"Será que o que está pintado no mural é o ritual da imortalidade mencionado na estela?" O coração de Ganya estava cheio de perguntas. "Mas o que exatamente significa o conteúdo?"
Chen Mo moveu a tocha para que a luz iluminasse bem o mural. Na pintura, inúmeras figuras minúsculas, ao redor de um enorme círculo, faziam poses estranhas. O que aquele círculo representava?
Então, a única figura no centro do círculo, no meio daquele espaço vasto e vazio, parecia extremamente solitária, transmitindo uma sensação estranha.
A caverna escura e misteriosa, o mural gigantesco, tudo dava uma sensação de mistério. Ganya fixou o olhar nas imagens na parede de pedra. Na luz vacilante da tocha, aquelas figuras desenhadas com poucos traços pareciam ganhar vida. Ela esfregou os olhos e de repente percebeu que não era ilusão: aquelas figuras estavam realmente se movendo!
A luz tremeluzente, as figuras dançando na chama, formavam uma cena bizarra na pupila de Ganya, como se estivessem adorando ou suplicando de joelhos. O enorme círculo também tinha suas linhas se agitando. Embora fosse muito estranho, Ganya, curiosamente, não sentia medo. Seu olhar curioso percorria aquelas linhas em movimento, até pousar na figura do centro.
Naquele instante, Ganya de repente teve uma sensação extremamente estranha, um forte déjà vu! Como se, no fundo, houvesse um par de olhos a observando, e algo estivesse se aproximando por trás dela!
De repente, um vento frio, vindo não se sabe de onde, apagou a tocha, mergulhando tudo na escuridão. Na escuridão, o déjà vu de Ganya se intensificou. Aquela coisa atrás dela estava se aproximando cada vez mais!
Quem é! Quem está atrás!
Ela abriu a boca, querendo gritar, mas descobriu que não conseguia emitir som. Embora não pudesse ver, aquela coisa atrás dela se aproximava, até finalmente tocar seu corpo.
Uma sensação de frio a envolveu, mas na escuridão ao redor, de repente surgiram sombras de pessoas se movendo.
A visão embaçada foi se clareando. À esquerda e à direita, duas longas fileiras de figuras se estendiam ao longe, com rostos escondidos sob capuzes brancos e máscaras estranhas. Na escuridão infinita, permaneciam em silêncio, como uma serpente branca morta na escuridão.
Na escuridão não muito distante, também brilhavam pontos de luz. Em castiçais, inúmeras chamas pálidas tremeluziam, metade no ar, metade no chão, como dois lados de um espelho, extremamente estranhas.
O corpo ainda não conseguia se mover. Ganya desviou o olhar e descobriu que estava amarrada firmemente a uma estrutura de madeira. Sua roupa branca estava manchada de sangue. Não, aquilo não era ela mesma. Então, de quem era aquela perspectiva?
A estrutura de madeira era carregada por quatro pessoas, movendo-se lentamente para a frente da multidão. Ao redor, a multidão serpenteava. Não era possível ver os rostos sob as máscaras, mas sentia-se um fervor estranho. Eles não ousavam olhar para ela, temiam algo e esperavam algo, devotos e loucos!
A estrutura foi colocada no chão. A visão se moveu, e aqueles rostos mascarados desapareceram. No campo de visão, só se via escuridão. Mas não era uma escuridão pura. Para Ganya, parecia estar em um enorme espaço fechado, como uma... enorme caverna?
Que lugar é este?
Ela se debateu com força, mas, com sua força, era claro que era inútil. Em seguida, uma dor aguda de repente atingiu seu pulso, algo afiado o perfurou, pregando-o na estrutura de madeira.
A dor a fazia querer gritar, mas não conseguia emitir nenhum som. Aquela sensação estranha era como se sua garganta tivesse sido cortada. O coração de Ganya de repente foi tomado por um medo intenso. Onde estava? O que essas pessoas planejavam fazer com ela?
Depois do pulso direito, veio o esquerdo. A dor da perfuração veio novamente. Com a boca bem aberta, incapaz de emitir som, Ganya, de olhos arregalados, fitava a escuridão à sua frente.
Foi então que viu algo ainda mais aterrorizante. Dois rostos mascarados apareceram de repente em seu campo de visão. Essas duas pessoas não usavam máscaras, mas tinham os olhos vendados. Todos ali pareciam iguais, como se por algum tabu não pudessem ver o que estava por vir. Mas o que seguravam nas mãos fez Ganya estremecer.
Nas mãos esquerdas, cada um segurava uma longa haste de ferro; nas direitas, um martelo. Eles se aproximavam lentamente do rosto de Ganya, apontando as hastes para seus olhos.
Ela finalmente entendeu o que queriam fazer. O medo extremo a fez soltar um grito.
"Aaaaaaah—!"
Ganya abriu os olhos de repente, sentou-se no chão, ofegante como um peixe jogado na margem.
A luz da tocha tremia ao redor. Ainda estava na mesma caverna de antes, mas Chen Mo, Dai Minghan e Shiro a olhavam com expressões surpresas.
A tocha não havia se apagado. A cena ao redor ainda era a da caverna anterior. As sombras na escuridão, as máscaras terríveis, tudo havia desaparecido sem deixar vestígios.
Ilusão?
O que vira era apenas ilusão, não algo que tivesse acontecido com ela.
Ao pensar nisso, Ganya se acalmou um pouco, mas a sensação de terror ainda estava claramente gravada em seu corpo. Aqueles breves momentos pareciam ter sido realmente vividos por ela!
"O que aconteceu comigo?" Depois de se recompor, Ganya imediatamente olhou para os outros em busca de ajuda.
"Você estava olhando para este mural e, de repente, parecia não ser mais você mesma." Dai Minghan franziu a testa, com uma expressão preocupada. "Você parecia ter tido um pesadelo. O que aconteceu?"
"O que você viu?" Chen Mo também perguntou imediatamente.
"Parece que vi... um ritual!"
Então, Ganya descreveu em detalhes o que vira em seu "sonho". Mais do que um "sonho" ou "ilusão", parecia que sua consciência havia entrado em outro corpo...
Ou, em outras palavras, naqueles breves momentos, como se tivesse sido "possuída" por algo.
"Então, através da 'possessão', você viu algo que aconteceu no passado?" Ouvindo a descrição de Ganya, a expressão de Chen Mo foi ficando séria. "Descreva tudo o que viu e experimentou com cuidado, sem perder nenhum detalhe, porque pode ser a chave desta história."
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