Pedir por mais capítulos? Para Yang Yi, isso simplesmente não existia.
Ele continuava seguindo seu próprio ritmo de atualizações, dividindo o dia em dois horários para publicar dois capítulos, o que já era o limite de sua capacidade.
Não que adaptar o enredo de uma série de TV para texto fosse tão difícil; se fosse apenas texto, Yang Yi poderia publicar vários capítulos por dia sem problemas. Mas este romance precisava vir acompanhado de muitas ilustrações para ajudar os leitores a entender a história e as imagens dos personagens!
Desenhar as ilustrações consumia muito tempo! Duas atualizações por dia já eram suficientes para dar trabalho!
Além disso, Yang Yi não gostava de passar muito tempo desenhando ou escrevendo romances; ele também tinha sua vida, tinha Xixi, tinha música... e, claro, tinha aquela cafeteria que o estava deixando preocupado.
— Patrão, mais um mocha! — Pois é, mais um cliente estava chamando.
— Tudo bem, só um momento! — Yang Yi, resignado, teve seus pensamentos interrompidos e preparou rapidamente um café para levar.
Depois do início das aulas, a pequena cafeteria, antes anônima, começou a ficar movimentada. Mesmo que pela porta dos fundos viessem poucos estudantes, a enorme base de alunos da universidade era suficiente; com dezenas de pessoas por dia, já dava trabalho para Yang Yi!
E alguns clientes não iam embora depois de tomar o café; alguns vinham com amigos e ficavam horas conversando, enquanto outros usavam a cafeteria como sala de estudos, compravam um café e se escondiam num canto silencioso para ler e estudar, passando a manhã ou a tarde inteira ali.
Incomodados com o barulho da música da cafeteria? Não, eles mesmos colocavam fones de ouvido para escutar suas próprias músicas!
Yang Yi não se importava com essas pessoas ocupando espaço; ele não ligava se a cafeteria dava lucro ou não, então por que se preocupar com essas questões?
O problema era que, com mais clientes, seu tempo livre diminuía, e ele ficava tão ocupado que nem tinha tempo para divagar.
Yang Yi sentia falta dos dias em que só apareciam dois ou três clientes; como era bom, sem precisar se apressar para fazer café, sem precisar lavar copos, passando a maior parte do tempo sentado sozinho na loja, de olhos fechados, ouvindo música.
Agora, se Xixi não estivesse no jardim de infância, ele provavelmente não teria tempo para ficar com ela, não é?
Yang Yi levou o café, voltou para o balcão e sentou-se. Franzindo levemente a testa, pensou consigo: "Assim não dá, preciso dar um jeito!"
Que tal pendurar uma placa na porta dizendo que só aceita dois ou três clientes por dia? Mais que isso, não vende café.
Mas, pensando bem, ele não era tão famoso assim; que motivo teria para afastar as pessoas? Yang Yi achou essa ideia inadequada.
Que tal aumentar o preço? Vender o café mais caro, para desencorajar as pessoas?
Mas Yang Yi não queria se tornar um comerciante ganancioso que só serve para ricos!
Além disso, ele não queria afastar amantes da música como Lu Xiaoshu e Miao Chuan, que não podiam pagar por cafés caros; ele até já tinha considerado baixar os preços!
Essas ideias claramente não funcionavam.
De repente, Yang Yi lembrou-se de Yan Xiaopei, ou melhor, de sua floricultura. Essa mulher era muito esperta; contratava estudantes universitários para trabalhar meio período em sua loja, pagando salários bem mais baixos do que para funcionários em tempo integral.
Claro, Yang Yi não queria explorar os universitários nem contratar mão de obra barata, mas parecia que contratar um ou dois funcionários para sua loja era uma boa ideia!
"Posso pagar um salário mais alto, desde que o funcionário seja esforçado e competente; dinheiro não é problema", pensou Yang Yi.
Ele começou a imaginar a cena: alguém no balcão trabalhando para ele, enquanto ele, o patrão, relaxava sentado em algum canto, lendo jornal e ouvindo música, e quando quisesse um café, ia até o balcão preparar um.
Que maravilha, não?
...
Enquanto "Prison Break" era lançado, outro livro de Yang Yi também chegava silenciosamente às prateleiras das livrarias.
"Histórias para Dormir de Xixi", um nome ridículo dado por um pai que adorava pregar peças no filho; claramente, não tinha nenhum atrativo para os leitores.
Claro, a Editora Sahara havia feito alguma propaganda antes do lançamento, mas, como nunca tinha atuado no mercado de livros infantis, seus textos ainda seguiam o estilo adulto. Alguns fãs de Yang Yi sabiam da novidade, mas não tinham interesse em comprar livros para crianças.
Na verdade, quando a notícia de que Yang Yi havia escrito uma coletânea de contos de fadas se espalhou entre os fãs, muitos acharam que era boato, uma enganação!
"Brincadeira! Yang Yi escrever contos de fadas? Isso sim é que é um conto de fadas!", alguém zombou com ar de superioridade, e muitos concordaram.
Não era mentira; a impressão que Yang Yi passava aos leitores era bem parecida com sua própria imagem: um ex-soldado robusto, bom em artes marciais e letras, talvez frio e de poucas palavras, mas definitivamente não era um cara meloso que gostava de falar como criança.
Embora os temas de seus dois últimos livros estivessem começando a meio que "escurecer" sua imagem, ainda assim estavam muito distantes dos contos de fadas.
Assim, no primeiro dia de lançamento, "Histórias para Dormir de Xixi" foi um fracasso. Só graças às ilustrações coloridas, que chamaram a atenção de algumas crianças que pegaram o livro por acaso, é que algumas cópias foram vendidas.
No final do dia, a Editora Sahara contabilizou apenas alguns milhares de vendas em todo o país. Comparado com os recordes de "Espada Brilhante" e "Soldados de Assalto", este livro foi um fracasso retumbante!
Fu Jun levava muito a sério o projeto da coletânea de contos de fadas de Yang Yi. Antes do lançamento, ele, que também era pai, pegou um exemplar para mostrar ao filho.
O filho adorou!
Depois, a esposa dele leu junto com o filho e também gostou muito...
Mais tarde, o próprio Fu Jun leu e achou bem interessante. Por isso, ele tinha uma confiança inexplicável neste livro de Yang Yi, achando que poderia até criar um milagre — afinal, o público-alvo atravessava idades e gêneros!
No entanto, a realidade deu um tapa na cara dele.
— Ainda não avisaram o Yang Yi? — perguntou Fu Jun durante a reunião, ao Sr. Lu.
— Ainda não. Chefe, quer que eu ligue para ele agora? — O Sr. Lu entendeu errado.
— Não, não! Não contem a ele! — Fu Jun balançou a mão, dizendo. — Fui no site da Qiyue e vi que o novo livro dele, "Prison Break", está muito bom. Embora só tenha dois capítulos, já me deixou curioso, querendo saber por que o Michael quis roubar um banco e, depois de pegar o dinheiro, não fugiu logo, mas ficou enrolando até ser preso pela polícia!
— Acho que tem um significado mais profundo nisso — disse o Sr. Lu, que também tinha lido e já era um fã dedicado de Yang Yi.
Mas Fu Jun não queria falar sobre "Prison Break" com eles. Ele bateu na mesa e disse: — "Prison Break" está indo muito bem; no dia do lançamento, já ultrapassou "Yu Zui"! Isso porque a Qiyue fez uma boa propaganda!
— Nós também precisamos refletir: será que fizemos algo errado? Um livro de contos de fadas tão interessante do Yang Yi foi vendido como? O pior resultado da história da editora? — Fu Jun disse, frustrado.
Alguns gerentes de departamento mexeram os lábios, mas não ousaram dizer: na verdade, a editora já teve resultados piores... como a autobiografia que o próprio chefe escreveu com tanto orgulho, que mal vendeu alguns exemplares.
— Voltem todos e pensem bem no que está faltando. Vão ver como as outras editoras de livros infantis fazem propaganda e vendas! Dou uma semana de prazo; quero ver vendas, vendas! — Fu Jun gritou, balançando o punho.
— E na livraria online, também aumentem a propaganda deste livro. Acho que, vendendo pela internet, vai ter mais compradores...
Não precisava adivinhar; todo mundo já sabia quem era a nova empregada, ah, quer dizer, a nova atendente, não é?