Capítulo 1079: Capítulo 1079: O pãozinho bajulador, o infeliz Baibai (2)

“Ha, ha, ha!”

Assim que Yang Yi e Xixi chegaram em casa com a Samoieda “Bai Bai”, Bao Zi veio correndo todo empolgado e começou a brincar com ela. Mas essa boba, sem nenhum recato, balançava o rabo, sacudia a cabeça, pulava para cima e para baixo, soltando latidos tão animados que parecia um jovem vendo sua amada pela primeira vez!

Mas não era culpa dos hormônios... porque Bao Zi e Bai Bai são ambas cadelas!

Será que Bao Zi também é fã? Talvez Bai Bai, linda como um anjo gigante, seja a ídola canina de Bao Zi?

Deixando a empolgação de Bao Zi de lado, Yang Yi viu que a chegada de Bai Bai não irritou a “moradora original” Bao Zi, e também que os gatos, Xiao Guai e os outros, no arranhador da sala lateral, estavam calmos, então ficou tranquilo.

“Comportem-se e brinquem com a Bao Zi! Nós vamos descansar.” Yang Yi sorriu, estendeu a mão e deu um tapinha em Bai Bai, que estava tonta com os pulos de Bao Zi, e disse, antes de levar Xixi para cima. A menina, na hora da soneca, já estava meio sem energia.

...

Os donos subiram, e o espaço enorme do primeiro andar virou o mundo só de Bao Zi e Bai Bai!

Claro, seria melhor se não houvesse aqueles três gatos atrapalhados por perto!

Por causa da recepção de Bao Zi, Bai Bai não mostrou muita desconfiança com o ambiente novo, mas não tão novo assim, da casa de Yang Yi. Quando eles subiram, Bai Bai se deitou, confortavelmente, no corredor em frente à escada.

Afinal, Bai Bai era bem maior que Bao Zi, fosse pelo pelo fofo ou não. Quando se deitava no chão, parecia um grande caminhão branco, bloqueando a frente de Bao Zi, que era como um pequeno carro esportivo delicado.

Bao Zi não tinha intenção de se deitar. Ela balançava o rabo animada, com tanta força que parecia que o traseiro também balançava!

E não ficava só correndo na frente de Bai Bai; como uma criança mimada, ora balançava o rabo na cara de Bai Bai, ora enfiava a cabeça por baixo, esfregando-se na cabeça grande de Bai Bai, como se enfiasse a cabeça debaixo do peito dela, e depois, colada nela, rolava no chão.

Isso não bastava: depois de rolar, pulava de novo, como se tivesse energia infinita, e ia, aos pulinhos, para um lado, deitando-se no chão para ver se Bai Bai a seguia.

Mas Bai Bai era um pouco reservada. Só virava a cabeça, “sorrindo” com a língua para fora, olhando para Bao Zi.

“Por que você não entende o que quero?” Bao Zi ficava desesperada. Repetia os mesmos movimentos: primeiro, se esfregava e bajulava, depois pulava até a porta, virava-se e olhava de lado para Bai Bai.

Como se achasse que sua intenção não estava clara o suficiente, Bao Zi empinava o traseiro, jogava a frente no chão, deitava-se, balançava a cabeça na direção da porta e olhava para Bai Bai.

Se os cães pudessem falar, a linguagem corporal de Bao Zi naquele momento seria: “Entendeu? Estou dizendo: sair, para brincar! Por favor!”

Bai Bai acabou se deixando convencer por Bao Zi. Levantou-se do chão e seguiu atrás dela.

A porta da vila estava fechada por Yang Yi. Mas Bao Zi e os três gatos nunca precisavam abri-la; para sair ou voltar para comer, usavam o buraco de cachorro que Yang Yi instalara especialmente para eles, na parte inferior da porta!

Olhando de fora da vila...

A porta, antes simples, de repente teve uma tampinha pintada da mesma cor da madeira levantada. Uma cabeça de cachorro coberta de pelos amarelos e curtos apareceu, olhou em volta, e então, com facilidade, enfiou metade do corpo pelo buraco, esticou as patas dianteiras e, com um impulso das traseiras, o corpo saiu.

Bao Zi, depois de sair, correu alguns passos, balançou o rabo e virou a cabeça para olhar, como se esperasse Bai Bai aparecer.

Não demorou, e uma cabeça branca começou a sair do buraco, meio desajeitada. Quando saiu, os pelos se espalharam, e deu para reconhecer que aquele novelo branco era a cabeça de Bai Bai!

Enfiar-se no buraco de cachorro era uma experiência nova para Bai Bai.

Mas Bai Bai olhou em volta, feliz, e continuou a se espremer para fora.

Só que aquele buraquinho parecia um grande desafio para o corpo enorme de Bai Bai!

Os pelos fofos já cobriam a portinhola do buraco, mas quando chegou na parte do corpo, mesmo com a compressão dos pelos, Bai Bai, já bem mais magra, ficou presa!

Bai Bai se esforçava para sair, e Bao Zi balançava o rabo na frente dela, soltando “iiii” e correndo de um lado para o outro, como se estivesse torcendo por ela.

Mas talvez realmente não desse! As duas patas dianteiras não conseguiam sair, e, por causa do esforço, uma parte delas ficou presa dentro do buraco!

“Crac...” Ouviu-se um estalo. A tampinha do buraco foi arrancada por Bai Bai, e, com o anel de borracha, ficou pendurada molemente em seu corpo.

Isso pareceu dar um pouco de esperança a Bao Zi e Bai Bai, porque Bai Bai conseguiu se espremer mais um pouco.

Mas o buraco na porta já não era grande, e no fim, Bai Bai continuava presa, sem conseguir sair.

E agora surgia um problema maior...

Bai Bai estava presa numa posição em que não conseguia avançar nem recuar. As patas traseiras escorregavam, e ela descobriu, para seu desespero, que não se mexia, de jeito nenhum!

“Uuuu...” Bai Bai ficou pasma, e gemeu pedindo ajuda a Bao Zi.

Que posição horrível!

As patas dianteiras presas sem tocar o chão, as traseiras escorregando, e a barriga apertada e desconfortável...

Vou morrer, vou morrer!

Bao Zi também corria de um lado para o outro, angustiada. Tentou morder a tampinha do buraco, como se achasse que puxando-a tiraria Bai Bai de lá, mas só mexeu a tampinha, e logo o anel de borracha se rompeu, e a tampinha caiu no chão.

Mas Bai Bai ainda não se mexia nem um pouco.

E agora?

Enquanto Bao Zi corria em círculos, desesperada, Bai Bai, presa no buraco há um tempo, fez uma expressão estranha. Depois, começou a se debater no chão, assustada, soltando “uuu”!

O que aconteceu?

Voltando alguns minutos atrás, quando viu Bao Zi levar Bai Bai para fora, Xiao Hui, que estava deitado no arranhador, de olhos semicerrados, cochilando, abriu os olhos.

Dormir o quê?

Com um dia tão bonito e ensolarado, vamos todos brincar lá fora!

Então Xiao Hui pulou do arranhador e sentou-se atrás do traseiro de Bai Bai, pronto para sair na fila.

Mas quem diria que Bai Bai ficaria presa...

Xiao Hui achou engraçado ver Bai Bai chutando as patas e balançando o rabo, sem saber o que fazer. Ficou ali, de cabeça erguida, olhando de um lado para o outro por um tempo.

Finalmente, Bai Bai se cansou de chutar e quis descansar. Foi quando Xiao Hui pulou, aproveitando que o rabo “grande” e fofo de Bai Bai também tinha parado, e deu um tapa bem forte nele!