Capítulo 619: Capítulo 619: Encontros Inesperados na Vida 5

Depois de muito insistir, o resultado final foi que Kolu ainda teve que ficar obedientemente no hotel, ou então, como Lu Yihan disse, voltar para de onde veio. Kolu ficou muito insatisfeita com isso, mas não teve escolha, já que Lu Yihan simplesmente não lhe deu o direito de recusar — eram só duas opções: ficar ou ir embora.

Tanto faz. Até parecia fazer sentido, mas Kolu achava que Lu Yihan era muito astuto, que a tinha na palma da mão. No entanto, pensando bem, não era ela mesma que queria ser controlada por ele? Caso contrário, com o temperamento dela, com certeza faria a vida de Lu Yihan um inferno.

Deixa pra lá. Ficar no hotel, tudo bem. Não era como se ela nunca tivesse sido uma caseira. Quando ficava entediada, pegava o celular para jogar. No meio de uma partida, bem no clímax, o celular tocou de repente, fazendo a tela travar. Ela olhou para a tela com raiva, querendo xingar quem ligou naquele momento crucial.

Mas não tinha coragem.

Kolu pensou em não atender, mas o toque não parava, como se não fosse parar até ela atender. Respirou fundo, preparou-se mentalmente, e com os dedos longos e finos deslizou rapidamente pela tela para atender. Antes mesmo de dizer "pai", a voz irritada do Sr. Ke já chegou aos seus ouvidos.

"Seu pestinha, acha que porque está no exterior ninguém pode te controlar? Mal eu virei as costas e você já fugiu de novo. Sei que está em Nova York. Te dou um dia para voltar para a escola imediatamente. Senão, corto sua mesada!"

"Pai, não fique com tanta raiva. Só vim passear por alguns dias. Quando me cansar, volto para a escola. E já te disse, quero voltar para estudar na China, mas você não quer de jeito nenhum. Não entendo o que tem de tão bom no exterior para te atrair."

"Pestinha, não me venha com histórias. Se ousar fazer mais besteiras por aí, acredita que vou cancelar todos os seus cartões bancários agora mesmo?"

Kolu franziu a testa. Se todos os cartões fossem cancelados, ela ficaria sem um centavo. Será que se usasse essa desculpa de novo com Lu Yihan, ele ainda acreditaria nela? Mal podia esperar para ver a reação dele. Enquanto pensava nisso, a voz furiosa do pai soou novamente.

"Você está me ouvindo ou não?"

Kolu sorriu levemente e disse com calma: "Pai, do meu jeito, sou alguém que precisa de disciplina. Você não deveria me deixar fazer o que quero. Então, para me punir, sugiro que cancele todos os meus cartões bancários agora mesmo."

O Sr. Ke achou que tinha ouvido errado e perguntou, confuso: "O que você disse?"

"Pai, cancele todos os cartões. Não vou sair de Nova York agora, vou ficar por um tempo."

"Seu..."

"Desobediente, ingrata, pestinha. Ah, já falei tudo por você. Pronto, pai, tenho coisas para fazer, não vou mais falar. Quanto aos cartões, cancele mesmo, senão eu não aprendo."

Assim que terminou, Kolu ainda enrolou o pai por mais alguns segundos e, enquanto ele estava atordoado, desligou rapidamente. Ficou olhando para o celular por um momento, hesitando entre desligá-lo ou não. Depois de pensar, decidiu desligá-lo e o colocou em um canto qualquer.

Lu Yihan só ficaria em Nova York por uma semana. Já era o segundo dia, o que significava que eles só teriam menos de seis dias juntos. E isso sem contar o tempo de trabalho dele. Se incluísse isso, o tempo que passariam juntos não passaria de um dia.

Kolu franziu a testa preocupada. Ficou sentada no sofá por uma hora, entediada e cansada, e então se levantou e foi para o quarto. Decidiu que era melhor dormir. Naquele momento, era uma garota desleixada: 24 horas por dia, só comia, dormia ou jogava. Perder tempo era exatamente o que ela fazia.

Quando a noite caiu, Kolu acordou. Abriu os olhos e estava tudo escuro. Demorou um pouco para se situar, até que, deitada na cama, esticou a mão para acender o abajur na mesa de cabeceira. A luz amarelada iluminou o quarto. Ela esfregou os olhos, bocejou, e então lembrou de procurar o celular.

Levantou-se, foi até a janela e viu as luzes brilhantes da cidade, que pareciam estrelas em um rio distante. Só então começou a procurar o celular.

Não estava no quarto, então só podia estar na sala. Encontrou-o e ligou-o devagar. Como esperado, assim que ligou, uma enxurrada de notificações apareceu, todas indicando chamadas perdidas. Ignorou as mensagens e olhou as horas: eram nove da noite.

Por que Lu Yihan não tinha ligado? Será que não se preocupava que ela morresse de fome? Homem sem coração.

Kolu sentou-se bufando, encontrou o número de Lu Yihan e ligou sem pensar. O telefone tocou muito até ser atendido, mas não era Lu Yihan, e sim o assistente Xiao.

"Mande o endereço de vocês. Vou aí agora."

"Não é uma boa ideia. O diretor Lu disse para você não vir."

"Por que não? Ele está com medo de eu causar problemas? Diga a ele que não vou causar nenhum, vou ficar quietinha. E por que estou ouvindo vozes de mulheres aí?" A audição de Kolu estava especialmente aguçada. Quando terminou, o assistente Xiao ficou em silêncio.

Kolu aproveitou a deixa e apressou: "Mande logo."

O assistente Xiao olhou para o diretor Lu, que estava sendo assediado por uma mulher e já parecia bêbado. Pensou um pouco e acabou enviando o endereço para Kolu. O local do jantar era um restaurante respeitável, mas quando Kolu chegou, viu uma mulher sexy e provocante sentada ao lado de Lu Yihan. Seus olhos imediatamente se encheram de ciúmes.

Antes que o assistente Xiao pudesse reagir, Kolu foi andando até Lu Yihan, segurou seu queixo, forçou sua cabeça para cima, se aproximou e gritou no ouvido dele: "Lu Yihan, acorde!"

Lu Yihan, meio tonto, olhou para a mulher que apareceu de repente e agia de forma grosseira. Com desgosto, empurrou-a e resmungou irritado: "Quem é você? Como ousa me tocar?"

"Eu..." Kolu beliscou a bochecha de Lu Yihan. A primeira sensação foi que era bem macia. Ele a afastou de novo, com um olhar afiado, e disse friamente: "Você não tem vergonha na cara?"

Kolu riu. Segurou o rosto de Lu Yihan com as duas mãos e disse, sorrindo: "Você está bêbado."

"Solta. Não estou bêbado!"

Kolu respirou fundo, irritada por ele ter a empurrado várias vezes. Quando ia falar, ouviu Lu Yihan dizer, indiferente: "Você não me larga, hein? Acha que só porque me pagou de volta, não me deve mais nada?"

"Do que você está falando?" Quando foi que ela pagou ele? Agora estava dura, sem dinheiro nenhum!

Kolu percebeu que Lu Yihan bêbado era muito infantil. Tirá-lo dali seria difícil. Melhor resolver primeiro a mulher que ainda estava ali. Como mulher, Kolu entendia perfeitamente o olhar de admiração e interesse que ela tinha por Lu Yihan. Mas ele era dela primeiro, então quem chega primeiro, leva.

Sem pensar duas vezes, Kolu colocou Lu Yihan na cadeira e se virou para a mulher, que a observava com olhos cobiçosos. Em um inglês fluente, disse calmamente: "Desculpe, ele é meu namorado."

A mulher não reagiu muito, apenas olhou para Lu Yihan com um pouco de pesar e disse a Kolu: "Seu namorado é muito bonito."

"Claro que é bonito." Afinal, era o homem que ela havia escolhido. Com um pequeno elogio, já dava para ver que Kolu estava se achando.

O assistente Xiao ficou em silêncio o tempo todo. Quando a americana saiu decepcionada, ele deu um polegar para Kolu: "Senhorita Ke, você é muito decidida e rápida."

"Por que ele bebeu tanto?" Kolu perguntou, olhando para Lu Yihan.

Na verdade, Lu Yihan não tinha bebido muito. Só que ele não aguentava álcool, por isso ficou assim. Não dava para culpar ninguém. O assistente Xiao não precisou explicar; Kolu já sabia o que tinha acontecido. Parece que os outros já tinham ido embora.

Ela teve sorte de ter ligado na hora certa. Senão, quem sabe Lu Yihan não teria perdido a virgindade naquela noite. Ela ia cobrar isso dele amanhã, quando ele acordasse.

"Primeiro, vamos levá-lo de volta." Com seu corpo pequeno, Kolu teria dificuldade para levar Lu Yihan, um homem alto e bêbado, de volta ao hotel. Felizmente, o assistente Xiao estava lá. Juntos, com muito esforço, conseguiram levá-lo.

De volta ao hotel, Kolu disse, ofegante, ao assistente Xiao, que também estava sem fôlego: "Pode ir. Estou aqui, pode confiar que vou cuidar bem dele."

O assistente Xiao hesitou, pensando: "É justamente por você estar aqui que é mais perigoso." Mas guardou isso para si. Olhou para o diretor Lu, jogado na cama, sem saber se deveria sentir pena ou comemorar.

"Vai, não confia em mim? Ah, está preocupado que eu faça algo com ele? Pode ficar tranquilo, vou cuidar bem do Lu Yihan, sem segundas intenções." Kolu disse com sinceridade, quase jurando.

O assistente Xiao sorriu e acenou com a cabeça. Antes de sair, deu mais uma olhada no homem adormecido na cama.

Kolu acenou para ele, apressando-o a ir, com um olhar impaciente, como se dissesse: "Vai logo, você só atrapalha nosso descanso. Quer dizer, o descanso do Lu Yihan."

Assim que o assistente Xiao saiu, Kolu mostrou sua verdadeira face. Agora, finalmente, podia fazer o que quisesse com Lu Yihan.