A porta aberta revelava apenas escuridão total, sem qualquer claridade, mas também sem nenhum espectro saindo de dentro.
Ao ver Chen Mo abrir uma das portas com segurança, Li Yan também se aproximou de outra porta e a empurrou com cautela.
No entanto, do outro lado dessa segunda porta, havia igualmente um espaço escuro.
Ou seja, tanto dentro quanto fora, as duas portas vermelhas não tinham diferença alguma.
Onde estava a pista do labirinto?
Se havia algo suspeito naquele momento, era, claro, a garotinha parada diante de todos. Mas, mesmo que a pista estivesse com ela, quem ousaria tocar facilmente essa pequena Lolita que claramente era um fantasma?
Alguns minutos depois...
Vale a pena arriscar?
O olhar de Chen Mo, um tanto ansioso, caiu sobre uma das portas à sua frente.
Entre as duas portas, pelo menos uma deveria ser a verdadeira saída. A probabilidade era de cinquenta por cento.
Enquanto hesitava, um olhar distraído fez com que uma expressão de confusão surgisse em seu rosto.
Um espelho ao lado refletia sua imagem e o reflexo da porta vermelha. Por um instante, pareceu que algo se mexia, mas, ao olhar com mais atenção, não havia nada de anormal.
O que estava acontecendo?
Chen Mo não era uma pessoa descuidada. Naquele mundo sobrenatural, até o menor sinal de estranheza poderia se tornar uma ameaça mortal.
Sem saber por quê, o espaço escuro à sua frente de repente lhe transmitiu uma sensação intensa de perigo.
Quando estava prestes a fechar a porta novamente, um olhar de relance finalmente revelou a anormalidade.
A escuridão dentro do quarto, quase sólida, começou a escorrer lentamente pela porta, como água se espalhando pelo chão, formando uma garra negra que, sem que ele percebesse, agarrava seu pé esquerdo.
Que perigo!
O coração de Chen Mo disparou. Finalmente entendeu o que estava errado. A sombra que vira no espelho, que pensara ser apenas sua própria silhueta projetada pela luz, mas ele não havia se movido, e no entanto a "sombra" se deslocava pelo chão.
Não.
O espaço escuro dentro da porta não era a saída!
De repente, uma força estranha o puxou, arrastando-o para dentro da porta.
Quem diria... fui descuidado...
No instante em que esse pensamento passou por sua mente, uma força enorme o agarrou pela cintura. Ao virar a cabeça, viu o corpulento Zhang, como uma montanha, segurando-o firmemente, como um peso de mil quilos.
Sem tempo para se debater, Chen Mo gritou para Zhang: "Cuidado com a sombra no chão!"
"O quê?" Zhang hesitou, e então notou que uma área escura, semelhante a uma sombra, se contorcia em sua direção.
"Que coisa é essa? Esse fantasma é do Naruto?" Zhang exclamou, sem saber se deveria soltar Chen Mo.
O que fazer?
Sentindo a força sobrenatural que o puxava cada vez mais para dentro da porta, o coração de Chen Mo afundou.
Até aquele momento, ainda não tinha a menor ideia.
A porta se abriu e desencadeou um ataque sobrenatural. Todos os sinais indicavam que a pista de fuga do labirinto de espelhos já havia sido dada, mas eles ainda não a haviam descoberto.
Quais eram as pistas até agora?
A bola rolando, a pequena Lolita fantasma perseguindo a bola, a porta vermelha bloqueando a bola.
Em sua mente, cada detalhe se repetia.
A Lolita fantasma perseguia a bola vermelha, e a bola vermelha os levara até a porta vermelha. Naquele momento, a porta estava fechada, então a bola parou diante dela.
E se a bola não tivesse sido bloqueada?
Ela teria entrado pela porta.
E quando a bola entrasse pela porta...
Eu entendi! Chen Mo gritou mentalmente.
A bola, a garota, a porta, tudo eram pistas. Mas o espaço dentro da porta não era para os participantes entrarem.
Era para o fantasma entrar!
Então, o método para passar pelo labirinto de espelhos era...
No momento em que Chen Mo chegou a essa conclusão, uma mão surgiu ao lado e pegou a bola do chão...
Tum!
A bola vermelha foi jogada com força para dentro da porta!
Era Li Yan!
Tum! Tum! Tum!
A bola vermelha quicava no espaço escuro. Ao mesmo tempo, uma risada de menina ecoou atrás deles.
"Bolinha, chuta no ar, vinte e um de flor no chão, dois, cinco, seis, dois, cinco, sete, dois, oito, dois, nove, trinta e um..."
Um clarão branco passou. A misteriosa Lolita fantasma, como esperado, perseguiu a bola para dentro da porta escura. Quando sua figura desapareceu completamente no espaço, a porta vermelha se fechou sozinha com um estrondo.
Com o fechamento da porta, a sombra distorcida no chão recuou rapidamente para dentro dela, e a pressão estranha e o frio penetrante ao redor também desapareceram.
Ao mesmo tempo, a outra porta vermelha, como uma ilusão, gradualmente se desvaneceu.
"Então a Lolita fantasma era realmente a fonte do poder sobrenatural no labirinto. A bola vermelha e a porta vermelha talvez fossem suas memórias residuais."
"Só que essas memórias, que deveriam ser doces, se transformaram em pesadelos distorcidos nesta história de terror!"
"Vamos. Desta vez, vamos ver o que a porta nos mostrará."
Como se já soubesse o que veria, Li Yan, ao lado da porta, a abriu novamente.
Dentro da porta vermelha, não havia mais o espaço escuro e assustador, mas sim um quarto infantil aconchegante, com uma cama bonita, brinquedos variados e uma garotinha adorável.
"Bolinha, chuta no ar, vinte e um de flor no chão, dois, cinco, seis, dois, cinco, sete, dois, oito, dois, nove, trinta e um..."
A voz infantil soava enquanto a bola vermelha quicava alegremente. Mas, de repente, um rugido violento vindo do quarto ao lado interrompeu a cena acolhedora.
Discussões, pancadas, como uma tempestade que se abatia. A garotinha tapava os ouvidos, encolhida num canto do quarto, os olhos fixos na bola vermelha, como se ela fosse um refúgio da realidade.
A porta se abriu com violência. A mãe puxou a garotinha pelo braço, enquanto a outra mão segurava uma mala.
"Vamos embora!"
"Lembre-se, não chame aquele homem de pai! Você não tem pai!"
A garotinha olhou com pena para a bola vermelha caída no canto, como uma ovelha indefesa. Ao longe, ouvia-se o rugido furioso de um homem.
A bola vermelha rolou até os pés de Chen Mo. A cena à sua frente começou a se desfazer como cascas de parede, o quarto desapareceu, e a imagem voltou ao parque de diversões.
Anoitecera. O parque já havia fechado os portões, vazio e silencioso, sem um único visitante. Mas no balanço pendurado, havia uma pequena figura.
A garotinha estava sentada nele, balançando lentamente, rangendo.
Ninguém a queria mais.
Primeiro perdeu o pai, depois a mãe também desapareceu.
Dos olhos vermelhos da garotinha, uma lágrima cristalina caiu.
"Mamãe, vou ser boazinha, não vou mais fazer travessuras, nem vou pedir brinquedos..."
"Mamãe, estou com tanto medo, por que você ainda não veio me buscar?"
Ping, ping, as lágrimas aumentavam, como pérolas de um colar partido, molhando seu lindo vestido branco.
Naquele momento, um feixe de lanterna iluminou o rosto assustado da garotinha.
"O que houve, mocinha?"
"Onde estão seus pais?"
A luz forte da lanterna a impedia de ver o rosto da pessoa, mas Chen Mo e Li Yan podiam ver que ele usava o uniforme de um vigia noturno do parque.