De repente, uma chuva torrencial desabou, e uma névoa branca subiu da floresta montanhosa.
O motorista, ao perceber a chuva, rapidamente pegou um guarda-chuva e correu para fora do carro para buscar o patrão; no entanto, quando chegou ao local onde eles estavam, encontrou-o vazio — Rong Yi já havia partido, e o escudo que ele abrira bloqueava os arredores, então o motorista não conseguia ver Qiqi.
Qiqi estava segura dentro do escudo, e a chuva não a molhava, então ela não alertou o motorista. Apenas se virou tensamente, fixando o olhar no túmulo de Zhuzhu.
O motorista chamou algumas vezes com confusão, fez algumas ligações e, por fim, foi embora dirigindo.
Qiqi sentou-se no chão. Ela pretendia esperar Rong Yi voltar para buscá-la, mas, naquele momento, avistou uma figura ao longe.
Um homem estava se aproximando do túmulo de Zhuzhu.
Por estar longe e com a chuva forte, Qiqi não conseguia distinguir sua aparência, apenas sentia que ele não parecia chinês e, além disso, era um tanto familiar.
Por que parecia familiar? Que estranho, será que o homem era bonito?
Desconfiada, Qiqi observou o homem atentamente — ele não usava guarda-chuva, vestia um terno preto puro de funeral, segurava algo como um buquê de flores, caminhou lentamente até o túmulo de Zhuzhu, agachou-se e colocou as flores suavemente no chão.
Seus gestos eram gentis, e sua aparência, vista de longe, parecia um pouco triste. Qiqi ficou chocada — será que aquele homem era quem matara Zhuzhu? Sim, com certeza era ele, escolhendo este momento para vir furtivamente prestar homenagem a Zhuzhu, certamente era aquele homem sombrio que se escondia nas trevas.
Ao pensar nisso, ela não conseguiu mais conter o fogo ardente em seu peito, deixando de lado até os avisos de Rong Yi. Decidida a ver o rosto daquele homem, custasse o que custasse.
No entanto, embora impulsiva, ela sabia que o homem poderia ser perigoso, então não foi tola a ponto de correr até ele e dar-lhe uns tapas na cara — embora realmente quisesse fazer isso.
Qiqi saiu silenciosamente do escudo, desceu pelo caminho escorregadio da montanha, planejando, dentro do possível, espiar a aparência do homem, tirar uma foto dele e depois investigá-lo mais tarde.
Finalmente, aproximando-se o suficiente, Qiqi pegou o celular que Rong Yi lhe dera, clicou suavemente "click" e fotografou o perfil do homem. A câmera do celular era potente; ela ampliou a foto e viu um perfil familiar e bonito — Ei? Olen? O namorado de Zhuang Ruotong, Olen? O que ele estava fazendo ali?
Qiqi ficou muito surpresa, mas alguém estava ainda mais surpreso que ela — de alguma forma, Olen já a havia notado. Seus movimentos foram rápidos e silenciosos; quando Qiqi terminou de ver a foto e levantou a cabeça, ele já estava diante dela.
"Oi, Qiqi, o que você está fazendo aqui?" Olen olhou nos olhos dela e perguntou lentamente.
Ele sorria radiante e ensolarado, algumas gotas de água penduradas em seus cabelos dourados, e seu rosto, lavado pela chuva, estava quase transparente de tão pálido.
"Oi, Olen... eu, eu vim prestar homenagem à minha colega..."
Qiqi gaguejou, mal conseguindo falar.
Não havia jeito, ser pega em flagrante tirando foto de um homem bonito era, de qualquer forma, uma situação embaraçosa.
Além disso, aquele homem poderia ser o principal suspeito da morte de Zhuzhu, então não era apenas embaraçoso, mas também perigoso.
Num instante, inúmeros pensamentos passaram pela mente de Qiqi.
Enquanto ela pensava em como escapar, Olen abriu um guarda-chuva preto e cobriu Qiqi da tempestade: "Prestar homenagem sem ir até a lápide? Ficar debaixo de uma árvore, cuidado para não ser atingido por um raio."
Qiqi sentiu um arrepio no coração, ergueu os olhos para Olen — seus olhos eram azuis como o vasto oceano; seu sorriso era radiante, parecendo muito inofensivo e bondoso — ela não sabia se aquela frase era uma insinuação ou realmente uma preocupação genuína.