Capítulo 29: Capítulo 29: A Confusão de Murphy (5/5)

Enquanto Yang Yi cantava, Murphy finalmente terminou dois dias de compromissos fora da cidade e voltou para casa com o corpo cansado. Assim que abriu a porta, Xixi percebeu e, feliz, escapou do colo da babá, correndo com passinhos apressados: "Mamãe! Xixi sentiu tanto a sua falta!" A pequena usava um pijama fofo, segurando um ursinho de pelúcia na mão esquerda, adorável demais. "Mamãe também sentiu saudades de Xixi." Murphy pegou Xixi no colo e, ao receber um beijo carinhoso da filha no rosto, seu semblante frio finalmente mostrou um leve sorriso, e o cansaço no rosto parecia ter diminuído um pouco. "Xixi já jantou? Em casa, foi boazinha e obedeceu à tia?" Murphy perguntou com voz suave. Xixi balançou a cabeça com força e disse com voz doce: "Sim, Xixi também tomou banho, mamãe cheira, está cheirosa?" A pequena esticou os bracinhos, com pulsos brancos como a lua, a pele lisa e macia. Murphy, raramente, deu um sorriso brincalhão, desviou dos bracinhos, enfiou a cabeça no pescoço de Xixi, inspirou profundamente e disse com seriedade: "Hum, está muito cheiroso!" Xixi encolheu a cabecinha e riu: "Para, para, está fazendo cócegas..." "Senhorita Mo, você já comeu? Quer que eu esquente a comida?" A babá se aproximou depois de ver a intimidade das duas por um tempo e perguntou com preocupação. "Tia Zhu, não precisa, já comi no avião." Murphy sorriu levemente e disse, "Vá descansar, eu cuido da Xixi." A babá, Tia Zhu, era uma senhora que Mo Xiaojuan contratou na cidade natal, de quem se conhecia bem a índole, honesta e confiável, sem risco de vazar segredos, e Murphy se sentia relativamente tranquila. Mas, mesmo assim, toda vez que Murphy viajava para eventos, ficava inquieta, sempre com medo de que Xixi não estivesse segura em casa. Especialmente nessas viagens de dois dias, depois de falar ao telefone com a filha à noite, ainda acordava de pesadelos na madrugada. Voltar era, claro, uma alegria, mas Murphy sabia que, a menos que desistisse da carreira de cantora, esses dias de voos e ausências de casa só aumentariam! À noite, Murphy trocou para um pijama de seda, deitou-se preguiçosamente na cama, apoiada no antebraço esquerdo, com o queixo na mão, observando Xixi brincar com seus bonecos na cabeceira. Claramente, em casa, Murphy não se prendia, e o pijama estava completamente vazio por dentro; pelo decote baixo, era possível ver os dois seios redondos e cheios, de um branco macio, que, sob a pressão dos braços, formavam um sulco profundo capaz de sugar o olhar de qualquer homem. O pijama de seda, leve e fino como cetim, descia pela cintura de Murphy e se elevava sobre o "bumbum" alto, exibindo sem reservas a elegância natural das curvas. O mais charmoso eram os pezinhos levantados, limpos como neve, lisos como jade, mas faltava o esmalte vermelho — Murphy não tinha tempo nem disposição para pintá-los; caso contrário, causariam um impacto visual ainda mais forte. Claro, essa beleza nenhum homem podia apreciar. E Murphy só se soltava preguiçosamente quando estava sozinha; normalmente, era uma pessoa bastante reservada. Agora, a expressão de Murphy era um pouco melancólica; embora olhasse para a filha brincando, na verdade, estava pensando em seus problemas. Ela ainda precisava trabalhar, senão não teria decidido voltar à carreira, e isso significava enfrentar uma grande pressão competitiva! E a Xixi, como ficaria? Murphy sabia que, no futuro, ficaria cada vez mais ocupada; não podia simplesmente deixar Xixi sempre em casa, podia? "E se eu mandar Xixi para o pai dela?" Assim que esse pensamento surgiu, Murphy se assustou consigo mesma. Como poderia? Não importava a quem confiasse, não podia entregar a filha a Yang Yi! Durante os dez meses de gestação, até o nascimento, nos últimos quatro anos, Xixi era um pedaço do coração de Murphy; entregar a filha a Yang Yi era como arrancar um pedaço do seu coração! Normalmente, quando passava fins de semana na casa do pai, Xixi ficava tão feliz que não queria voltar! Se ficasse mais tempo na casa do pai, será que a pequena ainda se lembraria de que tinha uma mãe? Só de pensar, Murphy já sentia ciúmes! "Let it go, let it go, can't hold it back anymore..." Xixi brincava com dois bonecos, uma boneca feminina e um porquinho, cantarolando enquanto andava de um lado para o outro, como se estivesse brincando de casinha. Hein? Murphy estava muito ocupada ultimamente, mal prestava atenção no que a filha cantava! Mas desta vez, ela finalmente entendeu: a pequena, nos últimos dias, de vez em quando cantava algo em inglês, e a melodia era muito bonita! "Xixi, o que você está cantando?" Murphy deixou de lado os pensamentos e perguntou curiosa. "Estou cantando, estou cantando..." Xixi inclinou a cabecinha, pensando bem, e percebeu que o pai nunca tinha dito o nome da música, então respondeu: "Estou cantando a música da irmã Elsa!" Irmã Elsa? Murphy ficou confusa, pensando instintivamente que Elsa era alguma cantora estrangeira. "Onde você aprendeu isso?" Murphy perguntou, sem entender. Mesmo que tivesse morado no exterior quando era pequena, Murphy não achava que Xixi conseguisse cantar uma música em inglês sozinha, já que em casa insistia na educação em chinês! Mas agora Xixi cantava com pronúncia correta, o que não era fácil de conseguir! "Foi o papai que me ensinou!" Xixi disse com admiração no rosto, "Papai contou a história da Anna e da Elsa para Xixi e também ensinou Xixi a cantar!" Se Yang Yi contava histórias para a filha, Murphy ainda acreditava, afinal, ele amava muito a filha! Mas Yang Yi ensinar Xixi a cantar em inglês? Murphy sentiu que sua percepção estava sendo virada de cabeça para baixo! Que história era essa? Esse cara sabia inglês? Na impressão de Murphy, Yang Yi era um soldado que não tinha estudado muito — e era verdade. Claro, não era desprezo, mas era por isso que eles nunca encontravam assuntos em comum, e o abismo entre eles só aumentava! Ele devia ter dado algum tipo de poção mágica para a filha! Murphy resmungou insatisfeita em pensamento. "Xixi, está na hora de dormir. A mamãe lê uma história para você, está bem?" Murphy sentou-se na cabeceira, pegou um livro de histórias infantis no criado-mudo e bateu no lugar ao lado dela. Normalmente, ela contava histórias para Xixi, mas geralmente era a filha que vinha com o livro pedindo antes de dormir! Hoje, ela tomou a iniciativa porque se sentia incomodada. Quem disse que só você pode contar histórias para a filha? Hum, eu também posso! Xixi respondeu com um "hum" feliz, balançou o bumbum, subiu na cama e se aninhou, macia e cheirosa, no colo da mãe. "Na floresta, havia um coelhinho branco..." Com a filha, a voz de Murphy não era mais fria, mas, como Teresa Teng, suave como água — algo que ninguém jamais vira na deusa do gelo! Embalada pela voz suave da mãe, Xixi foi caindo no sono. Murphy segurou a filha, deitou-a no travesseiro pequeno e, com carinho, afastou os cabelos dela, dando um beijo leve na bochecha da menina. "Ah..." Um longo suspiro. Murphy também apagou a luz e se deitou, o rosto cansado sem mostrar sono, os olhos bonitos um pouco perdidos. O pensamento que surgira antes voltou a lhe vir à mente...