A professora: “...”
O planejamento da câmara de pressão, o aumento gradual da pressão, o momento do pico, tudo foi estudado, analisado e experimentado até que se chegasse à curva de crescimento de pressão mais adequada para que um espírito ultrapasse o nível Elite.
Mas a mulher de meia-idade olhou fixamente para a Borboleta do Sonho dentro da câmara por um tempo e percebeu... que aquele espírito realmente suportava a pressão atual.
Não era fingimento.
Nem dava para fingir.
Ela refletiu por um momento e disse:
“Posso aumentar a pressão para ela, mas você precisa me avisar imediatamente se o espírito sentir algum desconforto, senão... a pressão excessiva pode machucá-lo, e a recuperação será bem complicada.”
O que ela via com os olhos não era necessariamente preciso.
Mas, a uma distância tão curta, através do contrato, era possível sentir claramente o estado do espírito.
Ela alertou várias vezes e então começou a aumentar a pressão na câmara.
A pressão lá dentro continuou subindo de forma constante.
Cada vez mais partículas de energia espiritual se acumulavam.
Aos poucos, um vento começou a girar dentro da câmara de pressão.
Partículas de energia espiritual visíveis a olho nu se juntavam, como folhas secas rodopiando ao vento.
Flutuando e afundando.
O rostinho da Borboleta do Sonho já estava tenso.
Os padrões verde-esmeralda em suas asas brilhavam com uma luz radiante.
Ondas de círculos se espalhavam.
Su Hao apertou as mãos.
A imagem da Borboleta do Sonho se refletia em suas pupilas.
Em silêncio, ele a incentivava e apoiava em seu coração.
Parecia ter passado muito tempo, ou talvez pouco.
O pequeno corpo da Borboleta do Sonho tremeu.
“Gurururu—!!!”
Mesmo que a câmara de pressão isolasse o som, ele ainda ouviu o grito da pequena criatura.
Uma aura invisível foi subindo gradualmente.
As partículas de energia espiritual dentro da câmara começaram a pulsar violentamente, movendo-se das bordas para o centro rapidamente.
Formando um redemoinho verde-esmeralda.
No centro estava a Borboleta do Sonho, em plena evolução!
A boca da professora se abriu involuntariamente.
Isso era uma evolução para o nível Elite?!
Ela ainda pensava que, quando os sinais da evolução da Borboleta do Sonho aparecessem, teria que parar o aumento da pressão e mantê-la no nível mais adequado.
Mas quando olhou... já estava no valor máximo da câmara de pressão de nível B.
...
Dez minutos depois, o movimento dentro da câmara de pressão foi se acalmando.
A Borboleta do Sonho saiu voando cheia de energia, deu duas voltas e pousou no topo da cabeça dele.
Apenas uma aura opressiva invisível ainda a envolvia.
...
Três dias depois.
Em 15 de agosto, era o dia em que os calouros da Universidade Ilha da Baleia podiam oficialmente fazer a matrícula.
Su Hao chegou cedo ao Departamento de Administração de Alunos, antes que outros calouros chegassem, trocou o cartão de estudante temporário por um que “passava” melhor.
E também um bracelete de controle de espíritos.
Que tinha funções de comunicação, consulta de informações, compras, entre outras.
A partir daquele momento, ele era oficialmente um calouro da Universidade Ilha da Baleia.
Su Hao pegou o celular.
O grupo “Quatro Pequenos Reis de Ancheng” estava sendo bombardeado de notificações.
Era tudo do idiota do Liu Ren.
“Lao Su, tira mais algumas fotos para a gente ver.”
“Lao Su, chegamos em Jinggang.”
“Lao Su, Su coxa, quero ser um penduricalho, uuu.”
Era época de matrícula, e os ônibus automáticos do campus podiam não ser suficientes.
Su Hao chamou o Shuiling Beast, segurou suas patas e pulou em cima dele.
Sentou-se firme.
— Equitação: ele treinou de propósito por um mês.
“Partida, destino: portão da universidade.”
“Xilu~!”
O Shuiling Beast saiu correndo alegremente, muito mais rápido do que na época do vestibular.
Em pouco tempo, Su Hao chegou ao portão principal e viu muitos alunos e pais, uma atmosfera barulhenta e animada o envolveu.
O que o deixou um pouco desconfortável, acostumado que estava ao ambiente silencioso do campus.
Assim que saiu, viu Liu Ren, Li Songting e Gu Lingyao.
Com alguns espíritos ao lado.
Dos pais dos três, só o pai de Liu Ren estava lá.
Mas não era para acompanhar.
Era porque, aproveitando a oportunidade de Liu Ren ter passado na Universidade Ilha da Baleia, ele conseguiu permissão para fazer negócios em Jinggang.
O pai de Liu ia expandir os negócios da empresa para lá.
O tio Liu, ao vê-lo sair, conversou um pouco e sorriu: “Não vou atrapalhar vocês, jovens. O futuro é de vocês.”
Ele se virou e foi embora, ganhar dinheiro.
Naquele momento.
Na ampla entrada do portão da universidade, não era como no dia em que Su Hao chegou, com apenas o General Elefante e o Rei Dourado de Armadura como guardiões.
Também não havia a mesa e o xadrez na frente do canteiro.
Eles estavam um de cada lado do portão, com expressões sérias, exalando uma aura sutil, realçando a imponência da Universidade Ilha da Baleia.
Até mesmo as quatro palavras “Universidade Ilha da Baleia” esculpidas na enorme placa de pedra à esquerda brilhavam com uma luz suave.
E uma aura invisível.
Os alunos e pais que se aproximavam, sob essa influência, falavam mais baixo.
Além dos dois guardiões, Su Hao viu muitos veteranos.
É... ser voluntário dava créditos.
Mas era preciso se inscrever antes do dia 15, e ele só tinha conseguido o cartão de estudante oficial naquela manhã.
Os “Quatro Pequenos Reis de Ancheng” não estavam acompanhados pelos pais, mas Su Hao olhou ao redor e viu que ainda havia muitos pais.
Algumas famílias vinham com cinco, seis ou sete pessoas, quase formando um grupo.
Fazendo com que o portão da universidade, que era largo como uma praça, parecesse um pouco apertado.
Afinal, quase todos os calouros vieram no primeiro dia.
Alguns alunos de famílias com boa formação ou com contatos entravam no campus com confiança, carregando suas malas.
Mas alguns alunos de famílias “comuns”, que não sabiam muito sobre a Universidade Ilha da Baleia, seus pais perguntavam aqui e ali aos veteranos sobre a situação da universidade.
Fazendo com que os poucos veteranos voluntários não dessem conta.
Um pai, vendo Su Hao saindo da universidade montado em um cavalo e chamando os calouros (Liu Ren e os outros), veio correndo perguntar:
“Colega, colega, como são as condições de comida e moradia na universidade? Já que não deixam a gente, pais, entrar, pelo menos podemos mandar coisas para dentro, né?”
O pai apontou para trás, para duas pequenas caminhonetes paradas no portão.
“Encomendei dois carros de itens de uso diário para o meu querido. Ei, colega, pode ajudar a levar as coisas do meu filho até o dormitório? Este é meu cartão...”
Um cartão de visita com o nome de um presidente de alguma empresa.
Então Su Hao viu o “querido” daquele pai.
Uma aluna... com cerca de 1,60m de altura e uns 80kg ou mais, que, ao vê-lo olhar, baixou a cabeça e deu um sorriso tímido.
Cof cofre!!
Su Hao devolveu o cartão: “Tio, se tiver dúvidas, procure os veteranos. Não sou veterano, sou só um calouro comum, não entendo nada, não sei de nada.”
Ele ainda mostrou o cartão de estudante que acabara de pegar, balançando a data de registro.
Hoje.
E então se virou rapidamente, suspirou aliviado e foi para mais longe.
O pai da aluna gordinha olhou para as costas de Su Hao se afastando.
Na mente, relembrou a data de registro no cartão de estudante e o nome coberto pelo polegar.
Ficou atordoado.
“É calouro mesmo, mas por que... você é tão experiente!”
Su Hao, já longe, viu que outros pais ainda podiam confundi-lo com um veterano, e rapidamente chamou Liu Ren e os outros.
“Vamos!”