Ao ser questionado sobre suas instruções, Yang Yi ficou entre o riso e o desespero, balançando a cabeça resignado para Mo Fei.
Mo Fei, com desconfiança, virou a carta que ele havia indicado, e as duas cartas, sem surpresa, formaram um par! Imediatamente, ela as recolheu com alegria e as colocou à sua frente, como se temesse que alguém as tomasse, explicando radiante para Xixi: "Viu, Xixi? Mamãe formou um par, estamos na frente!"
Vendo Mo Fei feliz como uma criança, Yang Yi não pôde deixar de sorrir, perdendo completamente a vontade de vencer a partida.
Enquanto Yang Yi e Mo Fei jogavam cartas, os garçons começaram a servir a comida aos poucos.
"Coloque aí, espera um pouco!" Mo Fei, com um monte de cartas na mão, apontou apressadamente para a mesa vazia ao lado.
Ela ainda não tinha se divertido o suficiente! Além disso, ainda ia jogar com Xixi e os outros... Como poderiam comer agora?
"Deixe aí, depois nós mesmos servimos." Yang Yi teve que se levantar e, com um aceno de desculpas ao garçom, disse.
...
Nesta rodada, a sorte de Mo Fei estava boa, e Yang Yi só virava cartas que não haviam sido viradas, deixando-a ganhar de propósito, então Mo Fei acabou vencendo!
"Xixi entendeu?" Depois de comemorar, Mo Fei, ainda com gosto de quero mais, olhou para a filha e perguntou.
"Entendi, mas, mas se essas cartas tivessem a irmã Elsa, a irmã Anna, e o Olaf, o Sininho, o Manny, o esquilinho..." A menina contou vários, e disse com pesar: "Se tivesse tantos que eu gosto, seria ainda melhor!"
Yang Yi riu ao lado: "Pode ser, depois o papai manda fazer um baralho só nosso."
Não só isso, Yang Yi pensou que, se as crianças gostassem desse jogo, ele poderia fazer cartas de palavras para Lan Xin aprender, cartas de poemas para Xixi recitar, ou cartas de objetos para o pequeno Tongtong aprender mais vocabulário...
Mas, por enquanto, Mo Fei não podia esperar por um novo baralho. Ela, com entusiasmo incomum, chamou Xixi para jogar uma partida primeiro: "Xixi, tenta primeiro, vê se a sua sorte é melhor que a da mamãe. Vamos jogar uma rodada e depois comer!"
"Tá bom!" Xixi não se importou, estufou o peito, apoiou os dois bracinhos na mesa e piscou os olhos com interesse.
O pequeno Tongtong já estava distraído com os pratos na mesa ao lado, olhando para eles com água na boca. Ele também olhava para a decoração do restaurante e os garçons de branco e preto que andavam com bandejas, como se tudo aquilo fosse mais interessante!
Yang Yi riu e ajudou Mo Fei e Xixi a embaralhar as cartas, colocando-as uma a uma viradas na mesa.
Claro, da outra vez ele só tinha trapaceado sem querer. Jogando com a família, Yang Yi não seria tão sem-vergonha a ponto de trapacear. Desta vez, como juiz, ele evitou deliberadamente memorizar as cartas, então a maioria delas ainda era desconhecida.
Havia exceções, como duas cartas que o pequeno Tongtong havia amassado nas bordas enquanto brincava. Não era muito óbvio, mas com a visão de Yang Yi, bastava um olhar para saber quais eram!
"Você e Xixi, quem começa?" Yang Yi perguntou sorrindo. "Que tal pedra, papel e tesoura? Quem ganhar vira primeiro."
"Boa!" Xixi respondeu com voz clara, escondendo os dois punhos atrás das costas, pronta para jogar com a mãe.
Mo Fei, como antes, deixou Xixi virar primeiro.
Esses pequenos detalhes não precisam ser detalhados. Nas primeiras rodadas, nem Mo Fei nem Xixi conseguiram virar cartas iguais. Xixi, por não estar familiarizada, virava uma carta e perguntava ao pai: "Papai, olha, olha, essa aqui serve?"
"Precisa de duas cartas iguais para pegar para você." Yang Yi explicava pacientemente. "Agora essas duas não servem, mas você não pode esconder. Tem que virar para todos verem o que saiu, e depois pode virar de volta."
"Tá bom..."
Mo Fei, vendo Yang Yi "puxar a brasa para a sardinha" da filha, fez uma careta discreta. Não pensem que ela estava com ciúmes. A confiante Mo Fei pensava consigo mesma, satisfeita: "Hum, deixa o papai ser o conselheiro, você acha que vai ganhar da mamãe? Que ingênuo!"
Chegou a vez de Mo Fei. Ela tinha sua "técnica secreta". Passou a mão sobre as cartas na mesa, mexendo os lábios, e murmurou mentalmente: "Ponto a ponto, escolho este, que é o Yang Yi, essa melancia grande..."
Mas desta vez, a sorte parecia ter abandonado Mo Fei. Pelo contrário, Xixi estava com muita sorte e foi a primeira a virar duas cartas iguais.
"Posso mesmo pegar?" Xixi sentiu uma sensação de realização, pegou as duas cartas com alegria, colocou-as à sua frente e olhou para o pai, ainda sem acreditar.
"Claro, coloca aí. No final, vamos contar quem ganhou mais cartas." Yang Yi disse sorrindo.
Mo Fei olhou para Xixi, ainda sem se importar muito, e se preparou para virar as cartas, pensando: "Tudo bem, a gente pode virar o jogo depois!"
Mas na rodada seguinte, Xixi novamente virou cartas iguais. E desta vez, não foi só sorte. Ao virar a primeira, ela hesitou, olhou para o pai e perguntou, como de costume: "Papai, papai, olha, parece que eu já vi esse monge grande!"
"Sim, pensa. Onde foi que você virou ele? Encontra!" Yang Yi olhou para Xixi com um sorriso, encorajando-a.
A memória de Xixi era inegável. A menina piscou os olhos, olhou para os lados, estendeu a mão e virou a carta que havia virado duas rodadas antes!
"Eba! É essa mesmo!" Xixi gritou de alegria, pegou as duas cartas e as apertou contra o peito com as duas mãozinhas.
O rosto da menina estava radiante com um sorriso contido — lábios franzidos, sem querer rir alto, mas com os cantos da boca levantados. As bochechas, ainda com um pouco de gordura infantil, se arredondaram com o sorriso, e a pele delicada ganhou um rubor encantador, combinando com os lábios rosados, como se estivesse usando batom, mas mais natural e brilhante! O mais bonito eram seus olhos e sobrancelhas: as sobrancelhas se erguiam com o sorriso, e os olhos grandes se fechavam em duas luas crescentes, brilhantes e adoráveis!
Quando o pai levantou o polegar para elogiá-la, ela desviou o olhar, envergonhada, e se alegrou em silêncio.
Mas enquanto uns se alegram, outros se preocupam! Xixi acumulava vitórias, enquanto Mo Fei ainda estava de mãos vazias. Ela começou a ficar ansiosa.
"Será que pergunto ao marido?" Mo Fei hesitou internamente, mas não queria trapacear na frente da filha, então continuou virando as cartas com determinação.
Na verdade, Xixi não era tão boa assim. A concentração da menina não era tão boa quanto a de um adulto. Ela só lembrava das cartas que havia virado, mas não prestava muita atenção nas que a mãe virava.
Mesmo assim, comparada a Mo Fei, a "técnica" de Xixi era muito superior. No final da partida, Xixi foi a primeira a conseguir nove pares de cartas, vencendo o jogo!
"Não... mais uma, tá? Só mais uma. A sorte da mamãe não estava boa agora." Mo Fei olhou incrédula para as míseras três cartas em sua mão, depois agarrou as que estavam na mesa, olhando para Xixi com olhos suplicantes.
Mas o pequeno Tongtong já estava babando pelos pratos de comida. Xixi, por outro lado, estava tão feliz com a vitória que nem sentia fome. Ela concordou com a mãe, confiante: "Tá bom! Vamos jogar de novo. Achei muito divertido!"
"E a comida?" Yang Yi perguntou, entre o riso e o desespero.
No começo, Yang Yi temia que Xixi, ao perder, fizesse birra. Mas quem diria... Mo Fei foi a primeira a começar com o "mais uma, tá?"
"Come depois. Rápido, ajuda a distribuir as cartas. Uma partida é rápida!" Mo Fei entregou as cartas a Yang Yi, apressando-o.
Pois é, parece que não pode levá-la a um cassino... Nem para passear.
Yang Yi anotou mentalmente em seu caderninho, resignado, embaralhou as cartas e as colocou viradas na mesa para Mo Fei e Xixi. Desta vez, para que pudessem almoçar cedo e não deixar as crianças com fome, ele prestou atenção e memorizou a posição de cada carta.