Capítulo 315: Capítulo 315: Chorando de Tão Burro

Qi Qin permaneceu imóvel, com uma expressão grave, enquanto sua mente trabalhava em alta velocidade, ponderando sobre o que fazer a seguir.

Ele sabia, em seu íntimo, que primeiro precisava determinar se o Sableye havia escapado ou sido capturado — isso era crucial.

Se o Sableye tivesse escapado, Qi Qin não ficaria tão apavorado.

Afinal, se o Sableye conseguiu fugir, significava que a força do oponente, por mais forte que fosse, tinha limites, não ultrapassando o nível de Elite.

Nesse caso, ele ainda teria capacidade de lutar, poderia enfrentar o combate.

Ele poderia reajustar sua estratégia, usando seus outros Pokémon para manobrar contra o oponente, procurar brechas e contra-atacar no momento certo.

No entanto, Qi Qin não pôde deixar de se perguntar: se o Sableye tivesse escapado, por que não voltaria para encontrá-lo?

Será que havia ficado gravemente ferido e desmaiado? Ou havia algum outro motivo?

Inúmeras possibilidades passaram pela mente de Qi Qin num instante.

Talvez o Sableye tivesse se perdido durante a fuga?

Ou, ferido gravemente, estivesse se recuperando em algum lugar escondido, sem conseguir voltar a tempo?

Ou ainda, poderia ter encontrado outro Pokémon mais forte que o bloqueou?

Mas, se o Sableye nem sequer conseguisse escapar, o problema seria enorme.

Se um Sableye de nível Elite não conseguisse nem fugir, quão aterrorizante seria a força do oponente?

Qi Qin pensou em seu trunfo, o Gengar. Mesmo que o Gengar quisesse derrubar o Sableye, não conseguiria em menos de uma centena de turnos.

Além disso, se o Sableye estivesse realmente determinado a fugir, seria difícil para o Gengar detê-lo.

Portanto, a situação do Sableye era realmente o ponto mais crítico, determinando diretamente o próximo passo de Qi Qin.

A testa de Qi Qin franziu ainda mais, seus olhos revelando uma profunda preocupação.

Ele começou a recordar cuidadosamente os sinais do equipamento antes do Sableye desaparecer, tentando encontrar alguma pista.

Em sua mente, ele analisava constantemente várias possibilidades, pensando em como reagir se o Sableye tivesse sido capturado; e, se tivesse escapado, como rastreá-lo e se reorganizar.

Qi Qin sentia como se estivesse numa encruzilhada, onde cada escolha poderia trazer consequências totalmente diferentes.

Ele sabia que precisava agir com cautela, sem qualquer descuido ou negligência.

Naquele momento, Qi Qin estava cheio de tensão e inquietação, ansioso para determinar a situação do Sableye o mais rápido possível, a fim de tomar a decisão correta.

Qi Qin estava imerso numa profunda indecisão, sem conseguir se decidir por um momento.

Ele nunca imaginou que um jovem pudesse deixá-lo tão hesitante.

Naquele instante, parecia que duas vozes internas discutiam sem parar.

Por um lado, a sensação que o instigava a partir rapidamente se tornava cada vez mais forte.

Sua razão lhe dizia que aquele oponente parecia extremamente poderoso, e permanecer ali poderia trazer perigos ainda maiores.

No entanto, ele realmente não conseguia se desapegar do Sableye.

Afinal, era um Pokémon de nível Elite que ele havia treinado com tanto esforço. Ele só tinha dois Pokémon desse nível; perder um significaria um grande golpe em sua força e uma queda em sua posição na organização.

Além disso, ele havia se dedicado tanto, viajado de longe, gastando tempo e dinheiro.

Agora, não só não havia alcançado seu objetivo, como também havia perdido seu Pokémon principal. Se fosse embora assim, ele não se conformaria.

Ele se perguntava constantemente: será que realmente deveria desistir assim?

Seus olhos estavam cheios de conflito, as sobrancelhas franzidas num nó.

Ele andava de um lado para o outro, as mãos ora cerradas, ora abertas.

Recordava cada detalhe de como havia treinado o Sableye, todo o esforço e dedicação pareciam vívidos em sua memória.

Ele não se conformava em perdê-lo assim, mas ficar trazia riscos desconhecidos.

Essa indecisão o atormentava, como se uma pedra enorme pesasse sobre seu coração.

Ele não sabia como escolher, cada decisão poderia trazer consequências totalmente diferentes.

Parado ali, olhando na direção da fazenda, seu coração estava cheio de contradição e inquietação.

Por fim, Qi Qin ainda relutava em abandonar o Sableye e decidiu esperar mais um pouco, para ver se o Sableye havia escapado.

Ele calculava mentalmente: se, depois de meia hora, o Sableye ainda não tivesse voltado, então certamente estaria em apuros. Ele não poderia continuar se arriscando; a força do oponente era grande demais, e ele precisava partir o mais rápido possível.

Naquele momento, Qi Qin observava o tempo com tensão, cada minuto e segundo parecendo extraordinariamente longos, seu coração cheio de ansiedade e expectativa.

Do outro lado, Wen Qi estava sentado calmamente, já esperando por mais de dez minutos, sem qualquer movimento.

Ao lado, Zhang Long, Li Hu e Sun Zheng estavam cheios de dúvidas, sem entender por que Wen Qi ficava ali sentado, sem fazer nada, como se esperasse algo.

Embora estivessem curiosos, sabiam de seu lugar e não ousavam perguntar.

Wen Qi via o tempo passar, e também ficava um pouco intrigado.

Por que o oponente ainda não vinha?

Ele se virou para perguntar a Alakazam: "Aquele homem já foi embora?"

Alakazam sentiu a marca deixada anteriormente e logo respondeu a Wen Qi: "Não, aquela pessoa ainda está no mesmo lugar, não foi embora."

Ao ouvir a resposta de Alakazam, Wen Qi ficou confuso.

Ele não entendia o que o oponente estava esperando, por que não vinha?

Será que não percebeu que seu Sableye havia sido capturado?

Mas não era possível; a batalha anterior, embora breve, tinha feito um barulho considerável.

Com a força do Gengar do oponente, mesmo que não tivesse certeza absoluta, deveria ter sentido as ondas de energia do combate, não?

Infelizmente, Wen Qi não sabia que o oponente não havia descoberto pelo Gengar, mas sim por um localizador.

Quanto ao Gengar, ainda estava dormindo profundamente na sombra do oponente.

Wen Qi franziu a testa, pensando nas intenções do oponente.

Ele começou a reavaliar a situação atual, especulando sobre as possíveis ações do oponente.

Seus olhos mostravam um certo alerta, sem saber o que aconteceria a seguir.

Wen Qi decidiu continuar esperando, para ver qual seria o próximo movimento do oponente.

Ele se preparava secretamente, pronto para reagir a qualquer situação que surgisse.

Foi então que Wen Qi de repente pareceu se lembrar de algo e se sentiu um pouco tolo.

Por que diabos ele estava ali, esperando passivamente que o oponente viesse?

Se a batalha danificasse a fazenda, ele sairia perdendo.

Já que sabia que a força do oponente era inferior à sua, por que não ir diretamente atacá-lo?

Wen Qi se irritou com sua própria lentidão, quase se achando um idiota.

Depois de entender isso, Wen Qi imediatamente disse a Torterra e Scizor: "Vocês dois fiquem de olho nesses três, para que não se mexam."

Embora a lealdade dos três já merecesse a confiança de Wen Qi, para garantir, era mais seguro deixar Scizor e os outros vigiá-los.

Após dar as instruções, Wen Qi disse a Alakazam: "Já que ele não vem, vamos nós até ele."

Alakazam não disse nada; apenas num piscar de olhos, desapareceu da fazenda com Wen Qi, dirigindo-se rapidamente para onde Qi Qin estava.

Os olhos de Wen Qi estavam cheios de determinação e confiança; ele decidiu agir proativamente para resolver logo esse problema.

Ele sabia que apenas com uma ação decisiva poderia manter a iniciativa e evitar mais perdas.