Ela estava envergonhada e constrangida, sem saber o que fazer, completamente perdida.
Rong Yi virou-se lentamente, de costas para Qiqi, e tirou a camisa preta que vestia.
Ele jogou a roupa para trás, que caiu exatamente sobre Qiqi.
"Não tem problema, afinal o que já vi, vi; o que não devia ver, também vi... Vou sair primeiro, volta para o quarto e troca de roupa."
Ele disse isso devagar e, com calma, começou a caminhar para fora.
Hã? Então...
Qiqi desejou que o chão se abrisse numa fenda para ela se enfiar.
Nesse momento, Rong Yi chegou à porta do banheiro, mas parou e, de costas, disse: "Qiqi, agora que estamos assim, que tal você se casar comigo?"
Atrás dele, ouviu-se um "tum", era Qiqi escorregando na banheira.
Qiqi voltou ao quarto, trocou de roupa e, com o rosto vermelho, sentou-se perto da janela, sem saber se devia sair.
Que vergonha, era extremamente constrangedor.
Na verdade, os detalhes do efeito do remédio, ela já não lembrava bem, porque no final perdeu completamente a razão, sem saber o que fazia; mas, em sua mente, restava uma vaga impressão — parecia que, sob o efeito do remédio, ela tinha perdido o controle e, hum, beijado Rong Yi à força?
Meu Deus, só de lembrar disso, já dava vontade de morrer de vergonha.
Ainda mais que, na banheira, ela tinha ficado exposta, e ele viu tudo.
Ao pensar na última frase de Rong Yi ao sair, Qiqi segurou a cabeça e soltou um gemido — aquilo era um pedido de casamento? Um pedido por causa de um beijo? Rong Yi, você está brincando? Isso é assustador demais.
Nesse momento, ouviu-se "pá, pá" na porta, era Rong Yi batendo: "Qiqi, você está bem? Ainda não trocou de roupa?"
Ela já estava no quarto há muito tempo, o que o deixou preocupado. Afinal, ele não sabia exatamente como tinha sido o sequestro; naquela noite, precisava entender os detalhes com ela para se prevenir o mais rápido possível.
Qiqi também pensou nisso e, cerrando os dentes — hum, que seja, vou enfrentar.
Ela criou coragem e abriu a porta. Rong Yi estava encostado na porta, de braços cruzados, olhando para ela com um sorriso.
"Já trocou? Então vamos comer." Ele tossiu levemente e, naturalmente, pegou a mão dela.
Antes mesmo de Qiqi trocar de roupa, ele já tinha ligado para pedir comida. Porque considerou que Qiqi não tinha jantado e, desde o entardecer, estava passando por tudo aquilo, até agora, já eram dez da noite, ela devia estar cansada e com fome, não?
Qiqi, com a mão segura por Rong Yi, sentiu algo estranho. Ela mexeu os dedos, querendo puxá-la, mas Rong Yi apertou firme.
Ele a levou até a mesinha da cozinha, arrumou os pauzinhos e o prato para ela, e os dois começaram a comer.
A comida era farta e do gosto leve que Qiqi preferia, mas ela deu algumas garfadas e perdeu o apetite.
Quem, sendo olhado com tanta ternura por um cara bonito, não ficaria arrepiado e sem vontade de comer?
Sim, os olhos de Rong Yi, desde o início, estavam grudados nela com carinho, e o sorriso no rosto não parava.
Qiqi largou os pauzinhos.
"Qiqi, você não vai comer mais um pouco?" Rong Yi perguntou com voz suave.
"Não, já estou satisfeita."
Naquele momento, a ternura dele só a deixava mais inquieta.
Rong Yi não insistiu, recolheu os pratos e talheres, colocou toda a louça suja na pia, vestiu um avental e luvas de borracha, e começou a lavar a louça naturalmente.
Qiqi estremeceu — antes, lavar a louça era algo que Rong Yi sempre evitava, só fazia quando ela insistia. Por que hoje ele estava tão obediente?