Capítulo 251: Capítulo 251: Educação Séria e Divertida (2/4)

Na noite seguinte, antes de dormir, Murphy pegou os cartões e entrou no quarto, fechando a porta atrás de si. Yang Yi, sem jeito para falar dessas coisas com a filha e achando constrangedor até ouvir, decidiu não ir ao quarto principal naquela noite, deixando a pequena sem histórias para ouvir. Xixi já estava rolando na cama há um tempo, como um macaco causando confusão no céu, mas quando ouviu o barulho, virou-se rapidamente e sentou-se, com o cabelo bagunçado cobrindo metade do rostinho! Murphy não permitia que Xixi pisasse no cobertor, pois isso desarrumaria o enchimento, então a menina, um pouco culpada, tapou o rosto sorrindo, tentando disfarçar com risadinhas. Mas Murphy não a repreendeu desta vez; em vez disso, levantou o cobertor, entrou e sentou-se na cabeceira. A pequena logo se enfiou debaixo das cobertas, aninhou-se no colo da mãe, fazendo carinho, e então perguntou, confusa: "Ei, cadê o papai?" Normalmente, o papai vinha contar histórias para Xixi nessa hora! "Hoje, antes de dormir, não vou contar histórias. A mamãe vai falar de outra coisa com você, está bem?" Murphy disse suavemente, alisando o cabelo bagunçado da menina. "Tá bom!" Xixi concordou, acenando com a cabeça. A menina ficou atraída pelos cartões coloridos que a mãe segurava e perguntou curiosa: "Mamãe, o que é isso?" "Isso é o que a mamãe vai te explicar hoje: como uma menina deve se proteger?" Murphy disse com ternura. "E você precisa prestar muita atenção, Xixi!" "Tá bom!" A menina virou-se e sentou-se, apoiando-se no braço da mãe. "Vamos ver o primeiro." Murphy virou o primeiro cartão. O cartão mostrava uma boneca de pano que Xixi adorava ultimamente, mas parecia mais bem-feita, com membros definidos, já que Yang Yi a desenhou, e três pontos planos estavam marcados com lápis de cor. "Eu gosto disso!" Xixi disse, com os olhos brilhando. "Xixi, a mamãe vai falar sério com você! Deixe isso de lado por enquanto. Olhe aqui, aqui e aqui." Murphy apontou para os pontos. "Xixi, você precisa prestar atenção: esses três lugares não podem ser tocados por ninguém!" "Por quê?" Xixi perguntou, confusa. "Porque são as coisas mais preciosas que você tem! Muito mais preciosas do que seu ursinho ou sua boneca de pano! Você não quer emprestar seu ursinho ou boneca para os outros, quer?" Murphy deu um exemplo. "Hum, Xixi não gosta que outros brinquem com meu ursinho! Pode estragar!" Xixi fez bico, desviando um pouco o pensamento. Mas era exatamente esse o efeito desejado! "Pois é, esses lugares são ainda mais valiosos que seu ursinho. Xixi também não pode deixar ninguém tocar neles, precisa protegê-los, certo?" Murphy virou o segundo cartão, que tinha um desenho infantil de uma menina com dois rabos de cavalo, com um vestido longo arrastando no chão, e na sombra do vestido, via-se a silhueta de uma calcinha rosa-claro. "Da mesma forma, esses lugares, que a mamãe e o papai sempre cobrem com roupas, como blusinhas, saias, camisetas e calças, todos os lugares cobertos não podem ser tocados por ninguém!" Murphy disse, séria, apontando para o segundo cartão. Xixi não entendeu completamente, mas vendo a mãe tão séria, concordou, meio confusa: "Entendi." Murphy pegou o terceiro cartão, que mostrava um gato Garfield com um sorriso estranho, mas a composição era ainda mais bizarra, com círculos e quadrados, e quatro braços e quatro pernas desenhados de forma irreal. Mesmo vendo pela primeira vez, Murphy achou graça no sorriso sarcástico do Garfield. O mundo não tinha Da Vinci, então também não tinha o clássico "Homem Vitruviano". Murphy não sabia que Yang Yi estava homenageando algo com esse desenho, mas só o gato e os mosaicos mal feitos já eram divertidos! "Ei, parece o Xiaoguai!" A menina arregalou os olhos e disse animada para a mãe. "Rosto grande, olhos grandes também, mas o Xiaoguai não tem tantas mãos!" "Hum, este cartão é para a mamãe te explicar: se alguém mostrar esses lugares que eu falei para você, não olhe. Se o papai e a mamãe estiverem por perto, corra imediatamente até eles e conte! Se não estivermos, grite bem alto por socorro!" Murphy apontou para a menina no canto inferior direito do cartão, fácil de ignorar. A menina tinha um balão de fala escrito "Socorro". "Ah!" Xixi concordou, sem entender completamente. Não importava que a menina não entendesse agora; sua memória era boa. Se ela guardasse esses conceitos, poderia lembrar quando algo acontecesse! Além disso, usar imagens para descrever estimulava melhor a memória infantil. Em seguida, os dois últimos cartões traziam coisas difíceis de dizer, mas Murphy hesitou e os virou mesmo assim, pois era importante! O primeiro cartão mostrava dois irmãos de cabaça: um irmão grande e forte segurando uma princesinha de cabaça, com uma lança cravada no peito dela, bem ilustrativo... "Xixi, não importa o que seja, não deixe ninguém enfiar nada em você!" Murphy disse, séria. "Enfiar?" Xixi não entendeu a palavra. "Assim é enfiar!" Murphy cutucou o peito, a barriga e a perna de Xixi com o dedo, sem força, mas fazendo cócegas, e a menina se encolheu, rindo alto. "Mamãe, para!" A menina segurou o dedo da mãe, rindo sem fôlego. "Isso mesmo, lembre-se de dizer 'não' e sair correndo." Murphy aproveitou o momento. "Hum!" A menina concordou rapidamente. "E não pode morder nada que alguém colocar na sua boca, como pirulito, cenoura, pepino, nada disso!" Murphy virou o próximo cartão, onde Yang Yi tinha desenhado três figuras: uma pessoa, um coelho e um urso, cada um mordendo os exemplos que Murphy deu. "Pirulito também não pode?" Xixi perguntou, confusa. "Não pode. Xixi só pode comer o que o papai e a mamãe comprarem ou permitirem." Murphy acariciou a cabeça da menina, dizendo suavemente. "Se você quiser comer algo, pode pedir ao papai, ele compra. Mas não pode aceitar nada de estranhos, e se alguém colocar algo na sua boca, não abra!" Xixi entendeu, mas ainda pensava em pirulito. A menina disse, ingênua: "O papai faz muitas comidas gostosas para mim, então Xixi não vai comer nada dos outros." "Hum, isso mesmo!" Murphy concordou, satisfeita, e virou o próximo cartão.