Na mão dela, estava uma adaga idêntica à da senhora Zhou.
Gu Qiqi quase desmaiou de medo. Ela apostava que, se admitisse ter chamado a polícia, Zhou Zhibi avançaria e a apunhalaria.
Mas, juro, não fui eu que chamei a polícia.
Qiqi balançou a cabeça, deitada no chão sem conseguir se mexer: "Não fui eu... eu estava sendo segurada pelo seu tio o tempo todo..."
Zhou Zhibi olhou para ela, parecendo não acreditar muito; no entanto, logo abandonou Gu Qiqi e correu sozinha em direção à escada.
Qiqi ficou sozinha no chão, gemendo — Estou tão mal, tão quente... Quem vai me salvar, quem vai me salvar...
O som da sirene veio uivando e passou, sem parar do lado de fora do prédio onde Qiqi estava.
Era apenas um carro de polícia de passagem.
Mas Zhou Zhibi, assustada, não voltaria para salvar Qiqi, e Xia Liu e a senhora Zhou também tinham desaparecido.
Qiqi ficou sozinha no chão, suando como se estivesse derretendo, e sentia que o chão debaixo dela estava prestes a pegar fogo.
Ela já tinha perdido a razão e começou a rasgar suas próprias roupas; no verão, não se usava muita roupa, mas cada peça parecia um fardo, tão quente, impossível de desabotoar.
Queria muito estar em um lugar fresco.
Foi quando um par de mãos se estendeu em sua direção e a abraçou.
O cheiro de grama verde chegou, tão familiar, tão tranquilo.
O abraço de Rong Yi era normalmente ardente como fogo, mas na sensação de Gu Qiqi naquele momento, era mais fresco do que a neve branca no topo do Himalaia. Assim, quando aquelas mãos se estenderam para ela, ela não hesitou em se jogar, abrindo os braços e se enroscando nele como um polvo.
Rong Yi, você finalmente veio me salvar, que bom.
Ela murmurou com os olhos fechados, enterrando a cabeça no peito dele, esfregando-se com avidez.
Que pele tão fresca, que perfume tão encantador.
O cheiro dele, como um fantasma, penetrava pelos poros dela, trazendo um alívio fresco e confortável para todo o corpo.
Sim, a pessoa que ela abraçou era realmente Rong Yi, ele tinha vindo salvá-la.
"Qiqi..."
Ele a ergueu de uma vez, segurando-a nos braços, e rapidamente correu para fora do porão.
Ele percebeu imediatamente o estado de Qiqi e sabia que não podia deixá-la ficar ali.
Mas Qiqi estava usando o anel antídemon, então não podia usar o movimento de teletransporte — que droga.
Rong Yi carregou Qiqi para fora, e viram que era uma casa de madeira abandonada no meio do nada. Por que havia um porão tão fundo debaixo daquela casa de madeira, e por que a senhora Zhou e os outros a usavam, isso ninguém sabia.
Rong Yi finalmente conseguiu pegar um táxi e rapidamente entrou no banco de trás com Qiqi nos braços.
Ele deu o endereço e apressou: "Rápido."
O motorista acelerou o carro como se estivesse voando, mas Qiqi ainda estava muito desconfortável.
Ela se aninhou nos braços dele, com as mãos ardentes percorrendo o corpo dele, murmurando baixinho: "Tão quente, tão ruim..."
Ei, para onde estão indo essas mãos?
Rong Yi imediatamente segurou as mãos dela: "Qiqi, já estamos quase chegando, aguenta mais um pouco."
Qiqi começou a se contorcer inquieta, lutando: "Me solta, me solta, estou com calor, muito calor..."
O jeito suplicante dela era tão comovente que Rong Yi soltou as mãos dela.
Mas ela imediatamente começou a rasgar a própria camisa, uma camiseta fina sendo esticada até quase se deformar.
O coração de Rong Yi deu uma batida mais lenta, e ele rapidamente prendeu as mãos dela com força; ele encostou os dedos nos dela, concentrando-se, e logo uma onda de calor intenso e puro passou para o corpo de Qiqi — era a energia interna dele.