O número de jogadores na tela mudou novamente! Voltou a ser 【Pessoas】: 7, 【Fantasmas】: 4. Será coincidência? O coração de Chen Mo disparou um alerta imediato! Qin Xuan votou no número 5, por que exatamente o participante número 5 foi eliminado? Mesmo somando meu próprio voto, são apenas dois votos. Por que todos os outros escolheram o 5? Tudo isso é coincidência? Chen Mo não acreditava que houvesse tanta coincidência assim. A única possibilidade que conseguia imaginar era a de um sequestro de votos. Supondo que as pessoas não saibam quem são os fantasmas, mas os fantasmas conseguem identificar as pessoas, se todos os fantasmas votassem em uma única pessoa, essa pessoa não seria eliminada facilmente? Não, com quatro fantasmas, os votos deles não seriam suficientes. Entre doze pessoas, para obter a maior quantidade de votos, seria preciso pelo menos mais de seis votos, ou seja, duas pessoas votando errado. Essas duas pessoas seriam eu e Qin Xuan? Não, há outra possibilidade... A mente de Chen Mo trabalhava rapidamente. Havia ainda uma situação: alguém não votou dentro do prazo. O que aconteceria nesse caso? O jogo consideraria como voto em branco? Assim, não seriam necessários seis votos para ter a maior contagem. O número 5 também foi o número escolhido por Qin Xuan. Será que isso é mera coincidência? Qin Xuan afirmava ter um item amaldiçoado e salvou o participante número 12. A conclusão de 9 pessoas e 4 fantasmas foi a base para eu confiar nele. Mas, neste voto, ele errou! ------- Naquele momento, sob o céu avermelhado, de um beco escuro surgiu uma figura cambaleante e desorientada, que, ignorando os olhares surpresos dos transeuntes, soltou gritos roucos e desesperados. "Por que eu! Droga, por que votaram em mim!" "Eu não ofendi ninguém! Por que votaram em mim!" "O que eu fiz de errado para ser arrastado para algo assim!" "Por que querem que eu morra!" "Já que não me deixam viver, então que ninguém viva!" Então, como se estivesse louco, sem se importar com os olhares alheios, ele agarrou o celular com força, como se estivesse sufocando a garganta de um inimigo, e rugiu novamente: "Quero ativar minha habilidade! Ouviu? Quero ativar minha habilidade!" Seu comportamento alucinado chamou a atenção de muitos na rua, que o observaram de lado. "Louco." "Ficou maluco de tanto jogar, ainda fala em ativar habilidade." "Acha mesmo que é o protagonista, hahaha." "Rápido, filma isso, posta no círculo de amigos." A área era uma rua movimentada. Ao ouvir os gritos frenéticos do homem, algumas pessoas logo abriram aplicativos de câmera ou vídeo, apontando para ele, com expressões de curiosidade e desprezo. Durante todo o processo, ninguém olhou para o céu avermelhado acima, como se não vissem aquela cena bizarra. O homem segurava o celular, encarando a tela com raiva, onde vários pontos vermelhos se moviam sem parar. "É você mesmo. Azar o seu." "Mesmo que eu morra, vou levar alguém junto, seja pessoa ou fantasma!" Embora sentisse que algo estava estranho, ele não tinha tempo para pensar. De repente, seu corpo ficou rígido, e seu rosto se contorceu em dor e agonia. Abriu a boca, mas nenhum som saiu. No instante seguinte, linhas de sangue apareceram em seu pescoço e corpo, e então, como se desmoronasse, ele se partiu em dezenas de pedaços, membros e órgãos espalhados no chão. Em poucos segundos, o homem se transformou em uma pilha de restos mortais! "Aaaah—!" A cena era tão absurda quanto aterrorizante. A multidão soltou gritos de pavor extremo, recuando em pânico. Aqueles que filmavam com interesse agora tinham expressões de choque e incredulidade. Uma cabeça cortada pelo pescoço rolava no chão, exibindo um rosto de olhos arregalados. Sem qualquer força externa aparente, a cabeça se separara do corpo, assim como os braços e pernas, como se uma lâmina invisível tivesse despedaçado o homem! Esse era o resultado da eliminação por votação. Mas, em uma das mãos caídas no chão, havia um objeto manchado de sangue. Olhando de perto, parecia uma boneca humana esfarrapada. O sangue que a encharcava parecia formar um número... Boneco do Espírito Maligno, também um item amaldiçoado. Era algo que o homem havia obtido de uma esfera amarela, mas, por não confiar em ninguém, ele se escondera no beco com o boneco. Nunca imaginou que receberia tantos votos e se tornaria o primeiro eliminado do jogo. Antes de morrer, ele escreveu um número no boneco com seu próprio sangue. Aos poucos, o sangue foi absorvido pela figura. Após alguns segundos, o boneco na mão cortada se mexeu uma vez, depois outra, e finalmente desapareceu de forma misteriosa. O celular quebrado no chão emitiu um som, e a tela vermelha brilhou com uma mensagem. "A maldição do Boneco do Espírito Maligno foi ativada..." Os restos do homem desapareceram lentamente sob a luz vermelha. A multidão que recuara em pânico, como se tivesse a memória apagada, viu suas expressões de choque se dissiparem, e todos seguiram em frente calmamente, como se nada tivesse acontecido. -- "Que frio..." Sob o céu avermelhado, uma pessoa saiu de uma loja de conveniência e andou rapidamente de cabeça baixa, mas, após alguns passos, parou de repente. No meio da estrada à frente, alguém havia deixado uma boneca de palha esfarrapada. Ele olhou para o objeto no chão e, cauteloso, decidiu desviar. "Quem jogou isso aqui? Que coisa assustadora..." Murmurando, ele continuou andando. O mundo parecia normal, mas cheio de estranhezas. O céu escurecido, como se fosse o apocalipse, contrastava com os transeuntes que agiam normalmente, criando uma sensação bizarra. Além disso, as mensagens constantes no celular. As mensagens poderiam ser uma brincadeira, mas o efeito do céu vermelho... Dificilmente seria fácil de fazer, não? Isso o fez sentir que realmente havia sido arrastado para um evento surreal, além da lógica. Um pouco tenso, um pouco animado. "O poder especial já deve estar para aparecer, né?" Embora fosse estranho, a situação lembrava um pouco as histórias de transmigração que ele lia em romances online. Só faltava uma voz na mente. Mas a voz não veio. Em vez disso, ao enfiar a mão no bolso, ele sentiu algo. --- PS, agradeço a Li Mingchen, Cheng Xian de Rou Song Bing e Qun Qing zhi Guang yu Ying pelas doações, e a todos pelo apoio.