Capítulo 242: Capítulo 242 Segunda Investigação

Já que Lin Yang estava determinado a investigar novamente o pátio da Velha Feng, Chen Nian, embora extremamente relutante, só pôde concordar a contragosto: "Então... quando partimos?"

"Espera mais um pouco." Lin Yang olhou para o céu lá fora, que naquele momento estava no crepúsculo, com fumaça de cozinha saindo dos telhados de várias casas. "Vamos esperar até escurecer."

"Desta vez, temos que ter cuidado para não alertar a Velha Feng."

Conforme a voz de Lin Yang cessou, uma atmosfera sombria e inexplicável começou a se espalhar silenciosamente entre eles. Chen Nian ergueu a cabeça, olhou para o céu que escurecia lentamente lá fora, e suspirou em pensamento.

Antes, quando trabalhava como segurança em uma boate, achava a vida monótona e sem graça, invejava os homens e mulheres na vida noturna e reclamava do seu destino comum. Agora, pensava ele, o que há de errado com um destino comum? Pelo menos é melhor do que viver aqui com o coração na mão, cheio de suspeitas e medos.

Se ele não tivesse se envolvido no incidente do camarote 202, se não tivesse agido por impulso para ser um herói, tentando ajudar aquela garçonete assediada por um cliente, não teria se metido na confusão. Assim, não teria ferido alguém acidentalmente, fugido apressadamente, caído em um estranho evento sobrenatural e, no final, sido selecionado por essa tal Rádio de Contos Estranhos para ser um dos ouvintes do quarto grupo de programa.

"Você quer ser um covarde a vida toda, ou um herói por alguns minutos?" Essa frase, para o Chen Nian do passado, parecia特别热血 e empolgante. Agora, lembrando, ele percebe que sua ação foi a de um tolo confuso. Quem sabe se aquela garçonete estava realmente sendo assediada ou apenas fingindo resistir? Ele agiu por impulso, com a cabeça quente, e acabou se jogando nesse mundo estranho.

"Chen Nian? Chen Nian?" A voz de Lin Yang trouxe Chen Nian de volta das lembranças. É verdade, arrepender-se não adianta nada. Agora, a única coisa que ele deveria considerar é como completar a tarefa atual e escapar desse mundo sobrenatural de volta à realidade.

Verificando os talismãs de exorcismo e uma faca afiada que carregava, Chen Nian se levantou e saiu com Lin Yang. A vila não tinha eletricidade, e os moradores, para economizar velas e óleo de lamparina, iam cedo para a cama. A vasta vila tinha apenas algumas lanternas espalhadas, emitindo pontos de luz vermelha no vale.

Lin Yang e Chen Nian, familiarizados com o caminho, encontraram o pátio abandonado da Velha Feng. O portão ainda estava entreaberto. Naquela vila isolada, as pessoas pareciam ter o hábito de não trancar as portas à noite. Lembrando-se da última vez que a Velha Feng apareceu misteriosamente atrás deles, Lin Yang não ousou entrar facilmente no pátio. Em vez disso, contornou o muro de terra e foi para os fundos da casa, onde havia uma janela de madeira coberta com papel de arroz, conforme os costumes antigos. Lin Yang umedeceu o dedo com saliva, fez um pequeno furo no papel com cuidado e espiou para dentro com os olhos semicerrados.

O cômodo lá dentro deveria ser a sala principal da casa da Velha Feng. Embora não houvesse luz acesa, ainda era possível ver vagamente uma mesa e três bancos, uma mobília simples. Lin Yang moveu os olhos suavemente, mas levou um susto com uma sombra escura a pouca distância. Olhando mais de perto, viu uma figura parada em frente à mesa quadrada, imóvel, sem saber o que fazia.

Aquela figura, quem mais poderia ser senão a Velha Feng!

A noite já estava avançada, mas a Velha Feng não tinha ido descansar. Além disso, ela claramente não estava dormindo, mas deliberadamente não acendia luz, ficando parada em frente à mesa no escuro. Essa situação era claramente suspeita. Lin Yang, surpreso, prendeu a respiração e observou com mais atenção.

Na escuridão, a Velha Feng estava de frente para a mesa, com as mãos postas, como se estivesse orando ou murmurando algo para si mesma. Embora Lin Yang estivesse muito curioso, não conseguia ouvir o que ela murmurava por causa da distância. Ele só pensava: será que essa Velha Feng também tem problemas? Será que ela está recitando algum tipo de feitiço?

Depois de observar por um bom tempo, Lin Yang não conseguiu entender nada. Quando sentiu as pernas dormentes e quis se levantar para descansar, "toc-toc-toc, toc-toc-toc", um som sutil de repente veio de dentro da casa. Lin Yang estremeceu, apressou-se a espiar novamente pelo buraco e, com a pouca luz, viu algo na mesa quadrada tremendo sem parar.

A figura da Velha Feng balançou, parecendo também muito surpresa, e tentou apressadamente segurar a mesa que tremia. Nesse momento, "crack", algo que estava sobre a mesa se partiu de repente, caiu no chão e fez um som seco.

Não era... a foto com moldura preta e fundo branco que eles tinham visto da última vez?

Depois que o porta-retratos quebrado caiu no chão, a Velha Feng ficou paralisada por um momento, em pé imóvel. Só então se abaixou para pegar o objeto, colocou-o de volta na mesa, suspirou profundamente e disse "Eu entendi". Depois, foi até a frente e abriu a porta.

Chen Nian também viu a cena por outro buraco e lançou um olhar confuso para Lin Yang: "O que ela vai fazer?"

Lin Yang balançou a cabeça, indicando que não sabia, mas logo disse: "Vamos segui-la para ver!"

O comportamento misterioso da Velha Feng naquela noite talvez escondesse pistas importantes.

Os dois se abaixaram, contornaram o muro de volta para a frente e ouviram sons de movimento dentro do pátio, claramente a Velha Feng fazendo algo. Lin Yang, impaciente, fez sinal para Chen Nian ajudar. Eles subiram silenciosamente em uma árvore grande ao lado e, escondidos pela copa, olharam por cima do muro para dentro do pátio. Lá estava a Velha Feng novamente, mas agora ela segurava uma faca afiada e brilhante.

Naquele instante, o coração de Lin Yang pareceu pular uma batida. Durante o dia, a Velha Feng parecia apenas uma velha sem forças, meio louca, mas agora segurava uma faca. O que ela pretendia fazer?!

Enquanto pensava confuso, viu a Velha Feng ir para um lado, enfiar a mão em um galinheiro escuro. De dentro veio um barulho estranho, e quando ela tirou a mão, segurava um frango meio crescido.

Então, aquele era um galinheiro. A Velha Feng pegou a faca, seria só para matar o frango?

Depois de uma decepção, Lin Yang de repente sentiu que algo estava errado. Se fosse para cozinhar, por que matar o frango no meio da noite, no escuro, sem nenhuma luz? Além disso, o frango que a Velha Feng segurava era claramente um frango meio crescido, que mesmo morto não daria muita carne. Mais estranho ainda, o frango, quando tirado do galinheiro, não resistia nem gritava, apenas tremia, como se estivesse com medo de algo.

Isso também fez Lin Yang lembrar da primeira vez que entraram na casa da Velha Feng, quando viram esses frangos e um cachorro amarelo grande. Mas esses animais eram estranhamente silenciosos, sem latir ou cacarejar, como se houvesse algo assustador no pátio que suprimisse seus instintos.

Pensando nisso, Lin Yang voltou a olhar para o canto noroeste, onde a misteriosa casa preta sem janelas estava silenciosamente encostada no canto.

-- PS, agradeço ao Qunqingzhiguangyu Ying, Jingxiang Yubi, Wufeng Zixiang e Jiangbao Guoguo pelos presentes, e a todos pelo apoio contínuo. Hoje é o Festival do Meio do Outono, vocês comeram bolos lunares?

A propósito, hoje é feriado, vou passar o tempo com a família. Se tiver tempo à noite, escrevo mais um capítulo; se não, amanhã terão dois capítulos. Desculpem.