"Pare ela! Já estou indo!" Uma resposta enérgica soou pelo rádio comunicador.
Qiqi ficou perplexa — esse truque já não funcionava mais, e agora? Será que era melhor dar o fora logo?
Mas a Lua da Atração tremia intensamente, o alvo devia estar bem perto!
Antes que pudesse decidir, o chefe dos seguranças chegou apressado, com a voz tão alta quanto um sino: "Onde está? Onde está a pessoa?"
O segurança apontou para Qiqi: "É essa estudante!"
Qiqi, muito contrariada, escondeu o pingente de jade na bolsa e se preparou para recuar.
No entanto, o chefe dos seguranças, ao vê-la, hesitou por um instante. Em seguida, uma expressão de intensa e eufórica alegria tomou conta de seu rosto: "Garota, é você???"
Garota?
Que tratamento tão íntimo!
Esse senhor, eu o conheço?
Gu Qiqi examinou cuidadosamente o homem à sua frente —
O senhor, com seus cinquenta e poucos anos, pele morena, porte robusto, vestia um uniforme de segurança impecável e imponente, com uma aura tão dominante quanto a de um marechal — é preciso dizer, os uniformes de segurança de hoje são realmente elegantes!
Claro, o próprio senhor também era muito bonito!
Mas por que ele parecia tão familiar…
"Garota? É você? É mesmo você!" Os olhos do senhor brilhavam com lágrimas de emoção, e ele se adiantou para abraçar Qiqi: "Minha garota!! Seu tio procurou por você por tantos anos…"
Ele até começou a chorar baixinho no ombro de Qiqi!!
Qiqi ficou completamente paralisada, tentando se lembrar de sua curta vida anterior, enquanto ouvia o senhor sussurrar em seu ouvido sobre a saudade da separação. Aos poucos, uma lembrança calorosa e familiar, acompanhada pelo forte sotaque sulista do homem, começou a surgir diante de seus olhos…
Quando era pequena, Qiqi não tinha nome. O orfanato até dava nomes oficiais às crianças, mas geralmente eram apenas símbolos, registrados no livro de matrícula para solicitar subsídios do governo todo mês; no dia a dia, ninguém as chamava pelos nomes. Quando necessário, usavam apelidos como "criança endividada" ou "pirralho". Por isso, na memória de Qiqi, a única pessoa no mundo que a chamava carinhosamente de "garota" com aquele tom de sotaque sulista era o tio Hu An, o caçador que um dia a acolhera!
Qiqi olhou para o homem à sua frente, incrédula — depois de mais de dez anos separados, as mudanças no tio Hu eram impressionantes! O homem ágil, de pele escura, honesto e franco que ela lembrava, agora era um homem de meia-idade com um corpo mais cheio; no entanto, seu olhar ainda era tão afetuoso, tão bondoso!
Ao ver o tio bonitão tirar os óculos escuros, revelando aqueles olhos brilhantes e vivos, Qiqi não conseguiu mais se conter e gritou, emocionada: "Tio Hu! Tio Hu! É mesmo você —"
"Garota! Garota —"
Os dois se abraçaram na entrada, e o tio Hu até levantou Qiqi e a fez girar!
Ao lado, os seguranças olhavam os dois com curiosidade. O tio Hu colocou Qiqi no chão e deu um tapinha em seu ombro: "É minha filha! Estivemos separados por muitos anos, há muito tempo que não nos vemos!"
Os seguranças imediatamente acenaram com a cabeça, exibindo sorrisos compreensivos e alegres.
Hu An puxou Qiqi para o lado, encontrando um canto sossegado na curva da escada, e começou a relembrar o passado sem demora —
"Garota, como você está aqui? Trabalha neste prédio?"
Qiqi balançou a cabeça: "Ainda estou na faculdade, vim aqui hoje só para resolver um assunto. Tio Hu, você trabalha como segurança aqui?"