Foi o primeiro beijo deles, sagrado e doce. Tudo ao redor desapareceu num instante, como se só existissem os dois no mundo; ambos de olhos fechados, mas viam o rosto um do outro no coração; o tempo foi esticado ao infinito e encurtado ao extremo, sentimentos ternos preencheram seus corações, que pararam juntos por um momento, e então dispararam "tum-tum" descontroladamente.
Rong Yi provou a doçura sob os lábios, tão macia, tão bela, com o perfume juvenil da moça e o aroma único de Qiqi... Ele não resistiu e aumentou a pressão dos lábios, querendo mais, mas a garota soltou um gemido involuntário...
"Hum... Rong Yi... você está tão pesado..." Qiqi gemeu, o rosto ruborizado.
Rong Yi de repente caiu em si — o que estava fazendo? Rapidamente apoiou-se com uma mão, deu um salto leve e caiu no chão. Ficou no meio do quarto, ofegando intensamente. Qiqi também se apoiou, olhos marejados, respiração pesada. Os dois se olharam e, como se levassem um choque, desviaram o rosto — Qiqi ficou toda corada, e Rong Yi também mostrou vergonha. "Isso... é, é, o meu, mau humor ao acordar..." Rong Yi ainda soltou essa frase estranha. Mau humor ao acordar... Qiqi ficou sem graça.
Vendo a expressão estranha da garota, Rong Yi se assustou — droga, ela ficou brava. Meio apavorado, rapidamente tirou um maço de notas vermelhas do bolso e jogou na mesinha de cabeceira: "Desculpa, e, isso é o dinheiro para você." Então, "shua", desapareceu no ar. Esse cara, ele usou teletransporte.
Qiqi não se levantou para persegui-lo, mas se deixou cair molemente na cama. Encolheu-se no canto da cama, enterrando o rosto no travesseiro macio. Rong Yi, ele, a beijou... Embora tenha sido repentino, pareceu tão doce... Pensando nisso, o rosto da garota ficou ainda mais vermelho, quase queimando. A vida parecia ter saído do normal, tudo seguindo um rumo inesperado. E agora, o que ela deveria fazer? Será que realmente aceitaria a proposta de Rong Yi e namoraria com ele? Mas, afinal, ele era um monstro; mesmo que ela superasse essa diferença, ele no fim teria que voltar para o reino dos monstros, não? Se ele voltasse, o que ela faria? Ir com ele? Ou ele poderia ficar por ela?
A garota pensou seriamente, mas quanto mais pensava, mais confusa ficava. Então, seu olhar caiu sobre o maço de notas vermelhas na mesinha de cabeceira — dinheiro, renminbi, e todas de cem reais. Rong Yi disse agora há pouco — dinheiro para mim? Será que ele achou que, por tê-la beijado, deveria pagar? Meu Deus, de onde ele tirou essa lógica estranha?
Qiqi pegou o dinheiro, contou, e ficou chocada de novo — cinquenta mil reais? Por que tanto dinheiro? Ele não voltou ontem à noite, será que foi assaltar um banco? "Rong Yi, aparece agora, imediatamente, já, vem logo!" ela gritou. Ninguém respondeu. Qiqi, sem opção, saiu correndo para procurá-lo. Ao chegar no pátio, Rong Yi apareceu da cozinha, segurando uma panela, com uma expressão calma: "Qiqi, o que foi?" Ele agia como se nada tivesse acontecido. Lembrando da cena anterior, Qiqi corou de novo, sem saber onde colocar as mãos e os pés. Nesse momento, seus olhos perceberam a chama verde na palma da mão direita de Rong Yi, e ela exclamou: "Você... está fazendo o quê?"