Capítulo 516: Capítulo 516 Más Notícias (16)

Stanf balançou a cabeça: "Senhorita Catherine, não se apresse, por favor, ouça-me. O Sr. Jiao está fazendo isso para o seu bem, para ajudá-la a recuperar suas preciosas memórias perdidas, e também para..." "Sr. Stanf, o senhor poderia calar a boca agora, por favor? Vou tratar disso com Jiao Nichen. (Primeira publicação no site..)" Xiaoya conteve o impulso com dificuldade. Ela sabia que, se se exaltasse, Stanf teria mais um motivo para acusá-la de "instabilidade emocional", mas não conseguia controlar a raiva e, por isso, foi direta ao falar.

Xiaoya sentia uma espada chamada "hospital psiquiátrico" pairando sobre sua cabeça o tempo todo. Ela estava em alerta máximo, não podia dar a Stanf nenhuma chance de rotulá-la como "louca".

Stanf ainda balançava a cabeça com um sorriso, mantendo uma expressão de bom humor, enquanto a observava subir as escadas com passos firmes e bater na porta sem cerimônia.

"Entre, a porta não está trancada." Jiao Nichen, ao ouvir a batida, pensou que fosse Alice ou Sun Anbang. Ele nem levantou a cabeça, pois estava realmente muito ocupado nos últimos dias. Só depois de cerca de dez minutos, sem nenhum movimento à sua frente, percebeu que algo estava errado e desviou o olhar da tela do computador.

"Tem algo a dizer?" Sua voz estava um pouco rouca. Ele tomou um gole do café já frio, franziu a testa insatisfeito, colocou o copo de lado e olhou para Xiaoya.

Xiaoya caminhou até a mesa. Era a primeira vez que entrava no escritório dele. O espaço era amplo e iluminado, além da área de trabalho, havia várias estantes de livros do outro lado, com os volumes alinhados ordenadamente. Dava para sentir um leve cheiro de tinta, mas ela não tinha disposição para apreciar ou sentir curiosidade.

"Vim para dizer que não quero ver um psicólogo. Vou recuperar minhas memórias aos poucos, mas não quero consultar aquele médico." Xiaoya havia pensado nisso: se falasse sobre as experiências de vida de Ding Xiaoya, o psicólogo certamente notaria algo estranho. Nesse caso, ela não conseguiria se explicar nem com argumentos. O mais importante é que ela tinha medo do psicólogo, temia que o diagnóstico de hoje se tornasse a razão para ser internada em um hospital psiquiátrico amanhã. A opção mais segura era não conversar com o psicólogo.

"Xiaoya, recuperar as memórias é o melhor, claro. Você quer que seu passado fique em branco? Chamei esse médico também com a intenção de tratar sua acrofobia e sua pseudofobia urbana. Depois de curada, você não precisará mais ter medo de prédios altos ao sair." Jiao Nichen acariciava a borda da xícara de café, com as pálpebras baixas, o olhar fixo na figura de uma bela mulher desenhada no copo.

Xiaoya não entendia o que ele estava pensando. Por que ele insistia tanto em fazê-la recuperar as memórias? Em suas memórias, ela amava Jiao Niqing, não era? Será que gostar de Jiao Niqing trazia algum benefício para ele? Ou ele queria muito usar um chapéu verde?

Ela não entendia, mas estava decidida a não conversar com o psicólogo. Essa ideia quase se tornou uma obsessão: "Jiao Nichen, já que você acha que tenho problemas psicológicos, acredito que não sou adequada para ser sua esposa. Você já me conhece um pouco nesses dias, e acho que não somos compatíveis para ficar juntos."

"E então?" Jiao Nichen ergueu a cabeça e a encarou fixamente.

"Então, é melhor nos divorciarmos. Você não terá uma esposa com problemas nervosos, nem uma que sempre lhe cause problemas." Xiaoya falou com calma e firmeza. Essa era, de fato, a ideia que guardava no fundo do coração. Duas pessoas estranhas, sem base afetiva, unidas não traria benefício para nenhuma das duas. Ela se lembrou do enorme pôster mural no quarto de Jiao Nichen e da ligação ambígua daquela noite.