Essas mãos a seguraram enquanto aprendia a andar, guiaram-na pela infância, apresentaram-lhe as complexidades do mundo. Agora, o que elas dizem? Por que ela não entende? Ela tenta agarrá-las, mas as mãos se dissipam como névoa ao vento, afastando-se cada vez mais...
Ela se debate inquieta, mas alguém a acalma com batidas rítmicas, como um bebê no berço, a palma da mão suave e reconfortante. (Publicado originalmente em ..net) Neste mundo, ao menos alguém não a abandonou. Ela gradualmente se aquieta, o corpo caindo como se perdesse o peso, diante dela um vasto campo de violetas. Ela se sente tonta no mar de flores, desejando apenas cair para sempre assim...
Na madrugada, Xiaoya acorda, as pálpebras quase grudadas se abrem com dificuldade. O que vê é uma figura branca sentada sob a luz fraca, a barba por fazer no queixo mal perceptível, os olhos bem fechados, olheiras escuras, uma mão segurando a dela, a outra apoiada sobre a dela. / O rosto e o pescoço dele estão cobertos por alguns curativos, contrastando com seu rosto bonito, parecendo ridiculamente cômico.
As cenas do sonho a invadem, fluindo para sua mente, como se sugerissem como ela desapareceu deste mundo. Ela não sabe se é um destino predeterminado ou uma fantasia nascida de seus medos mais profundos. Por um instante, seus olhos se umedecem novamente, mas os olhos ressecados já não produzem lágrimas. Ela pisca, e naquele momento, sente gratidão por Jiao Nichen, que a resgatou do pesadelo — antes, eram seus pais e irmão; agora, é seu marido nominal.
Por um momento, ela acredita que Jiao Nichen realmente gosta de Ding Xiaoya, como ele disse. Afinal, nos últimos dias, ela propositalmente criou muitos problemas para ele, e ele suportou tudo. Ela acredita que, se Jiao Nichen realmente quisesse enfrentar um rival nos negócios, seus métodos não seriam tão suaves e inofensivos.
Mesmo em um momento tão desesperador, ela nunca pensou em tirar a própria vida. Ela fecha os olhos com força: o que aconteceu ontem não pode se repetir. Ela só se permitiu aquelas duas horas de fraqueza. Ela precisa descobrir sobre a família Ding, a família Jiao e o desaparecimento de Mo Xiaoya.
Seus dedos se movem, e Jiao Nichen, que dormia levemente, acorda.
Há um leve rubor em seus olhos. Ao vê-la acordada com uma expressão calma, diferente da loucura de ontem, a alegria em seus olhos se espalha como ondas em um lago, círculo após círculo.
O calor no rosto de Xiaoya também se espalha em ondas. Ela nunca usou essa posição para encarar alguém, especialmente quando o olhar dele está tão focado, imóvel, fixo em seus olhos.
"Que bom que você acordou. Está se sentindo desconfortável em algum lugar?" Jiao Nichen solta a mão dela, retomando sua aparência habitual, gentil como água. Ele ajeita o cobertor para ela, olha para o despertador na cabeceira e diz: "Ainda é cedo, durma mais um pouco."
O rosto de Xiaoya fica vermelho. Na verdade, o motivo pelo qual ela acordou é constrangedor: foi por causa da vontade de urinar.
"Vá dormir no seu quarto. Obrigada por cuidar de mim ontem à noite." Xiaoya diz isso instintivamente, mas logo sente que foi muito insensível e olha para a expressão dele.
Assim que as palavras saem, ela percebe que sua voz está tão rouca que mal consegue emitir som. Ambos ficam surpresos por um momento.
Um brilho estranho passa pelos olhos de Jiao Nichen. Ele acena com a cabeça e diz: "Tudo bem, me chame se precisar de algo." Pausa, e acrescenta: "Ou chame Jenny."
Quando ele sai, Xiaoya suspira aliviada, olhando agradecida para suas costas. Jiao Nichen deve ter entendido que ela queria ficar sozinha, não é?