Capítulo 130: Capítulo 130: Esperando o Reencontro

Enquanto isso, em uma academia de luta subterrânea no coração da cidade litorânea tailandesa de Pattaya, minutos antes, um homem oriental de estatura alta apareceu misteriosamente no vestiário.

Toc, toc, toc. Uma batida na porta soou.

"Dai, está pronto? A próxima luta é sua."

"Já sei."

A resposta do homem veio de dentro da porta. Quem bateu do lado de fora torceu o nariz, com desdém: "É só um novato, que pose é essa? Daqui a pouco vai ser carregado para o hospital."

Se a câmera virasse para o vestiário, daria para ver um rosto familiar: era Dai Minghan, que acabara de passar pela história de terror com Chen Mo! Naquele momento, ele tinha uma expressão de alívio no rosto, e a mão direita, que antes estava assustadoramente demoníaca, já havia voltado ao normal.

Depois de completar o jogo amaldiçoado de "Morte em Sete Dias", Dai Minghan já havia passado por três histórias, tornando-se um veterano. Ao ver os pontos de recompensa da última história, um sorriso de satisfação surgiu em seu rosto.

Trinta pontos de enredo inteiros!

Foi um pequeno lucro.

Além disso, pelo local onde estava e pela conversa anterior, não era difícil adivinhar a verdadeira identidade do ouvinte: um lutador de luta clandestina.

Muay Thai é um dos esportes mais populares da Tailândia, mas poucos conseguem entrar em competições profissionais. Muitos acabam lutando ilegalmente para sobreviver, e a luta clandestina é muito comum no país, especialmente em lugares turísticos como Pattaya, onde shows exóticos e apostas se combinam, atraindo inúmeros visitantes em busca de emoção.

A luta clandestina é perigosa, mas, seja por necessidade ou pelo estímulo de altas recompensas, muitas pessoas ainda entram nesse mundo. Para Dai Minghan, porém, o objetivo não era esse.

Como ouvinte da rádio, convivendo com fantasmas o tempo todo e sob enorme pressão psicológica, essa adrenalina intensa se tornava uma boa maneira de liberar o estresse e o medo.

Ao entrar no ringue, no meio do som ensurdecedor do heavy metal, Dai Minghan viu um homem caído em uma poça de sangue. O corpo não era forte, e o rosto jovem e delicado indicava que o lutador não devia ter mais de 17, 18 anos, no máximo 20. Naquele momento, estava jogado como um cachorro morto em uma mesa fria, ignorado por todos.

Em contraste, a plateia vibrava loucamente por outro lutador, um europeu raro. Talvez, como Dai Minghan, ele estivesse ali em busca da mesma adrenalina. Ao ver o homem oriental na entrada, ele sorriu com desprezo e fez um gesto de cortar o pescoço.

"Não se renda, vou te destruir."

O gesto provocativo só aumentou os gritos da plateia. Um homem gordo e oleoso chamou o lutador europeu e sussurrou instruções.

"Mais duas vitórias, só duas."

O europeu sorriu com desdém, mas acenou com a cabeça confiante.

Esse dinheiro é fácil demais.

Então, ele viu o rosto do outro.

"Não é daqui?" Ele falou em inglês, e ao ver que o outro parecia não entender, seu sorriso de escárnio aumentou. "Isso não é lugar para você. Se não quer ser espancado até ficar aleijado, volte para sua mãe."

As risadas na plateia ficaram ainda mais exageradas, o público se curvava de tanto rir.

Esse tipo de lutador certamente ganhava mais a simpatia deles. Em comparação, o coitado caído no chão era ignorado.

Dai Minghan estava de bom humor, afinal, acabara de passar perfeitamente em sua missão de avaliação de veterano. Com um sorriso, ele entrou no ringue e alongou o corpo casualmente.

Diferente de lutas oficiais, a luta clandestina não tinha proteção ou regras. Os feridos raramente recebiam tratamento adequado, e lutadores aleijados ou mortos eram comuns.

No meio dos gritos crescentes da plateia, uma moça sexy tocou o sino da luta. Um vento cortante passou por sua orelha, seguido por um golpe pesado.

Uma dor intensa, acompanhada de sangue, jorrou, estimulando seus nervos. Na palma da mão direita fechada, uma sensação fria voltou a surgir.

Dentro do seu corpo, também havia um fantasma, sempre prestes a se mover.

Mas aquele não era um mundo sobrenatural. Diferente do fim de uma missão, onde tudo voltava ao normal, se ele ativasse a mão direita demoníaca ali, o fantasma convocado provavelmente não poderia ser recolhido.

Reprimindo os pensamentos confusos, Dai Minghan olhou para o oponente que acabara de lhe dar o golpe. Seus olhos se iluminaram, gelados.

Atacar o rosto do adversário já não era mais uma simples competição, mas uma tentativa de matar. Já que era assim...

No momento seguinte, quando o lutador levantou os braços para a plateia e se virou para dar outro golpe forte, Dai Minghan saltou de repente. O punho direito, escondendo o fantasma, atingiu o rosto do europeu num ângulo extremamente traiçoeiro.

E ouviu-se o som de ossos da mandíbula se quebrando.

O corpo enorme voou para trás, batendo na grade, seguido por uivos de dor e reviravoltas agonizantes.

As risadas da plateia pararam na mesma hora. Após alguns segundos de silêncio, explodiram em gritos ainda mais loucos.

Era um público sem posição. A maioria só tinha comprado ingressos para sentir a emoção dos golpes. Não importava quem ganhava ou perdia, quem vivia ou morria. Se alguém os fizesse se divertir, eles torciam. Apenas os apostadores escondidos na multidão, que haviam feito grandes apostas, deixavam escapar uma sombra quase imperceptível no rosto, enquanto observavam o lutador desconhecido no ringue com expressão complexa.

"Dai, aqui está seu prêmio."

O homem que antes sussurrava instruções ao europeu já estava esperando do lado de fora, com um sorriso no rosto, recebendo Dai Minghan, que acabara de derrotar três lutadores locais. Ele via naquele homem a promessa de muito dinheiro no futuro.

Um lutador misterioso, movimentos afiados, personalidade fria — tudo isso poderia tornar sua academia de luta clandestina, até então pouco conhecida, famosa!

"Dai, vamos fazer uma parceria. Garanto que, se você lutar aqui por três meses, vamos ganhar um milhão! Não em baht, em dólar! Dólar, entendeu, Dai..."

Dai Minghan pegou o maço de notas coloridas e saiu, deixando o dono da academia com uma expressão constrangida.

Ah, este pequeno poço não pode conter um peixe grande. O aluguel do mês que vem, vou ter que dar um jeito.

Enquanto o dono balançava a cabeça frustrado, de repente, uma voz veio da porta.

"Além disso, quero trinta por cento das ações."

"O quê? Dai! Isso é um absurdo!" O dono pulou imediatamente.

"Fica a seu critério."

"Tá bom, tá bom, aceito tudo. Dai, não vá, vou te levar para comer um lanche noturno!"

A noite de Pattaya refletia um sorriso no canto da boca do homem. Este mundo real era bom.

Estar vivo também era bom.

Olhando para a mão direita, Dai Minghan esboçou um sorriso amargo. Depois de se tornar veterano, a próxima história só viria daqui a três meses, no mínimo. Será que isso podia ser considerado um "benefício" dado pela rádio aos participantes?

Três meses... vou considerar como férias.

Chen Mo, Lin Hengtian... esses dois, quando vou encontrá-los de novo?

"Dai, no que está pensando?"

Vendo Dai Minghan distraído, o dono da academia, que estava assando uma perna de cordeiro pessoalmente para ele, mostrou surpresa. "Dai, afinal, quem é você?"

"Isso não importa. O importante é ganharmos dinheiro juntos."

"Ganhar dinheiro juntos, hahaha, bem dito! Vamos, o irmão vai te levar para ver um show de ladyboys de verdade, emocionante!"

Dai Minghan sorriu levemente.

"Tá bom."

P.S.: A pedido de alguns leitores, de vez em quando escrevo um pouco sobre o dia a dia dos participantes, também para contextualizar alguns personagens, mas não será muito. Vocês gostam? Além disso, hoje terão dois capítulos como de costume, mas preciso sair agora e volto mais tarde para escrever. Com certeza serão dois capítulos, fiquem tranquilos.