O empreiteiro, com as sobrancelhas caídas mais tristes que as de Qiqi, disse: "Moça, não estou pedindo mais do que o justo. Olha só quanta coisa inútil tem aqui para limpar, só esse trabalho vai me levar vários dias!"
Qiqi respondeu: "Mas esse preço é caro demais, não tenho como pagar!"
O empreiteiro insistiu: "Senhorita, eu tenho uma equipe para sustentar, os trabalhadores rurais têm dificuldade em ganhar a vida..."
Qiqi deu tapinhas no próprio rosto, forçando um sorriso doce e encantador, com um tom quase suplicante: "Irmão, dá uma ajuda, faz um preço mais baixo..."
O empreiteiro finalmente cedeu um pouco: "Que tal eu terminar de reformar a casa e ainda arrumar seu muro de graça?"
...
"Já chega!"
De repente, uma voz fria veio do escritório, e Rong Yi saiu.
Antes, por causa da presença de estranhos, para evitar problemas, Qiqi mandou ele se esconder no quarto. Afinal, ele ainda não tinha passado na prova, não é?
O belo homem apareceu, dominando o ambiente. O empreiteiro e os trabalhadores ficaram paralisados, de boca aberta.
Gu Qiqi franziu a testa: "O que foi?"
Rong Yi caminhou com passos firmes até a porta da sala, parou e perguntou ao empreiteiro, erguendo o queixo: "Você, quanto custa para limpar esta casa?"
O empreiteiro, hipnotizado pela aparência elegante dele, demorou um pouco para se recompor — caramba, essa figura divina estava falando com ele!
"...4000 reais." Respondeu honestamente.
"Se eu mesmo fizer a limpeza, posso tirar esse valor?" Rong Yi perguntou novamente.
"Claro, claro que pode." O empreiteiro se curvou, como um servo bajulando um jovem rico.
"Então está bem. Tragam seus homens amanhã para fazer o reparo, pelo preço que ela disse." Rong Yi deu a ordem com firmeza.
"Isso..."
Rong Yi o encarou: "Não vão embora daqui agora?"
"Sim, sim! Voltamos amanhã..." O empreiteiro saiu apressado com os trabalhadores.
Gu Qiqi só então se recuperou e perguntou: "Rong Yi, o que você está fazendo?"
"Você não reclamou que eu quebrei seu telhado? Vou cuidar da limpeza." Rong Yi disse, virando-se e voltando para o escritório.
Qiqi correu atrás dele: "Mas, você vai limpar o lixo sozinho?"
Rong Yi assentiu.
Gu Qiqi ficou chocada: "Não é possível? Você não tem poderes mágicos!"
Rong Yi parou: "Limpar lixo é só questão de força!"
Gu Qiqi fingiu dissuadi-lo: "Melhor deixar para lá, vamos contratar alguém, você acabou de melhorar de saúde..."
"Deixa comigo, não discuta mais." Rong Yi virou-se e continuou andando para dentro: "De agora em diante, não sorria assim para os outros!"
O quê?
Gu Qiqi ficou perplexa — sorrir para quem? Que tipo de sorriso? O que significa isso? Rong Yi, dá uma explicação!
Mas Rong Yi não ligou mais para ela, entrou furioso no quarto.
O sorriso puro e doce da garota continuava brilhando diante de seus olhos, deixando-o irritado no fundo, e as nuvens escuras sobre sua cabeça ficaram mais densas — como se todos lhe devessem quinhentos mil!
Hmph, hmph...
Hei, hei...
Na manhã seguinte, o Rei Lobo foi acordado por um barulho incessante, sentindo-se irritado.
Ele sempre ficava de mau humor ao acordar, especialmente porque tinha virado a noite estudando.
O que está acontecendo? O que essa garota está aprontando?
Vestiu um casaco qualquer, foi até a porta e viu — na entrada da sala havia um carrinho de mão. A colega Gu Qiqi, com um avental azul, uma toalha branca na cabeça, segurando uma pá grande, estava ocupada, suando em bicas, dentro e fora de casa.
Ela estava limpando o lixo — carregando os entulhos da sala para o carrinho, empurrando-o para fora do pátio e levando até o depósito de lixo designado.