Claro, essa abordagem é muito arriscada. É possível que Ganya já esteja possuída por um fantasma, transformada em um espírito vingativo aterrorizante, ou que esteja sob o controle daquela entidade mais vasta e misteriosa. Seja qual for o caso, aproximar-se agora tem uma grande probabilidade de ser morto por essa coisa.
Fugir da Montanha Negra parece ser a melhor escolha, mas, sem resolver a raiz da história, já que não é possível deixar a ilha, fugir para qualquer lugar dá no mesmo.
O poder sobrenatural que aparece nesta história não é mais da magnitude de um único fantasma ou de um grupo deles, mas sim de uma entidade vasta, misteriosa e verdadeiramente indescritível. Aquela névoa negra, quase sólida, e os dois olhos vermelhos dentro dela, apenas um vislumbre fugaz já faz o sangue de uma pessoa parecer coagular, quase desencadeando diretamente os dois fantasmas dentro do corpo de Chen Mo.
Se aquela coisa também é um "fantasma", então a magnitude desse espírito já atingiu um nível inimaginável.
Nesse instante, Chen Mo também sentiu um pouco de confusão. A Rádio de Contos de Terror, que tipo de entidade é? E o mundo das histórias em que eles estão, que tipo de existência é? É um sonho ou outro espaço? Qual é o propósito da rádio? Nos arrastar para este mundo cheio de fantasmas e ainda nos dar um pouco de esperança de sobrevivência — é apenas por algum capricho de algo, ou há outro objetivo?
Além disso, pela interface da rádio, cada vez que uma missão é concluída, aparece um aviso como "5/10". Parece que, depois de passar por dez histórias, seria possível completar a missão final. Mas será que completar essa missão realmente nos livrará para sempre dessa existência bizarra que cria histórias de terror?
Tudo isso, na verdade, é uma incógnita.
Nesse momento, a luz da lanterna piscou novamente, ficando ainda mais fraca, como se a bateria estivesse prestes a acabar. A situação dos dois, por causa disso, tornou-se ainda mais perigosa.
No entanto, nesse instante, os dois já haviam atravessado a névoa densa e chegado ao centro do Lago Fantasma. Mas, surpreendentemente, no centro dessa névoa fantasmagórica escura, também não havia névoa. Ao redor deles, havia vastas pilhas de ossos. Sobre a pilha de ossos, o corpo de Ganya ainda flutuava no ar. Suas pupilas, antes completamente negras, estavam fechadas por algum motivo. De seu corpo, emanavam fios de energia fantasmagórica, conectando-se à massa de névoa negra que se agitava acima.
Para Ganya, tudo o que acontecia lá fora era imperceptível. Sua consciência primeiro se fundiu com a de outra pessoa, vendo tudo o que ela havia vivido. A sacerdotisa chamada Jiya tinha exatamente a mesma aparência que ela e era o objeto de sacrifício na última cerimônia entre os segundos colonos da ilha. Mas, após esse sacrifício, a intensa dor e o rancor de Jiya se transformaram em uma poderosa energia de ressentimento, finalmente rompendo o selo na Montanha Negra.
O que era reclusão? O que era imortalidade? Sob esse grande engano, o ritual de cem em cem anos, ciclo após ciclo, o rancor das sacerdotisas sacrificadas geração após geração — até Jiya, finalmente, tornou-se forte o suficiente para que aquela entidade misteriosa rompesse o selo na Montanha Negra. Mas o que se abriu não foi a porta para a imortalidade, e sim o Portal do Submundo.
Em um espaço escuro como um sonho, Ganya viu uma visão aterrorizante: uma vasta névoa cinzenta e turva movendo-se constantemente pelo chão. Onde quer que a névoa negra engolisse, toda a vida morria instantaneamente, e todos os edifícios envelheciam, apodreciam e desabavam rapidamente, tudo se transformando em nada.
O que mais chocou Ganya foi que a visão que ela via naquele momento não era na Ilha Fantasma, mas no mundo real. O que estava acontecendo?
Será que esse "sonho" atravessava tempo e espaço, permitindo-lhe ver não apenas o passado, mas também o futuro?
Será que não era apenas um "sonho", mas algo que podia, num instante, mostrar a realidade futura?
Sob esse enorme impacto emocional, sua consciência, confusa e prestes a afundar no vazio, de repente teve um momento de clareza e abriu os olhos brevemente.
Como se estivesse sonhando, ela estava flutuando na enorme caverna no fundo do Lago Fantasma, cercada por névoa fantasmagórica revolvida, com uma pilha de ossos sobrepostos sob seus pés. No entanto, diante de seus olhos, apareceu uma cena tão inacreditável quanto uma alucinação.
Ela viu, no fundo do Lago Fantasma, no centro da névoa, uma figura familiar.
Naquele instante, seu rosto pálido esboçou um sorriso. Aquela entidade misteriosa que governava este mundo de histórias realmente tinha a capacidade de ler mentes; caso contrário, como poderia mostrar essa alucinação? Antes que sua consciência se dissipasse no vazio, ela viu a imagem que mais desejava ver.
"Não é de admirar que aqueles ilhéus tenham sido enganados pelo seu truque."
Ganya pensou consigo mesma. Mas, mesmo que fosse uma alucinação vazia, ela ainda se sentia muito feliz. Com um sorriso vago, estendeu a mão.
Dai Minghan também não esperava que, naquele instante, Ganya abrisse os olhos. Não eram as pupilas negras de um espírito, mas os olhos que ele conhecia bem.
Eles mostravam surpresa, alegria e dúvida!
A mão que ele havia estendido era a mão fantasmagórica, porque em seu coração ele achava que Ganya já havia se transformado em um fantasma em grande parte. Mas, naquele momento, ao ver aqueles olhos familiares, a habilidade de transformação fantasmagórica rapidamente recuou de seu corpo, e ele segurou firmemente a mão que ela estendia.
"Ganya!"
Dai Minghan gritou alto. Naquele instante, a mão que ele segurava de repente ficou rígida.
Naquele momento, Ganya percebeu de repente que aquilo não era uma ilusão criada pela entidade misteriosa, mas algo real.
Naquele instante, suas lágrimas caíram incontrolavelmente, mas ela gritou com uma voz rouca: "Não se importe comigo! Vão embora, saiam daqui! Aquela coisa, ela está prestes a despertar!"
A razão pela qual ainda era possível usar itens amaldiçoados ou o poder de espíritos para enfrentá-la era porque, embora o Portal do Submundo já estivesse aberto, ela ainda não havia despertado completamente. Quando aquela entidade misteriosa e aterrorizante despertar totalmente, tudo se transformará em nada.
"E daí? Vamos juntos."
"Uh uh uh uh..."
As lágrimas de Ganya jorraram novamente, sem controle. Embora chorasse copiosamente, seu coração estava cheio de alegria infinita.
Depois que sua consciência se fundiu completamente com a da última sacerdotisa, ela entendeu por que havia entrado nesta história de nível de equipe como uma novata que nunca havia passado por uma missão oficial. Era porque, desde o início, ela havia recebido um significado especial da história.
----- PS: Segundo capítulo enviado, com muito carinho~