Capítulo 204: Capítulo 204 Revigorado (4)

Dito isso, puxou Qiqi e saiu.

Qiqi ficou atordoada, o coração aos saltos. Olhou para trás e viu Zhuzhu, que acenava com força para ela, mandando um olhar de incentivo que dizia "derruba, derruba, derruba logo".

Qiqi só pôde acenar de volta, e então, sob os olhares de todos, foi puxada por Rong Yi para dentro de um táxi.

Tudo bem, afinal a prova já tinha acabado, as notas sairiam em duas semanas, a gente vê depois.

Com a prova terminada, sentiu-se leve como uma pluma. Sob a supervisão rigorosa do Rei Lobo, Qiqi ficou de molho em casa por vários dias, até se curar completamente do resfriado.

Em seguida, vieram as férias de verão de dois meses. Qiqi fez um plano: no primeiro mês, trabalhar meio período para juntar dinheiro; no segundo, se preparar para o estágio, além de arrumar tempo para participar do serviço voluntário da comunidade.

Por coincidência, quando estava prestes a procurar emprego, Zhuzhu ligou e indicou uma vaga de garçonete num restaurante sofisticado. Zhuzhu já tinha trabalhado lá antes e sabia que o ambiente era bom, o trabalho não era pesado e o salário era decente; além disso, os clientes eram geralmente estrangeiros e ricos, que davam gorjetas generosas. Se não fosse pela prima de Zhuzhu ter chamado ela para viajar de última hora, ela não teria largado aquele emprego excelente.

"Estou te indicando o trampo, hein, não esquece do meu favor. Na próxima vez que a gente se ver, traz logo teu namorado, quero ver o gato, matar a vontade..." Zhuzhu ficou tagarelando no telefone.

"Tá bom, tá bom, muito obrigada, Zhuzhu!" Qiqi ficou super feliz.

Mas Rong Yi não ficou nada contente. Ele não queria que Qiqi fosse trabalhar, porque achava que ela tinha acabado de se recuperar e precisava descansar; além disso, a identidade do assassino de preto que tentou matá-la antes ainda não tinha sido descoberta, e ele sentia que o perigo estava à espreita, por isso não queria que ela saísse sozinha.

Qiqi explicou: "Não temos mais dinheiro em casa, preciso trabalhar, senão no mês que vem a gente vai ter que viver de vento."

Rong Yi ficou em silêncio.

Na verdade, Qiqi sempre o incentivava a considerar a sugestão do colega Gezi, de virar modelo ou algo assim, mas Rong Yi recusava terminantemente, porque achava esse tipo de trabalho humilhante.

Agora, vendo a situação, será que ele, o Rei Lobo do reino demoníaco, seria forçado a virar modelo — a vender sorrisos na rua?

O conceito que Rong Yi tinha de modelo era exatamente esse, então ele se sentiu muito infeliz.

Qiqi foi para a entrevista no restaurante. Como foi indicada por conhecidos e já tinha experiência em trabalho similar, tudo correu bem; depois de um treinamento simples, começou a trabalhar oficialmente.

Como Qiqi tinha um bom inglês, o chefe a colocou para atender os clientes estrangeiros.

E não é que agora ela estava atendendo justamente um estrangeiro? Era um rapaz bonito que veio jantar sozinho, tipicamente ocidental — cabelo loiro, olhos azuis, pele clara e traços esculpidos como uma estátua.

O rapaz estava sentado perto da janela, observando Qiqi com interesse, com uma expressão amigável, típica de um ocidental recém-chegado à China, encantado com uma garota oriental bonita.

"Hum, você pode me apresentar o cardápio, por favor?" perguntou o rapaz num chinês razoavelmente fluente.

Qiqi sorriu e recomendou alguns pratos adaptados, que eram a especialidade do restaurante, basicamente uma fusão das vantagens da culinária chinesa com a tradição ocidental, devendo agradar ao paladar de estrangeiros recém-chegados à China.

O rapaz lhe deu um sorriso radiante, como o sol mais intenso do equador: "Este prato tem alecrim? Ótimo, adoro."