang Yi repreendeu, preocupado que o cachorro assustasse as crianças.

"Risos, Baozi também pensou que era fogo de verdade!" Xixi, radiante, abaixou-se e abraçou o pescoço de Baozi, acalmando-o: "Baozi, não tenha medo, isso é um falso que o papai comprou, não é de verdade."

Na prática, Baozi era um valentão que só fazia pose. Quando estava perto de Yang Yi, latia para o rojão, mas no fundo estava com muito medo.

Não é que, quando Xixi o abraçou, o bichinho virou a cabeça e se enfiou no colo dela, gemendo "uh uh", como se estivesse muito triste.

Yang Yi pensou numa frase sem querer: "Quem não é um bebê?"

Por outro lado, o pequeno Tongtong, dentro de casa, era muito mais corajoso. Embora o barulho dos fogos fosse abafado pela porta, o menino não parecia ter medo.

Sabendo que outras crianças teriam medo de fogos!

Mas Tongtong continuava calmo, mamando no colo da mãe, aproveitando seu jantar de véspera de Ano Novo.

O barulho dos fogos durou um tempo, e Yang Yi desligou a tomada para não incomodar os vizinhos. Claro, o grande rojão vermelho ficou na árvore, para ser usado de novo à meia-noite e no dia seguinte.

"Feliz Ano Novo!" Embora fosse apenas o jantar de Ano Novo da família de quatro, com o papai, a mamãe, o irmãozinho chupando o dedo e ela mesma, que tinha ajudado o dia inteiro, o clima de Ano Novo era forte. Xixi ria sem parar, levantando o copinho de refrigerante junto com o pai e a mãe, trocando votos de felicidades.