Capítulo 164: Capítulo 164: A Ponte

Sim, aquele rosto era, de fato, exatamente a pessoa que ele tinha visto na foto, ou seja, Wang Jianguo, o filho desaparecido de Wang Hanzhang.

Naquele momento, ele parecia estar preso dentro do ônibus que vinha na direção oposta, batendo repetidamente na janela e gritando algo para ele. No entanto, por causa da distância entre os dois veículos e da barreira do vidro, mesmo que o outro estivesse muito agitado, Chen Mo não conseguia entender o que ele dizia.

O ônibus passou zunindo a uma velocidade extremamente rápida, desaparecendo rapidamente na escuridão atrás.

O que isso significava?

Em missões sobrenaturais, o perigo espreita em cada esquina, e qualquer pista pode estar ligada à vida ou morte dos participantes. Embora Chen Mo não conseguisse, por enquanto, entender o significado daquele ônibus espelhado, sentia um leve aperto de inquietação no coração.

Mas, na verdade, desde que aquele ônibus idêntico da linha 404 passou zunindo, não houve mais nenhuma anormalidade no trajeto. Faltavam apenas mais duas ou três paradas para aquele ônibus chegar ao terminal da refinaria.

Sua mente voltou a se concentrar em outro problema mais complicado.

Conforme o terminal se aproximava, o número de passageiros dentro do veículo não diminuía, pelo contrário, aumentava cada vez mais.

Na parada anterior, subiram mais algumas senhoras que conversavam e riam, com leques de cetim colorido enfiados nas mochilas, como se tivessem acabado de dançar em algum lugar e estivessem voltando para casa.

Isso fez com que o número de passageiros no ônibus chegasse a oito pessoas.

Um homem segurando uma pasta, uma jovem, dois jovens mexendo no celular e quatro senhoras que tinham acabado de dançar.

Especialmente quando as quatro senhoras subiram, conversando e rindo, trouxeram um sopro de vida ao ambiente antes abafado do ônibus.

Mas essa atmosfera não conseguia enganar Chen Mo.

Todas essas coisas eram "passageiros estranhos", ou seja, fantasmas.

Esta missão de gatilho já havia armado uma armadilha desde o início: cinco rotas, cinco ônibus, todos eles ônibus fantasmas envolvidos em grandes acidentes de segurança. Naturalmente, nenhum vivo estaria a bordo!

Com o terminal se aproximando, os passageiros no ônibus não mostravam a menor intenção de descer. Ele não podia forçá-los a sair nem levá-los a um beco sem saída. A testa de Chen Mo se franziu involuntariamente.

Restavam poucas paradas, e o tempo para ele pensar também era escasso.

Além disso, o ônibus fantasma que havia passado como um espelho há pouco também lhe causava uma profunda inquietação. O aparecimento de fenômenos sobrenaturais era um aviso, mas também a aproximação do perigo mortal. Ele até suspeitava que aquele ônibus talvez nem conseguisse chegar ao terminal.

No entanto, naquele momento, algo mais surgiu na escuridão à frente, uma massa escura que vinha zunindo em sua direção.

Era novamente o ônibus da linha 404!

Como um ciclo bizarro, aquele veículo aparecia mais uma vez diante de seus olhos, igualmente sem nenhuma luz, com o mesmo motorista e os mesmos passageiros, vindo em sua direção.

Desta vez, até mesmo o rosto delicado de Qu Jiaojiao deixou transparecer uma expressão tensa. Participantes que já haviam passado por inúmeras histórias de terror não deixariam de perceber o perigo naquilo. Encontrar o mesmo ônibus duas vezes, e ainda por cima idêntico como um espelho, era certamente uma pista importante dada pela história.

Conforme o veículo se aproximava, Chen Mo percebeu imediatamente que o ônibus fantasma da linha 404, que aparecia pela segunda vez, parecia ter sofrido algumas mudanças.

O ônibus da linha 404 que apareceu pela segunda vez, em comparação com o anterior, parecia mais velho e deteriorado. A carroceria estava cheia de marcas desgastadas, algumas partes profundamente amassadas, e os passageiros, incluindo o motorista, tinham rostos e corpos cobertos de manchas de sangue!

Olhando novamente para ele, Wang Jianguo, preso dentro do outro veículo, levantou-se imediatamente e bateu na janela com agitação, como se quisesse urgentemente lhe contar algo. Mas, desta vez, Chen Mo ainda não conseguia ouvir nada.

Já que aquele era um ônibus fantasma, Wang Jianguo provavelmente já estava morto, e o que estava preso dentro do veículo era apenas seu espírito.

O que o espírito de Wang Jianguo queria lhe dizer certamente era algo muito importante!

Embora estivesse extremamente ansioso, ele só podia assistir impotente enquanto aquele ônibus fantasma passava zunindo diante de seus olhos.

Quando Chen Mo estava sem saber o que fazer, uma risada explodiu de repente na parte de trás do ônibus.

As quatro senhoras que tinham acabado de subir, como se não vissem o ônibus fantasma do lado de fora, conversavam animadamente e, ao chegar a uma parte engraçada, riam juntas.

— Eu digo, tia Zhang, você tem muita sorte, criou um filho tão bem-sucedido. — É verdade, a Ponte da Baía Longjing, esse é um grande projeto, deve ter ganhado muito dinheiro, não é? — Que nada, meu filho é só um empregado! — disse a senhora chamada de tia Zhang, embora com palavras humildes, seus olhos e sobrancelhas não conseguiam esconder o orgulho. — Mas ele disse que vai me levar para a Europa para espairecer... — Europa? Isso deve custar dezenas de milhares, né? — Os rostos das outras duas senhoras ficaram um pouco tensos, misturando inveja e ciúmes.

Enquanto Qu Jiaojiao ria por dentro da amizade superficial delas, percebeu que uma delas puxou levemente a barra da roupa da outra e fez um sinal com os olhos, como se estivesse insinuando algo.

A que recebeu o sinal hesitou um pouco, mas ao ouvir a risada estridente da tia Zhang, uma sombra passou por seu rosto, e ela começou a falar.

— Mas, ouvi dizer que, durante a construção da Ponte da Baía Longjing, aconteceram muitos problemas. Essa ponte é de mau agouro! — Hã? Que mau agouro? — Com essas palavras, as outras duas senhoras mostraram expressões de surpresa e curiosidade. Na idade delas, adoravam fofocar e, ao ouvir tal fofoca, seus olhos brilharam. — A Ponte da Baía Longjing não é o lugar onde o filho da tia Zhang está trabalhando? O que tem de mau agouro? — É, conta logo.

As duas se revezavam para demonstrar interesse, mas a tia Zhang não gostou nada daquilo. Franziu a testa e bufou: — Eu digo, não tem nada de mau agouro. São só pessoas mal-intencionadas inventando histórias!

Com aquele olhar, a senhora que tinha começado o assunto ficou sem graça para continuar, esfregando o rosto sem jeito: — Na verdade, ouvi de outros. Talvez sejam só fofocas de pessoas entediadas.

Já que ela disse isso, as outras duas senhoras, embora cheias de vontade de saber mais, não ousaram insistir. O ambiente no ônibus foi se acalmando novamente.

Foi então que Qu Jiaojiao piscou os olhos, deu um sorriso doce e, de repente, falou:

— Ai, parar no meio da história é de deixar a gente curiosa! Eu adoraria saber o que aconteceu nessa... nessa ponte aí?