O campo de batalha estava em completo silêncio.
Os quatro Pokémon derrotados pelo Alakazam jaziam espalhados pelo chão, em um estado lastimável.
O Gengar, embora também estivesse sem forças para lutar, por ser mais forte, ter sido bem treinado por Qi Qin e ter lutado de forma mais astuta, sempre se esquivando, ainda estava relativamente intacto, apenas deitado exausto no chão, respirando ofegante.
Seu olhar já não tinha mais a astúcia e ferocidade de antes, substituídas por resignação e cansaço.
As cores em seu corpo também pareciam mais opacas, como se a batalha tivesse drenado toda a sua energia.
Já a situação do Banette, Spiritomb e Chandelure era preocupante.
A névoa negra que antes jorrava furiosamente do Banette agora quase desaparecera. Ele estava caído frouxamente no chão, como um boneco velho e descartado.
O brilho vermelho em seus olhos se apagara completamente, restando apenas órbitas vazias.
Seu corpo estava coberto de ferimentos da batalha: partes queimadas por ondas de choque psíquicas, partes amassadas por pedras.
Sua respiração era tão fraca que mal podia ser sentida, como se pudesse se apagar a qualquer momento.
O Spiritomb parecia uma pequena montanha desabada, caído pesadamente no chão.
Os símbolos misteriosos em seu corpo não brilhavam mais, tornando-se opacos e sem vida.
Seu corpo rochoso, antes incrivelmente duro, agora estava cheio de rachaduras, como se pudesse se despedaçar em muitos pedaços a qualquer instante.
Suas pernas não conseguiam mais se mover, e sua força vital era como uma vela ao vento, vacilante.
As chamas vermelho-escuras ao redor do Chandelure restavam apenas como pequenas labaredas tremeluzentes, prestes a se apagar.
Seu corpo também estava muito danificado; o refluxo de suas próprias chamas e os ataques de raios psíquicos o deixaram em frangalhos.
Ele jazia sem forças no chão, e o fogo antes tão intenso agora não conseguia lhe trazer nenhum calor.
Esses três Pokémon, que já haviam queimado suas vidas para evoluir e lutavam sem se poupar, foram os mais gravemente feridos.
Suas forças vitais estavam no limite, à beira da morte, como se uma brisa pudesse apagar a chama de suas vidas.
Sem os Blocos de Ressurreição, nem mesmo Wen Qi poderia salvá-los; seus destinos estavam cheios de incerteza e desespero.
Todo o campo de batalha exalava uma atmosfera de tristeza e desespero. Até Wen Qi se preocupava com o destino daqueles três Pokémon.
Qi Qin estava parado, atônito, naquele campo de batalha devastado, com o olhar cheio de desespero.
Ao ver seus Pokémon caídos no chão, sem qualquer capacidade de reação, seu coração parecia apertado por uma mão invisível e poderosa.
A mente de Qi Qin estava um turbilhão de confusão. Ele pensava: como cheguei a esse ponto?
O ataque surpresa meticulosamente planejado, que ele achava que não teria erro, nunca imaginou que o Alakazam fosse tão poderoso.
Agora, tudo estava destruído. Seus queridos Pokémon estavam tão feridos, e ele próprio estava encurralado.
Ele sentia um arrependimento e uma culpa imensos. Se tivesse sido mais cauteloso, se tivesse se preparado melhor, talvez o resultado não fosse esse.
Mas agora, dizer qualquer coisa era tarde demais. Ele precisava encontrar uma maneira de sobreviver, por si mesmo e pela missão da organização subterrânea.
Antes, ele planejara aquele ataque surpresa com toda a confiança, achando que, com seus Pokémon cuidadosamente controlados, teria sucesso.
Mas a realidade era cruel demais. Todos os seus planos ruíram diante do poder avassalador do Alakazam.
Ele se sentia como se tivesse caído em um abismo escuro e infinito, sem ver nenhum vislumbre de esperança.
Qi Qin sabia que seria muito difícil escapar agora. A sensação de desespero o inundava como uma maré.
Mas, afinal, ele era da organização subterrânea, já havia passado por muitas tempestades e seu interior não era tão frágil.
Ele rapidamente se acalmou e começou a pensar em uma última saída.
Seu olhar caiu sobre o Gengar, e uma emoção complexa surgiu em seu coração.
Gengar era seu Pokémon principal, sempre ao seu lado, lutando na linha de frente por ele.
Naqueles dias, eles haviam enfrentado inúmeras dificuldades juntos.
A astúcia e a coragem de Gengar, cada um de seus ataques e defesas, estavam gravadas na mente de Qi Qin.
Agora, embora Gengar não estivesse inconsciente, também não tinha mais forças para lutar.
Ao ver o estado debilitado de Gengar, o coração de Qi Qin se apertou.
Ele se aproximou de Gengar, agachou-se e acariciou suavemente sua cabeça.
Gengar se mexeu, como se sentisse o carinho de seu dono.
Os olhos de Qi Qin ficaram ligeiramente vermelhos. Ele sabia que, se não fosse realmente necessário, jamais abandonaria Gengar.
Mas a situação o pressionava. Qi Qin rangeu os dentes e decidiu ativar a bomba escondida dentro de Gengar.
Essa bomba era um explosivo potente que ele havia preparado especialmente para uma emergência.
Na época, ele enganou Gengar, dizendo que era um item especial que lhe daria um poder imenso em momentos críticos.
Gengar, que confiava cegamente em seu dono, engoliu-a sem hesitar, sem saber que era algo perigoso que poderia tirar sua vida a qualquer momento.
Qi Qin se levantou e tirou um pequeno dispositivo do bolso.
Aquele instrumento era usado especificamente para detonar a bomba. Suas mãos suavam e seu coração batia forte.
Ele sabia que, uma vez dado aquele passo, não haveria volta.
Em seguida, Qi Qin pegou uma poção de fúria.
Ele olhou para Gengar, com o coração dividido, mas, para ter sucesso, endureceu seu coração.
Ele deu a poção a Gengar. Após bebê-la, o corpo de Gengar imediatamente se encheu de poder, e o brilho em seus olhos se acendeu.
No entanto, ao receber a ordem de Qi Qin para atacar o Alakazam, Gengar hesitou um pouco.
Mas, por ser sempre leal, ele não vacilou e imediatamente correu em direção ao Alakazam.
Sua silhueta era como um relâmpago negro, carregada de determinação e coragem.
Qi Qin observava Gengar tensamente, com o coração cheio de culpa e impotência.
Ele sabia que aquela decisão poderia custar a vida de Gengar, mas não tinha outra escolha.
Ele pensou consigo mesmo:
"Desculpe, Gengar. Se houvesse outro jeito, eu nunca faria isso. Você esteve comigo por tanto tempo, passamos por tanta coisa juntos, eu realmente não queria te perder.
Mas agora, para sobreviver, para cumprir nossa missão, só posso sacrificar você. Espero que entenda."
Um lampejo de determinação passou pelos olhos de Qi Qin. Ele sabia que aquilo era uma aposta arriscada.
Se desse certo, talvez pudesse matar o oponente; se não, pelo menos feriria o Alakazam, impedindo-o de persegui-lo.
Mas se falhasse, não só perderia Gengar, como também poderia cair em uma situação ainda mais perigosa.
No entanto, ele não tinha mais volta; só lhe restava apostar.
Do lado de Wen Qi, ao ver que Gengar parecia ter bebido algo, ele franziu levemente a testa, mas logo a desfranziu.
Ele achava que, não importava o que o oponente fizesse, era apenas uma luta pela sobrevivência.
Por isso, não ordenou que Alakazam impedisse a ação de Gengar.
No entanto, o Alakazam ao lado estreitou ligeiramente os olhos, sentindo um mau presságio.
Ele percebeu que a aura de Gengar havia mudado; aquele poder repentinamente aumentado o deixou em alerta.
Mas Alakazam não agiu precipitadamente; apenas observou Gengar atentamente, pronto para reagir a qualquer perigo iminente.