Xiaoya largou os talheres, percebendo pelo canto dos olhos que os dois seguranças se mexeram ligeiramente. Ela foi rapidamente ao banheiro, jogou água no rosto e, ao levantar a cabeça, levou um susto: "Você... como entrou aqui?"
A segurança feminina, com expressão impassível, disse: "Senhora, estou protegendo sua segurança. O senhor deixou instruções: fora do apartamento, devemos segui-la de perto, para evitar qualquer imprevisto."
"Então ele mandou vocês me vigiarem, e eu não tenho liberdade?" Xiaoya riu com sarcasmo.
"A senhora pode fazer o que quiser, finja que não estamos aqui."
Xiaoya bufou e se virou. Os saltos altos da segurança feminina permaneceram imóveis do lado de fora do boxe.
Xiaoya, furiosa, abriu a porta com um "pá" e a fechou com outro "pá". A segurança não se mexeu.
"Com você me vigiando assim, como é que vou fazer xixi!"
A segurança feminina corou, não esperando que Xiaoya fosse tão grosseira, e sua expressão suavizou um pouco: "A senhora vai se acostumar. Estou aqui para protegê-la."
Xiaoya finalmente entendeu o método mais irritante: dizer, com toda inocência, que está te irritando para o seu bem!
Tomada pela raiva, Xiaoya, pela primeira vez, descontou gastando o dinheiro de Jiao Nichen. De saltos altos, vagou por vários shoppings, mas não conseguiu se livrar dos seguranças. Se gritar adiantasse, já teria gritado.
O mais frustrante foi que, ao voltar ao apartamento, a primeira coisa que fez foi ir ao banheiro, preocupada em ficar traumatizada pela frieza da segurança. Decidiu não sair mais de casa até resolver a situação com Jiao Nichen.
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"Você não tinha gostado de um gatinho? Não comprou?" Jiao Nichen olhou distraidamente para as sacolas no chão. Sabia que mulheres gostam de fazer compras, mas daquele jeito? No entanto, pensou que Xiaoya, acostumada a viver sozinha, talvez nunca tivesse saído para fazer compras. Com esse pensamento, um leve carinho brilhou em seus olhos.
Jenny, que estava arrumando as coisas, ergueu a cabeça surpresa. Xiaoya tinha ido correndo ao banheiro, então ela respondeu: "Senhor, não vi gatinho nenhum."
Jiao Nichen olhou para as costas apressadas de Xiaoya, franzindo levemente a testa. Será que alguém já tinha comprado? Perguntou: "Xiaoya disse que gostou de um gatinho da última vez. Você sabe como ele era? Se já foi vendido, mando alguém procurar em outros lugares."
Jenny pensou com cuidado, mas não se lembrava de nada. Havia várias lojas de animais no shopping, mas Xiaoya acelerava o passo ao passar por elas, querendo sair dali o mais rápido possível. Como ela poderia gostar de animais? Além disso, a Catherine antes de perder a memória também não gostava de gatos ou cachorros. Uma vez, alguém da vila lhe deu uma tartaruga, e não se sabe como, em poucos dias ela morreu. Catherine chorou muito, e desde então nunca mais quis ter um animal de estimação.
Jenny, claro, não ousava contar isso a Jiao Nichen. Ainda não sabia o que os dois haviam conversado e temia que, se falasse demais, o senhor passasse a não gostar da senhora. Apenas disse: "Desculpe, senhor, não prestei atenção. Talvez alguém tenha comprado."
Jiao Nichen assentiu e chamou algumas seguranças femininas para perguntar como tinha sido o passeio do dia.
Nesse momento, Xiaoya saiu do banheiro. Jiao Nichen dispensou as seguranças com um gesto e sorriu para ela: "Se divertiu hoje?" Não demonstrou nenhum aborrecimento por ela não ter falado com ele ao voltar, especialmente depois de ouvir o relato das seguranças.
Xiaoya estava cheia de frustração, mas não ousava demonstrar raiva. Ir contra ele poderia causar antipatia, e, além disso, ela nunca foi de temperamento explosivo. A mãe Mo costumava dizer: "Seu jeito é igual ao de cozinhar: nem quente nem frio. Lá fora, você vai acabar sendo a vítima!"
Ela se sentou devagar, forçando um sorriso. O dia tinha sido cansativo de tanto andar. Da última vez, as compras foram todas roupas, com um propósito oculto. Desta vez, apesar de parecer muita coisa, eram apenas pequenos objetos. Mesmo que quisesse gastar à vontade, não conseguia.