Sentado ao lado, Dedong também queria brincar, ansioso para tentar, olhando para Bailing com um olhar pidão. Dedong estava ali há muito tempo, sem colegas da mesma idade por perto, e o avô Lin já estava velho, ninguém levava Dedong para passear. Afinal, estavam na cidade B, a segurança era garantida. Ela acenou com a cabeça e disse: "Tá bom, já que é assim, vamos levar o Dedong para se divertir também."
Embora Bailing já tivesse explorado quase todos os pontos turísticos famosos, por causa do Dedong, ela foi.
"Então tá combinado, amanhã às nove horas nos encontramos na porta do Museu do Palácio Imperial", a senhora Wu decidiu na hora.
Depois que a senhora Wu foi embora, Bailing olhou o relógio: já eram quatro da tarde. Não tinha muitos petiscos em casa, então Bailing levou Dedong para comprar algumas coisas.
"Dedong, o que você gosta de comer? Pega você mesmo", disse Bailing, segurando a mão de Dedong. Embora soubesse que Dedong não se perderia, ele ainda era uma criança e precisava de cuidado.
Dedong raramente ia ao supermercado; mexia em tudo, mas não comprava nada. Mesmo tendo a mesada que Bailing lhe dava, ele guardava tudo, juntando para construir um templo. No final, foi Bailing quem comprou e dividiu com Dedong. Bailing também comprou especialmente o chá da empresa de Li Zidong, uma novidade que poucos compravam, ainda em promoção. Além disso, Bailing tinha ações na empresa; apoiar Li Zidong era apoiar a si mesma.
No dia seguinte, Bailing levou Dedong de carro até o Museu do Palácio Imperial. Dedong ficou de boca aberta, sem conseguir fechá-la por um bom tempo, perguntando sobre tudo. Passaram dois dias se divertindo, e a última parada foi a Grande Muralha. Ao chegar lá, a primeira reação de Dedong foi juntar as mãos e recitar: "Amitabha!" Sua expressão era séria e solene, talvez pensando em quantas pessoas morreram para construí-la, ou admirando sua imponência, ou relembrando os tempos de guerra. A Grande Muralha, na era das armas frias, era realmente uma barreira artificial sólida.
Quando Bailing levou a senhora Wu ao aeroporto, ela deu um tapinha no ombro de Bailing e disse: "Xiao Ling, nesses dois dias você me acompanhou, provavelmente não teve tempo de compor músicas. Mas daqui a uma semana, vou te ligar direto: um roteiro por mês, vinte músicas!"
"Tá bom, tá bom, vou dar o meu melhor!", Bailing aceitou. Afinal, em casa, além de treinar artes marciais e conversar com o professor Baili sobre plantas, não tinha muito o que fazer. Tinha bastante tempo, que podia usar para fazer mais coisas. Assim, além de uma boa remuneração, traria mais lucro para a empresa.
"Xiao Ling, arrumei alguns lugares para você. Deixe o Xiao Zhou te levar para ver. Se não tiver problema, escolha um e transfira seu laboratório de Hong Kong para cá", disse o avô Lin, entregando alguns envelopes de papel pardo durante o jantar.
"Obrigada, vovô!", Bailing beijou o rosto do avô Lin sem cerimônia, dizendo docemente.
Com o passar dos anos, o avô Lin foi escondendo cada vez mais sua aura de matança, e sentia mais falta de afeto familiar. A intimidade de Bailing o fazia sentir que podia contar com ela.
"Comigo não precisa de cerimônia. Se você trouxer o laboratório para cá, vai ficar perto de mim. Ficar velho é solitário; com você e o Dedong por perto, não me sinto sozinho!", disse o avô Lin, sorrindo, enquanto tomava alguns goles do chá que Bailing lhe servira.
Ao ouvir isso, Bailing se sentiu culpada. Embora o avô Lin não tivesse se oposto quando Bailing e Bai Han foram para Hong Kong, ele transformou a saudade em apoio, deixando Bai Han se reunir com o marido e Bailing ficar com a mãe, enquanto ele ficava sozinho.
Embora voltasse duas ou três vezes por ano, toda vez que iam embora, o avô Lin os via partir da janela do andar de cima.
"Vovô, nunca mais vou te deixar. Quando eu crescer, vou arrumar um genro que more conosco e ficar ao seu lado para sempre", disse Bailing, segurando o braço do avô Lin, emocionada. Um velho que a protegia em silêncio, a ela e à mãe Bai Han, merecia todo o respeito de Bailing.
"Claro, minha neta é tão boa, como poderia se casar com outra família? Tem que ser um genro que more aqui, assim, na minha frente, quem ousaria te maltratar!", o avô Lin concordou com Bailing, muito feliz.
"Com o vovô por perto, quem eu temo? Ninguém ousa me maltratar!", ela disse, cheia de confiança.
"A propósito, Xiao Ling, ouvi dizer que Lingyun já conheceu os sogros?", perguntou o avô Lin. Hoje, enquanto jogavam xadrez, ele e o avô Zhao discutiram por causa de algumas palavras. No final, sem vencedor, o avô Zhao lembrou que seu neto Zhao Lingyun já tinha namorada, enquanto Bailing não, e se vangloriou.
Bailing balançou a cabeça e perguntou: "Quem te contou isso?"
"Foi aquele velho Zhao, se gabando na minha frente, dizendo que talvez em dois anos já tenha um bisneto! Eu sabia que ele estava mentindo, usando essas coisas para me enganar, que vergonha!", resmungou o avô Lin, irritado.
"Vovô, na verdade o que o avô Zhao disse não está totalmente errado. Zhao Lingyun e Li Ziqing são namorados. Quando o irmão Lingyun estava de folga e saiu com Ziqing, o pai dela os pegou. O pai de Li Ziqing, que criou a filha com tanto esforço, viu a filha ser conquistada por um rapaz desconhecido, ficou furioso. Depois que descobriram a identidade de Zhao Lingyun, os mais velhos da família Li quiseram conhecê-lo, e foi o próprio avô Li quem o convidou. Zhao Lingyun estava tão nervoso que minha mãe, como parente mais velha dele, foi junto para apoiá-lo. No final, o avô Li viu que Lingyun era um jovem talentoso e que os dois se gostavam, então não impediu. Mas eles são só namorados, ainda não são noivos", explicou Bailing.
"Eu sabia! Minha neta, desde pequena, é mais esperta que aquele cabeça-dura da família deles, como poderia ficar para trás!", disse o avô Lin, rindo. "Mas, Xiao Ling, você não está escondendo algo de mim?"
Bailing ficou sem graça. O que o avô Lin tinha descoberto? Com um sorriso forçado, perguntou: "Vovô, o que você quer saber? Pode perguntar, falo tudo."
"Hum, notei que você anda falando ao telefone por uma ou duas horas seguidas. Com quem está falando?", perguntou o avô Lin, fingindo desinteresse.
Bailing não só falava na sala de estar, mas, segundo informações confiáveis de Dedong, ela também passava muito tempo ao telefone no quarto. Falar ao telefone não era nada, falar por muito tempo também não, mas falar tantas vezes, por tanto tempo, e sempre para a mesma pessoa, isso sim era incomum.
Bailing entendeu na hora a intenção do avô Lin. Ele queria saber com quem ela tinha falado tanto ultimamente, e ainda usou o avô Zhao como desculpa.
O avô Lin, envergonhado com o riso de Bailing, repreendeu: "Não estou preocupado com você? Ver você abraçada ao telefone, rindo tão docemente, só podia ter algo errado. Acha que estou cego?"
Bailing riu e disse: "Vovô, é o meu professor, Bai Lichen!"
Ao ouvir "professor", o avô Lin franziu a testa. Ainda era um romance entre professora e aluno? Embora hoje em dia não seja tão grave, ainda assim não parecia certo.
"Professor, hein...", disse o avô Lin, um pouco decepcionado.
"Sim, o professor Bai Lichen, responsável pelo meu laboratório em Hong Kong. Ultimamente, tenho falado com ele sobre transferir o laboratório para a cidade B, e muitas coisas precisam ser feitas por ele. Vovô, vou te contar: esse meu professor é incrível. Embora jovem, é muito bom no estudo de novas espécies", explicou Bailing, elogiando Bai Lichen.
"Ah, é? Se ele pudesse ganhar um Prêmio Nobel, seria ótimo!", disse o avô Lin, sem muito interesse.
"Vovô, você acertou em cheio! Ele está analisando o mapa genético de uma grama mutante, estudando suas propriedades. Quem sabe, pode até ganhar um Nobel! Mas, se isso acontecer, a tecnologia pode acabar sendo conhecida por outros países!", disse Bailing, confiante na competência de Bai Lichen.
"Nossa, é mesmo?", o avô Lin se interessou de novo. "Como ele é?"
Ao ouvir que o avô Lin queria ver uma foto de Bai Lichen, Bailing correu ao quarto e pegou um álbum grande. Apontou para uma foto em que ela e Bai Lichen estavam de jaleco branco no laboratório, tirada para comemorar um grande avanço na pesquisa.
"Aqui, é este!", disse Bailing, animada, apontando para um homem imponente na foto. Por causa do laboratório, Bai Lichen estava sem barba, parecendo muito bonito, alto, cabelo curto, com um leve sorriso nos lábios.
O avô Lin pegou o álbum, apertou os olhos, olhou para a foto como se estivesse avaliando um futuro genro, e depois de um tempo respondeu: "Nada mal, traços corretos, não parece um vilão."
"Claro, senão eu não teria confiado o laboratório a ele!", disse Bailing, sorrindo. "Meu laboratório tem muitas coisas boas."
"E se o laboratório for transferido para a cidade B, esse professor Bai Lichen vai querer vir?", perguntou o avô Lin, sabendo que ele era chinês, mas não sabia se queria ficar no continente.
"Pode ficar tranquilo, vovô. O professor Bai disse que, vivo ou morto, ele é do meu laboratório. Onde o laboratório for, ele vai!", disse Bailing, confiante. No laboratório, havia novas espécies que Bai Lichen sempre sonhara em estudar, ele não resistiria. Além disso, havia a amizade construída, como ajudar a mãe dele com a saúde. E, no laboratório, o nível de pesquisa de Bailing era baixo, muito inferior ao de Bai Lichen, então ela esperava que ele pudesse fazer descobertas. Assim, Bailing ganhava benefícios, e Bai Lichen, dinheiro e fama. Era uma parceria vantajosa para ambos; Bai Lichen não era bobo.
"Então, quando ele chegar na cidade B, traga ele aqui para eu ver como ele é!", pediu o avô Lin.
"Vovô, não tire conclusões erradas. Ele é meu professor, quase dez anos mais velho que eu!", alertou Bailing, para evitar mal-entendidos que pudessem causar constrangimento no futuro.
"Hum, seu avô já viu de tudo, acha que não sei disso?", disse o avô Lin, ofendido com a desconfiança.
"Que bom! Por enquanto, a pesquisa no laboratório está num ponto de pausa. Assim que eu encontrar um lugar adequado aqui, vou decorar conforme os requisitos anteriores, instalar os equipamentos, e pronto.", disse Bailing. "Vovô, não subestime meu pequeno laboratório. Os equipamentos são muito avançados, até mais do que alguns lugares do governo."
"Ah, é mesmo?", perguntou o avô Lin, com os olhos brilhando de interesse.
"Vovô, não pode cobiçar meus equipamentos. Comprei tudo com meu próprio dinheiro. Sabe? Só os equipamentos custaram quase trezentos milhões de yuans. Não posso simplesmente doá-los.", alertou Bailing. Ela já tinha doado os tesouros; se também doasse o laboratório, que era sua base, não teria onde chorar.
"Quem quer seus equipamentos? Estou pensando que, se você tiver contatos, pode ajudar a comprar para o continente.", disse o avô Lin, desdenhoso. Ela estava subestimando sua visão.
"Na verdade, tenho um jeito. O último lote de equipamentos que encomendei foi comprado pelo professor Bai no Canadá. Talvez ele possa ajudar!", disse Bailing, aliviada.
Depois de ler atentamente os materiais que o avô Lin lhe deu, Bailing finalmente escolheu um galpão fechado perto de um parque industrial nos arredores da cidade. Após uma visita, decidiu-se por aquele.
"Professor Bai, já arrumei o galpão. Quando sua pesquisa chegar a um ponto de pausa, começamos a mudança para cá.", disse Bailing ao telefone, comendo uma maçã e sorrindo.
"Por aqui também estou quase pronto. A propósito, me inscrevi como professor visitante na Universidade B. Assim, poderei dar aulas e pesquisar ao mesmo tempo.", disse Bai Lichen, rindo, segurando a resposta da universidade do continente que acabara de receber, realizando um desejo.
"Na verdade, com o salário e a participação nos lucros que te pago, não precisava fazer isso. Não vai ser cansativo fazer dois trabalhos?", perguntou Bailing, curiosa. Será que Bai Lichen gostava tanto de dar aulas? Um hobby compreensível.
"Hum, ser professor universitário é tranquilo, e gosto do ambiente acadêmico. Mas, falando nisso, quando eu chegar aí, onde você, minha chefe, vai me hospedar?", perguntou Bai Lichen, sabendo que Bailing já teria tudo preparado.
"O que precisa arrumar? Minha casa tem um pátio tradicional com dezenas de quartos. Pode escolher qualquer um.", disse Bailing, generosa. Aqueles lugares estavam vazios, e ela ainda mandava alguém limpar uma vez por semana, mas pareciam abandonados.
"Pátio tradicional? Isso me interessa! Minha mãe, quando criança, morava num pátio assim, pelas fotos antigas. Quero muito conhecer!", disse Bai Lichen, animado. Morar no lendário pátio tradicional, e ainda na casa de Bailing, não seria uma vantagem?
"Tá bom. A propósito, se a avó Bai quiser vir morar também, não tem problema. Tem muitos quartos.", lembrou Bailing. "Vou separar um pátio só para vocês."
"Ótimo! Já estou ansioso para ir para a cidade B. Quando chegar, você vai ter que me mostrar muitos lugares.", disse Bai Lichen, rindo. "A Grande Muralha é obrigatória. Quem não vai à Muralha não é um verdadeiro herói. Eu sou um homem de verdade, não ir seria um desperdício."
Bailing fez uma careta. Ter muitos amigos também era ruim. Todo mundo que nunca veio à cidade B pedia para ela os levar para passear. Bailing já sabia até quantos tijolos azuis tinha a Grande Muralha.