Capítulo 1054: Capítulo 1054 Um, Dois, Três, Quatro, Cinco (3/3)

As flores do rabanete não podem ser consideradas impressionantemente bonitas, porque não têm as cores intensas e a forma imponente das peônias. Pelo contrário, não são nem imponentes nem intensas; lembram um pouco o mosquitinho, todas de um branco leitoso, até com um tom bem claro de amarelo, e os botões são muito delicados. Só quando se aglomeram em cachos é que conseguem mostrar um pouco de presença!

Mas para Xixi, o desabrochar delas é ainda mais alegre do que o das peônias, ou do que as pequenas flores amarelas do repolho que ela já tinha visto antes, e a deixa ainda mais encantada, a ponto de não querer largá-las.

Porque foi conquistado com esforço!

Quando Yang Yi trouxe o pequeno Tongtong para apreciá-las com ela, a menina, preocupada que o irmão fosse tão travesso quanto o Xiao Hui, estendeu a mão com cuidado para segurar o Tongtong, que estava no chão, e disse em tom de conselho: "Irmãozinho, você não pode tocar nessas flores! Só pode ficar olhando de longe..."

O pequeno Tongtong olhou para a irmã com confusão, erguendo a cabeça, e depois virou o corpo de lado para olhar as flores.

Para o pequeno, aquilo tudo não parecia ter nada de especial; o que a irmã estava dizendo?

Ao ouvir isso, Yang Yi sorriu levemente, mas não o impediu. Ficou apenas pensando um pouco e perguntou: "Xixi, o papai vai te fazer uma pergunta para ver se você consegue responder, ok?"

"Que pergunta é essa?" Xixi virou a cabeça, curiosa.

"Flor de rabanete, quantas pétalas tem uma flor?"

"Quantas pétalas?" Essa pergunta deixou Xixi confusa. Mas ela foi esperta: como não sabia, decidiu investigar no local. "Vou contar então."

No entanto, ao ver o grande cacho de flores de rabanete, a menina ficou em apuros: "Nossa, tem tantas... Um, dois, três, quatro..."

O pequeno Tongtong olhou para a irmã, piscando os olhos grandes. O pequeno já tinha aprendido alguns números, ensinados por Mo Fei quando ela o levava para passear no morro do pavilhão atrás da vila, segurando sua mão enquanto subiam os degraus e contando com ele, um a um.

Xixi realmente começou a contar um por um, mas logo se perdeu. Com tantas flores deslumbrantes, depois de contar um pouco, ela já tinha esquecido quais já havia contado.

"Ah, são muitas..." A menina murmurou, um pouco impaciente.

Yang Yi observou Xixi contar por um tempo, achando graça, e então disse: "Você está contando errado. Você precisa olhar aqui embaixo; só essa pequena parte é uma flor. Esse cacho grande é a junção de muitas flores pequenas."

"Puxa, papai, por que não disse antes?" Xixi percebeu que todo o raciocínio dela estava errado, mas depois de contar tantos números em vão, ela balançou o bumbum, um pouco contrariada, e reclamou do pai.

A menina agora era muito esperta; conseguia perceber essa brincadeira do pai.

Mas, depois de reclamar, Xixi ainda se interessou e começou a contar de novo: "Deixa eu ver de novo, um, dois, três, quatro... Mas parece que alguns não são quatro..."

Para identificar melhor, ela se aproximou curiosa, estendeu a mão para afastar um pouco as flores, e então virou a cabeça, radiante, para contar ao pai: "Ah, não, são quatro pétalas sim! Porque eu me enganei, pensei que esta tinha cinco pétalas, mas não tem! É que tem outra flor ao lado, e as pétalas dela eu confundi com as desta!"

A menina falou sem parar sobre sua descoberta e depois sorriu para o pai, esperando um elogio.

Mas o pequeno Tongtong puxou a mão da irmã e disse, com a boca: "Um, um!"

"Um o quê?" Xixi achou estranho.

O pequeno Tongtong ergueu a cabecinha, com uma expressão muito séria, e usou a mão direita livre para fazer não se sabe o que no ar, como se estivesse pressionando para baixo, com um ritmo bem marcado, e repetiu: "Um, dois, três, quatro, cinco..."

"Cinco!" Como se estivesse protestando que a irmã não tinha dito "cinco" antes, ele olhou para ela e repetiu "cinco" bem alto.

Talvez por serem de idades próximas, Xixi entendeu o que o irmão queria dizer. Ela deu uma risadinha e disse: "Não é assim, irmãozinho, não tem cinco. Eu e o papai estamos contando as pétalas das flores. Isso aí é uma parlenda que a mamãe te ensina."

"Eu também vou te ensinar!" A menina se animou e aumentou o tom: "Um, dois, três, quatro, cinco, subir a montanha pra caçar tigre. Não achando o tigre, acha um esquilinho!"

O pequeno Tongtong, ao ouvir a irmã recitar a parlenda, abriu um sorriso enorme, como se tivesse encontrado uma alma gêmea. Ele bateu palmas e, com a dicção ainda meio atrapalhada, repetiu: "Esquilinho..."

"É esquilinho!" Xixi se esforçava para corrigir.

...

O desabrochar do rabanete de Xixi era um grande acontecimento!

A menina não só admirava e registrava, como também não resistia em contar para todo mundo.

Ao meio-dia, depois do almoço e antes de dormir, Xixi usou o WeChat para ligar para a mãe, para o avô, para a tia-avó, e até para o avô materno, que estava longe, nos EUA, contando que o rabanete que ela plantou tinha florescido.

"Rabanete florescendo, então esse rabanete não pode mais ser comido! Ficou velho demais!" Do outro lado da tela, Mo Henian aparecia todo escuro, provavelmente porque o velho não tinha entendido como usar a câmera frontal do celular para focar no rosto, mas isso não o impediu de dar instruções a Xixi: "Peça ao Yang Yi, seu pai, para plantar as sementes da flor de novo, e em alguns meses você terá rabanetes para comer!"

"Sementes... comer rabanete, está bem!" A menina ouviu com atenção, segurando o celular e balançando a cabeça seriamente.

"Deixa pra lá, deixa pra lá. Falando com você, você pode não lembrar. Dá o celular para o seu pai, eu falo com ele!" Mo Henian claramente subestimou a memória da neta.

Mas Xixi, obediente, correu de volta e entregou o celular ao pai: "Papai, o vovô quer falar com você."

Em pouco tempo, Yang Yi, entre risos e lágrimas, explicou a Mo Henian que não estava plantando rabanete para Xixi comer, que era apenas um trabalho de ciências naturais da menina.

"Xixi, você não está dormindo a sesta a esta hora do meio-dia, e ainda sai para ver as flores de rabanete, além de incomodar o vovô! Você sabia que lá fora já é muito tarde?" Yang Yi, depois de desligar o celular, passou a mão nos cabelos da menina, entre irritado e divertido.

"Tudo bem, então posso ligar para a irmã Xiaowei, para a Xiaoyuer e para as outras? E também para Qiqi, Shiyun, Zhaoyu..." Xixi disse ao pai, sorrindo.

"Não, agora é meio-dia, você precisa tirar a sesta. Olha, o irmãozinho já está dormindo." Yang Yi simplesmente pegou a menina no colo e subiu as escadas, rindo. "Se você quer contar para os outros amigos, pode fazer isso à tarde ou amanhã na escola. Você pode tirar algumas fotos, o papai revela para você, e você leva para elas verem."

"Então, está bem..." Xixi inicialmente ficou um pouco desapontada, mas de repente achou a ideia do pai boa e concordou, radiante.

...

À tarde, enquanto Yang Yi estava ao telefone com Mo Fei, Xixi correu e disse que queria ir brincar na casa de Lan Xin.

"Pode ir, mas tome cuidado." Yang Yi concordou.

Normalmente, as duas meninas iam e vinham sozinhas; a vila era bastante segura.

Mas Yang Yi não esperava que, pouco depois, antes mesmo de terminar a ligação, ele visse o Baozi, que estava quietinho deitado na sala, abanar o rabo e sair correndo, todo animado.

"Kkkk! Xixi, onde estão as suas flores de rabanete?" A voz alta de Lan Xin ecoou de longe.