Capítulo 495: Capítulo 495 Você Não Pode Ver (5)

O assistente Sun, forçando a calma, pediu desculpas repetidamente à gerente, sem ousar revelar a identidade de Xiaoya, e a levou de volta ao apartamento onde estava hospedada. 【Quente】 As desculpas de Jiao Nichen foram bem transmitidas pelo assistente Sun. No meio do caminho, Xiaoya de repente se lembrou de algo: já que estava fazendo uma brincadeira, por que não ir até o fim? Ela tossiu levemente para chamar a atenção dos dois no carro e sorriu com um ar de desculpas: "Sr. Sun, lembrei de repente que ainda não comprei uma coisa importante. Será que... podemos voltar?" O coração de Sun Anbang batia tão rápido que ele suspeitava que sua resistência cardíaca estava piorando. Ele dedicou metade de sua atenção a ela, apertou o suor na palma da mão, que estava tão úmida que quase não conseguia segurar o volante: "Sra. Jiao, se precisar de algo, pode me pedir diretamente ou à Alice. Já está um pouco tarde, e o senhor vai se preocupar em casa..." Ele tinha visto hoje o que era uma verdadeira viciada em compras. A loucura de Alice ao gastar o salário era insignificante perto daquela mulher. Quem foi que disse que Ding Xiaoya era quieta, caseira e tão discreta que parecia não existir? Agora, ele mesmo começava a duvidar se aquela Ding Xiaoya era falsa. "Isso não pode ser. Hoje envergonhei o Nichen, preciso comprar algo para me redimir. Senão, não tenho coragem de voltar e encará-lo." Xiaoya parecia aflita, como se realmente temesse que Jiao Nichen fosse odiá-la por isso. Ela gastava o dinheiro dele sem remorso — afinal, quem mandou ele ser tão cheio de malícia? "O senhor não vai..." Sun Anbang mal começou a falar quando viu Xiaoya se apressar para abrir a porta do carro. Ele se assustou, sentindo o coração quase pular para fora, e rapidamente reduziu a velocidade, gritando: "Está bem, está bem, não se preocupe, já estou voltando!" Xiaoya sorriu agradecida, mas aos olhos de Sun Anbang aquele sorriso parecia particularmente maligno. Seu rosto se franziu como uma melancia amarga; se Xiaoya fizesse mais algum movimento, ele provavelmente desabaria em lágrimas. Lamentou em silêncio: depois de anos ao lado do patrão, sua compostura e eficiência estavam sendo destruídas por uma garotinha. Jenny também se assustou, ficando pálida. Quando viu que Xiaoya finalmente se acalmara, apertou o braço dela com força, com medo de que fizesse algo imprudente novamente. Xiaoya, vendo os dois em pânico, sentiu uma alegria imensa por dentro. Apenas deu um tapinha reconfortante na mão de Jenny — claro que não ia brincar com a própria vida. Ao descer do carro, voltaram ao shopping. Xiaoya perguntou a Sun Anbang o tamanho de Jiao Nichen e comprou uma camisa para ele na loja masculina Armani. Sun Anbang e Jenny estavam com os rostos mais escuros do que o possível, mas ela era a patroa, e eles, subordinados — o que podiam dizer? O que ousavam dizer? Depois de passar pelo jardim, piscina ao ar livre e fonte, o carro parou lentamente em frente ao prédio luxuoso. Xiaoya convidou Sun Anbang para subir e tomar chá. Ele recusou educadamente e o carro partiu em disparada, como se fugisse. "Será que sou tão assustadora assim?" Xiaoya tocou o rosto. Jenny revirou os olhos discretamente e levou a mão ao peito: "Patroa, hoje a senhora me deixou apavorada." Ao entrar, a sala estava cheia de sacolas no chão, todas entregues pelos correios, quase sem espaço para pisar. Jiao Nichen estava sentado no sofá, com uma expressão difícil de ler, ainda com aquele sorriso sereno. Ao ver o novo corte de cabelo dela, hesitou por um segundo: "Você voltou? Se divertiu hoje?" Alice, que abriu a porta, suspirou aliviada. Passara a tarde inteira abrindo a porta, com os braços doloridos, e ficou parada, um pouco sem graça. Lembrou-se de que, sob as ordens de Jiao Nichen, ligara várias vezes à tarde para apressar o retorno das duas, mas Xiaoya recusara com poucas palavras.