Será que esse misterioso 13º andar não pode ser alcançado pelas escadas? Pensando assim, Chen Mo desviou o olhar para o elevador ao lado. Com um "ding", o elevador de hóspedes, como se fosse操控ado por uma mão invisível, parou de forma igualmente sinistra naquele andar. "Isso é para me matar de vez?", Chen Mo olhou sem graça para as portas do elevador que se abriram. Hesitou por alguns segundos, mas as portas continuaram abertas, como se esperassem que ele entrasse. A luz branca e brilhante iluminava o corredor escuro. Chen Mo suspirou e, no fim, só pôde dar passos resignados em direção ao elevador. Enquanto isso, tum-tum-tum, tum-tum-tum... O gordo do quarto 612 ouviu de repente uma batida na porta. Bateram três vezes, pararam um pouco, bateram mais três vezes, e depois tudo ficou em silêncio. Mas assim que o gordo ouviu aquele som, foi como se tivesse pisado no rabo de um gato: todos os pelos do corpo se arrepiaram. "Pô, chegou, né? Seu bobinho, será que seu tio Gordo vai ficar com medo? ...Puts, tô meio com medo sim..." "Puf puf puf, o ruim não pega, o bom é que pega!" O gordo soprou na palma da mão, esfregou as mãos e puxou a porta. O corredor lá fora estava silencioso. Ele olhou para os lados, mas não viu ninguém. "Esse tal de Chen Mo, não sei o que está fazendo..." Olhando de relance para a porta igualmente fechada do quarto 602, o gordo resmungou, enfiou a mão no bolso e tocou no papel vermelho. A tarefa escrita nele dizia que, depois de ouvir a batida na porta, ele deveria ir ao restaurante do 12º andar para participar de uma festa à meia-noite. Festa à meia-noite... no 12º andar. Por mais que tentasse se manter calmo, a testa do gordo ainda suava em gotas finas. Ele não era uma pessoa corajosa, mas depois de passar por essas situações várias vezes, tinha desenvolvido uma certa ousadia. Naquele momento, entre dentes cerrados e resmungos, ele se dirigiu para as escadas. Elevador, ele nunca pegaria; na vida inteira não pegaria... Quem nunca comeu porco, já viu como se mata um. O gordo não era tão bobo assim. "Olá, senhor, para qual andar?" Num lampejo, o gordo percebeu de repente que um garçom uniformizado estava parado ao lado do painel do elevador, perguntando educadamente. "Décimo segundo, rápido." Mal o gordo abriu a boca, percebeu que algo estava errado. Ele estava indo para as escadas, como é que de repente voltou para a porta do elevador? E de onde tinha surgido aquele garçom? Seria alucinação? O gordo esfregou os olhos com força, e os pelos do corpo se arrepiaram de novo. Nas tarefas, qualquer detalhe estranho podia esconder perigo, ainda mais um garçom que aparecia misteriosamente à meia-noite. Mas antes que ele pudesse reagir, já estava dentro do elevador, e o garçom, sorrindo, apertou o botão de fechar a porta. "Não... espera aí, não vou de elevador! Me deixa sair!" O gordo gritou, mas já era tarde. No sorriso sinistro do garçom, as portas do elevador se fecharam lentamente. O gordo virou a cabeça e, de repente, viu no reflexo do espelho atrás dele um rosto aterrorizante — metade caveira, metade carne ensanguentada! Mãe do céu, é um fantasma! O gordo abriu a boca como um peixe encalhado, mas o grito não saiu. Com as portas fechadas, os números vermelhos no visor começaram a subir sem parar. Fudeu, fudeu. O cérebro do gordo explodiu num zumbido. Será que ele ia ser morto por aquele demônio no elevador? Mas o elevador só funcionou suavemente por um tempo, depois começou a desacelerar, e os números vermelhos pararam no 12º andar. Com um "ding", as portas se abriram, e lá fora ouvia-se o barulho de vozes. O gordo ficou atordoado. Vários garçons com bandejas passaram sorrindo na frente dele. No restaurante à frente, havia luzes coloridas e velas, e muitos convidados circulavam por lá. "Caramba, tem festa mesmo?" O gordo ficou pasmo. Ele esperava ver uma cena sangrenta e horrível, mas o hotel realmente estava realizando uma festa à meia-noite naquela noite. Só que, talvez por causa das regras do evento, todos os convidados usavam máscaras diferentes, impossível distinguir quem era quem. "Convidado, por favor, escolha a identidade que vai interpretar esta noite." Na entrada do restaurante, um garçom parou o gordo. Ao lado dele, numa caixa de adereços, havia todo tipo de máscara. Será que o jogo da meia-noite era usar a máscara certa para que os fantasmas infiltrados entre os convidados não o descobrissem? O gordo pensou, mas como ele poderia fazer com que os espíritos não identificassem sua identidade? Vendo a expressão de pressa no rosto do garçom na porta, o gordo não ousou demorar mais. Hesitou, pegou uma máscara aleatoriamente e a colocou no rosto. Olhou-se no espelho ao lado, e a superfície lisa refletiu a imagem de um gordo sorrindo de orelha a orelha. O gordo entrou no salão da festa. O que o deixou um pouco mais tranquilo foi que, apesar de ser um jantar à luz de velas, ainda havia muitos convidados ao redor. Estar no meio da multidão sempre trazia uma sensação de segurança. A tarefa no papel só pedia que ele participasse da festa à meia-noite, sem especificar até quando ficar. Será que, se ele só enrolasse por alguns minutos, poderia ir embora? Até agora, não havia nada de anormal na festa, mas lembrar da cara de fantasma que viu no elevador ainda fazia o coração do gordo disparar de medo. Aquele garçom era, sem dúvida, um fantasma. Então, quantos fantasmas estariam misturados na festa? O cheiro de comida entrava pelo nariz. Os convidados ao redor conversavam e riam, pegando pratos deliciosos das bandejas: pato assado fumegante, leitão cheiroso, e o aroma de bolo e creme no ar. O gordo não conseguia evitar de engolir saliva. Resistir àquela tentação era difícil demais para ele. Até a barriga soltou um "glu-glu" inoportuno. Não aguento mais, não dá. Comer um pouquinho não deve fazer mal, né? Um homem de máscara estava sentado ao lado do gordo, devorando uma coxa de frango gordurosa. A cena de comer com tanto apetite fez o gordo engolir saliva várias vezes. Não sabia por quê, mas aquela comida parecia ter uma atração especial sobre ele, fazendo-o estender a mão sem querer... Mas foi nesse momento que, sem querer, o olhar do gordo caiu sobre os garfos e facas na mesa. Na superfície de aço inoxidável, refletia-se a imagem do homem ao lado devorando a comida. Mas aquilo não era coxa de frango nenhuma! O que o homem segurava era claramente uma mão humana ensanguentada, e ele a roía, com a boca cheia de sangue, fazendo barulhos de ossos estalando. O couro cabeludo do gordo explodiu num zumbido. Ele tropeçou e quase caiu no chão. -- P.S.: Meu filho está doente, estou cuidando dele. Primeiro, envio o capítulo que já estava escrito. O segundo capítulo deve sair só à noite, desculpem. E peço votos de recomendação e mensalidades, obrigado a todos.